POLÍTICA MT

Assembleia aprova projeto que impede exercício de mandato parlamentar a condenados por pedofilia

Os deputados estaduais de Mato Grosso aprovaram por unanimidade, em segunda votação, o Projeto de Resolução 317/2025, que impede exercício de mandato parlamentar por condenação em crime de pedofilia. A proposta de autoria do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi (PSB), altera a Resolução nº 679, de 30 de novembro de 2006, que institui o Código de Ética Parlamentar da Assembleia Legislativa do Estado. A votação foi realizada durante a sessão ordinária desta quarta-feira (4), realizada no plenário das deliberações de Renê Barbour.

A proposta inclui no Código de Ética uma nova alínea ao inciso I do §1º do artigo 7º, prevendo que a condenação definitiva por crime de pedofilia (enquanto perdurarem seus efeitos) resulta na perda do direito ao exercício do mandato no âmbito estadual.

Em justificativa ao projeto, o presidente Max Russi argumenta que o Brasil figura entre os países com maior número de casos de exploração sexual infantil, e que o Poder Legislativo precisa se posicionar de maneira firme diante dessa realidade. “A Assembleia precisa dar exemplo. Não podemos admitir que alguém condenado por um crime tão grave como a pedofilia represente a população”, afirmou.

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Segundo o parlamentar, trata-se não apenas de uma questão legal, mas também de um compromisso moral com a proteção da sociedade e o respeito às vítimas. “Estamos falando de vidas que foram marcadas por um trauma profundo, e o mínimo que podemos fazer é garantir que esse tipo de agressor nunca ocupe uma cadeira neste Parlamento”, pontuou.

Foto: Pedro Luis Velasco de Barros/Assessoria de Gabinete

Russi destacou ainda que a iniciativa reforça o compromisso da Casa de Leis com a proteção dos direitos das crianças e adolescentes, além de assegurar os princípios da moralidade pública e da idoneidade exigida para o exercício da função parlamentar. “A condenação por crime de tamanha gravidade fere diretamente os princípios que regem a atividade legislativa e compromete sua legitimidade. Uma vez ausente a idoneidade moral, torna-se impossível o exercício do mandato”, declarou.

O presidente da ALMT também citou, na justificativa, o artigo 19 do Decreto Federal nº 99.710/1990, que promulga a Convenção sobre os Direitos da Criança, e defendeu que é dever do Estado adotar todas as medidas legislativas, administrativas, sociais e educacionais necessárias para proteger crianças contra qualquer forma de abuso sexual

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Fonte: ALMT – MT

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POLÍTICA MT

Após reunião com Pivetta, Jayme endurece discurso, rejeita “candidato emprestado” e diz que eleição não pode ser vencida por W.O. – veja o video 

Em carta aberta e vídeo direcionados aos filiados do União Brasil, senador convoca militância para a convenção do dia 30 de julho, defende candidatura própria ao Governo de Mato Grosso e reforça a independência da legenda.

Poucos dias após uma reunião política com o governador Otaviano Pivetta, o senador Jayme Campos elevou o tom do discurso e deixou claro que o União Brasil pretende disputar o Governo de Mato Grosso com candidatura própria. Em carta aberta divulgada nesta segunda-feira (13), acompanhada de um vídeo nas redes sociais, o parlamentar convocou os filiados para a convenção estadual do partido, marcada para 30 de julho, e afirmou que a eleição de 2026 “não pode ser vencida por W.O.”.

Na mensagem, Jayme sustenta que o União Brasil reúne força política e representatividade para liderar um projeto próprio ao Palácio Paiaguás. Segundo ele, a população espera uma disputa de ideias e propostas, e não um processo eleitoral sem concorrência efetiva.

O trecho de maior repercussão da carta é a defesa da autonomia partidária. “O União não precisa de candidato emprestado. O União terá candidatura própria ao governador, com sua força e com sua participação”, escreveu o senador, em um recado que amplia o debate sobre as articulações políticas em andamento para a formação das chapas de 2026.

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Jayme também agradeceu a confiança dos correligionários para conduzir o projeto político da legenda e destacou que Mato Grosso precisa avançar em áreas como educação, saúde e segurança pública. Além disso, classificou a participação dos filiados na convenção como um ato em defesa da democracia e da independência do partido.

A manifestação ocorre em meio às intensas negociações que movimentam os bastidores da sucessão estadual e ganha ainda mais peso por ter sido divulgada após a recente reunião entre Jayme Campos e Otaviano Pivetta, encontro que reacendeu especulações sobre possíveis composições para a disputa ao Governo do Estado. Entretanto, a carta evidencia que, neste momento, o senador mantém o discurso de fortalecimento do União Brasil e da defesa de uma candidatura própria na corrida pelo Palácio Paiaguás.

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