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Saiba quais recursos de acessibilidade o Enem oferece

“Foi com o direito à acessibilidade no Enem que eu passei em uma universidade federal e no curso dos meus sonhos. Esse foi o impulso que eu precisava para chegar aonde estou hoje”, conta Camilli Ayala Moulin Modesto, de 22 anos. Ela realizou o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2020 e em 2021 com recursos de acessibilidade. Com as notas do exame, foi aprovada para o curso de relações internacionais na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) no primeiro semestre de 2022. 

Mas Camilli ainda não tinha chegado ao seu objetivo e o Enem, mais uma vez, foi um caminho para o sonho de estudar medicina. Com mais alguns meses de preparação, fez o processo seletivo da Universidade de Rio Verde (UniRV), em Goiás, usando as notas do exame e passou. Atualmente, está na metade do curso e se diz muito realizada por seguir sua vocação. 

Camilli tem diagnóstico de dislexia e do transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH). Ambas as condições dificultam a leitura, a escrita e a concentração. Para realizar o Enem, a estudante teve direito a ledor (profissional que auxilia o participante na leitura da prova), tempo adicional e sala individual. Também contou com o suporte de um transcritor (profissional que presta auxílio na escrita, seja da redação ou do preenchimento do cartão de resposta), que, no entanto, não precisou utilizar. 

Para ela, o atendimento especializado no Enem é a maior ferramenta para proporcionar um processo seletivo justo a todos e, assim, alcançar a equidade no exame. “O ledor e a correção diferenciada da redação foram, sem dúvida, a melhor forma de me proporcionar uma avaliação justa. Sem esses recursos, eu jamais conseguiria realizar uma prova tão extensa”, defende.   

Condições Os atendimentos especializados fazem parte da Política de Acessibilidade e Inclusão do Ministério da Educação (MEC) e do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Ao longo dos anos, as aplicações foram aprimoradas com o objetivo de oferecer condições cada vez mais isonômicas. 

Os participantes contam com prova em braile; sala individual; mobiliário com dimensões adequadas para o manuseio das provas e dos recursos assistivos; auxílio para leitura e transcrição; tempo adicional; leitor de tela; prova ampliada; prova superampliada; guia-intérprete; e sala de fácil acesso. 

Durante as provas, também é permitido utilizar material próprio, o que inclui máquina de escrever em braile; lâmina overlay; reglete; punção; sorobã ou cubaritmo; caneta de ponta grossa; tiposcópio; assinador; óculos especiais; lupa; telelupa; luminária; tábuas de apoio; multiplano e plano inclinado. 

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Itens como bolsa de colostomia, dispositivos capacitantes, medidor de glicose e bomba de insulina também são previstos no edital do Enem. As regras do exame determinam que esses recursos sejam vistoriados pelo chefe de sala. 

As inscrições e a solicitação de atendimento especializado para o Enem 2025 vão até 23h59 (horário de Brasília) de sexta-feira, 13 de junho, pela Página do Participante. É necessário enviar a documentação comprobatória da condição que motiva o atendimento especializado, também por meio da Página do Participante. 

Quem teve a documentação aprovada nas edições de 2021 a 2024 não precisará anexar nova documentação caso a solicitação de atendimento seja a mesma em 2025 (exceto nos casos de atendimento em classe hospitalar e para lactantes). 

São condições que dão direito ao atendimento especializado no Enem 

  • Baixa visão 

  • Cegueira 

  • Visão monocular 

  • Deficiência física 

  • Deficiência auditiva 

  • Surdez 

  • Deficiência intelectual 

  • Surdocegueira 

  • Dislexia 

  • Déficit de atenção 

  • Transtorno do espectro autista 

  • Discalculia 

  • Diabetes 

  • Gestante 

  • Lactante 

  • Idoso 

  • Estudante em classe hospitalar ou outra condição específica 

 Alguns desses recursos de atendimento especializado foram fundamentais para Júlia Barbeiro, 36 anos, durante o Enem 2024. “Tenho grande restrição de mobilidade. Nos casos de escadas ou rampas muito íngremes, não consigo ter acesso”, explica. “Em função de comorbidades, ao ler muito, minhas vistas duplicam, o que me causa dificuldade para enxergar a prova. Além disso, tenho perda severa de audição”, acrescenta. Júlia contou com sala de fácil acesso e teve permissão para usar aparelho auditivo.  

Na perspectiva dela, a acessibilidade é necessária para incentivar pessoas com deficiência ou alguma necessidade especial a realizar as provas e a participar dos programas para ingresso no ensino superior. Júlia usou as notas no Enem para concorrer ao curso de enfermagem, como bolsista do Programa Universidade para Todos (Prouni), em uma faculdade particular, na cidade de Ribeirão Preto (SP). 

Pará Os dias de aplicação das provas em 2025 serão 9 e 16 de novembro. As provas nos municípios de Belém, Ananindeua e Marituba (PA) terão, excepcionalmente, outras datas de aplicação: 30 de novembro e 7 de dezembro. A medida visa atender melhor os estudantes dessas localidades, em razão dos impactos logísticos da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), que ocorrerá no estado no período da aplicação regular do exame.     

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Os candidatos que pretendiam fazer o Enem em alguma dessas cidades ainda podem optar por realizar as provas nas datas regulares, 9 e 16 de novembro, em outras localidades. Para isso, é necessário escolher outro município de aplicação no momento da inscrição. 

O Inep disponibilizará, na aplicação em Belém, Ananindeua e Marituba, o recurso do tradutor-intérprete de Língua Brasileira de Sinais (Libras). Entretanto, não será ofertado, nessas aplicações, o recurso da videoprova em Libras. O participante que deseja utilizar tal recurso deverá selecionar, no ato da inscrição, outro município para realizar o exame, nas datas regulares (9 e 16 de novembro). 
 
Conheça as perguntas mais frequentes dos estudantes sobre o Enem 

Enem – O Exame Nacional do Ensino Médio avalia o desempenho escolar dos estudantes ao término da educação básica. Ao longo de mais de duas décadas de existência, o Enem tornou-se a principal porta de entrada para a educação superior no Brasil, por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), do Programa Universidade para Todos (Prouni) e do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).  

Instituições de ensino públicas e privadas também utilizam o Enem para selecionar estudantes, como critério único ou complementar aos processos seletivos. Os resultados individuais do Enem podem ainda ser aproveitados nos processos seletivos de instituições portuguesas que possuem convênio com o Inep para aceitar as notas do exame. Os acordos garantem acesso facilitado às notas dos estudantes brasileiros interessados em cursar a educação superior em Portugal.  

 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações do Inep 

 

 

Fonte: Ministério da Educação

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MEC Idiomas: aprenda inglês e espanhol gratuitamente

O Ministério da Educação (MEC) lançou o MEC Idiomas, plataforma gratuita que disponibiliza oferta de cursos de inglês e espanhol com lições interativas, acompanhamento de progresso e certificados. A ferramenta já reúne 212.302 usuários ativos em todo o país.  

Dois formatos – portal e aplicativo – o MEC Idiomas é uma plataforma de aprendizagem bilíngue autoinstrucional do nível básico ao avançado que tem como objetivo ser o primeiro ponto de contato digital entre o estudante de línguas iniciante e o idioma de sua escolha, acompanhando seu aprendizado até níveis mais avançados.  

Inicialmente, os idiomas oferecidos são Inglês e Espanhol. As aulas estão organizadas em 6 níveis (A1 a C2); 4 a 6 módulos por nível, cada um deles com 10 a 15 aulas. Desde o lançamento, estão disponíveis cerca de 800 aulas.  

O MEC Idiomas oferece diversas ferramentas para os estudantes: teste de proficiência; trilha de aprendizagem (aula e reforço); teste ao fim dos módulos; fale e pratique; agente de Inteligência Artificial para dar apoio e tirar dúvidas e praticar conversação; e comunidades de aprendizado.   

Passo a passo para usar a plataforma:  

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• Basta acessá-lo via portal ou via aplicativo MEC Idiomas e fazer login com o Gov.br;   

• Escolher o idioma que quer aprender – inglês ou espanhol;   

• Fazer o teste de proficiência disponível que avalia o grau de conhecimento do estudante;  • Fazer os exercícios de fixação e de ‘gamificação’, ao final de cada aula, que incentivam a concluir aulas e módulos e passar de nível.   

Idiomas Sem Fronteiras (IsF) – o aplicativo está inserido no ecossistema do Idiomas Sem Fronteiras (IsF), compondo uma política de ensino bilíngue já consolidada. A parceria permite a oferta de cursos de especialização para a rede pública de ensino. A oferta dos cursos do IsF, que duram de 48 horas a três meses, acontece duas vezes ao ano. O intuito é melhorar os índices de proficiência e produções científicas. Serão disponibilizados R$ 1,68 milhão por ano para a iniciativa, que impactará 16 mil alunos por semestre. 

As ações da Rede IsF tem como objetivo central desenvolver uma política linguística nacional para o ensino superior, fortalecendo a formação de professores de línguas estrangeiras e promovendo a capacitação linguística de estudantes, docentes e técnicos administrativos das Instituições de Ensino Superior (IES). Também contempla a formação de estrangeiros em língua portuguesa e o apoio à capacitação de professores da Educação Básica. 

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Assessoria de Comunicação Social do MEC

Fonte: Ministério da Educação

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