CUIABÁ

Indigada, Michelly Alencar cobra punição severa para crimes de abuso e violência sexual contra crianças e adolescentes

Débora Inácio – Assessoria da vereadora Michelly Alencar
Durante a sessão ordinária da Câmara Municipal desta terça-feira (3), a vereadora Michelly Alencar manifestou profunda revolta diante dos novos desdobramentos do caso de abuso sexual envolvendo um vereador e médico do município de Canarana. Em tom firme, Michelly destacou a gravidade dos crimes e reforçou a necessidade de punição severa para predadores sexuais.
“Ainda sob o impacto do Maio Laranja, mês dedicado à conscientização e combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes, nos deparamos com um caso absurdo, revoltante, que expõe a crueldade de um agente público que deveria zelar pela população. As vítimas estão sendo identificadas aos poucos, e o que já foi revelado é assustador: meninas de 2, 8 e 12 anos, além de uma outra cuja idade ainda não foi divulgada, foram submetidas a um ciclo de violência física, sexual e psicológica que comprometeu completamente seu futuro”, desabafou a parlamentar.
A vereadora também cobrou união dos demais parlamentares e apelou para que deputados federais sejam mobilizados a ampliar o debate sobre a legislação penal. “É hora de discutirmos seriamente a prisão perpétua para predadores sexuais. Casos como esse exigem respostas duras, firmes e à altura da dor imposta às vítimas.”
Por fim, Michelly reforçou seu compromisso com a proteção da infância e adolescência e declarou que seguirá cobrando justiça e medidas mais rigorosas para garantir que crimes como esse sejam exemplarmente punidos. “Quem violenta uma criança destrói vidas. Não pode haver impunidade.”
A vereadora é autora da Lei nº 6.858/2022, que institui oficialmente o Maio Laranja no calendário de Cuiabá. A legislação estabelece ações de conscientização nas escolas públicas, realização de audiências públicas e palestras educativas. Durante todo o mês de maio, Michelly e sua equipe executaram uma série de atividades em alusão à campanha, que tem no dia 18 de maio o seu Dia D de combate à violência sexual contra crianças e adolescentes. Ela reforçou que denúncias podem ser feitas de forma gratuita e anônima pelo Disque 100.
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Dados reforçam urgência de políticas públicas
Segundo a Vigilância Epidemiológica de Cuiabá, em 2024 foram registradas 190 notificações de violência sexual contra crianças e adolescentes na capital, sendo 88 casos reincidentes. A maioria das vítimas são meninas (176), e os principais locais dos abusos foram:
Residências: 73,7%
Via pública: 16,8%
Outros locais: 3,7%
Comércios/serviços: 3,2%
Escolas: 1,6%
Habitações coletivas: 0,5%
Ignorados/em branco: 0,5%
Quanto aos agressores, os números apontam:
Conhecidos: 58
Namorados: 48
Desconhecidos: 20
Padrastos: 19
Pais: 16
Ex-namorados: 15
Irmãos: 8
Cônjuges: 5
Relações institucionais: 4
Ex-cônjuges: 3
Mães: 1
Casos ignorados: 1
No estado de Mato Grosso, até julho de 2024, foram contabilizados 2.069 casos de violência sexual contra crianças e adolescentes, o que representa uma média de seis casos por dia. O município de Sorriso ocupa a liderança nacional, com taxa de 113,9 casos por 100 mil habitantes (2023).
Em nível nacional, os dados também preocupam. Entre 2021 e 2023, o Brasil registrou 164.199 casos de violência sexual contra crianças e adolescentes, segundo a Agência Brasil e o UNICEF. Desses, 87,3% das vítimas eram meninas, e 68,7% dos abusos ocorreram dentro da própria casa. Durante o Carnaval de 2024, o Disque 100 registrou um aumento de 38% nas denúncias, ultrapassando 73 mil violações, muitas envolvendo vítimas infantojuvenis.

Fonte: Câmara de Cuiabá – MT

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CUIABÁ

Estudantes indígenas conhecem história de Cuiabá em visita ao Complexo Biocultural do Porto

Quarenta e dois estudantes da Escola Indígena Umutina, de Barra do Bugres, visitaram nesta sexta-feira (29) o Complexo Biocultural do Porto, em Cuiabá, conhecendo o Museu do Rio Cuiabá, o Aquário Municipal e a Orla do Porto. A atividade integrou uma programação educativa voltada à valorização do patrimônio cultural mato-grossense e ao fortalecimento da identidade dos povos originários.

Com idades entre 11 e 17 anos, os alunos participaram da visita acompanhados pelas professoras Eliane Boroponepa Monzilar, da Aldeia Boropó, e Ana Lúcia Calomezoré, da Aldeia Balotipone. O objetivo pedagógico foi conscientizar os estudantes sobre a importância da preservação do patrimônio cultural do Estado e promover reflexões sobre a história e as culturas indígenas.

A visita foi viabilizada pelo projeto Caminhos da Cultura, iniciativa criada em 2019 pelo artista plástico e produtor cultural Vicente Paulo. O projeto tem como proposta ampliar o acesso de estudantes da rede pública, além de comunidades indígenas, quilombolas e ribeirinhas, a museus, galerias e outros espaços de formação cultural. Desde sua criação, a iniciativa já aproximou mais de 11 mil alunos de equipamentos culturais em Mato Grosso.

“O projeto nasceu para proporcionar esse acesso aos estudantes da rede pública e também às comunidades tradicionais. Hoje estamos contemplando os Umutina, vindos de diferentes comunidades dessa grande nação indígena”, explicou Vicente Paulo.

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No Complexo Biocultural do Porto, os estudantes participaram de um roteiro guiado que apresentou aspectos históricos de Cuiabá por meio do acervo do Museu do Rio e das atrações do Aquário Municipal. A coordenadora pedagógica do Museu do Rio, Luana da Cruz Borema, explicou que o complexo está implantando um novo formato de recepção aos visitantes, com uma apresentação guiada que contextualiza a história da cidade antes da visita aos espaços expositivos.

Segundo ela, a proposta busca tornar a experiência mais educativa e aproximar os visitantes do patrimônio histórico e cultural de Cuiabá.

Para a professora Eliane Boroponepa Monzilar, a atividade representa uma oportunidade de intercâmbio de conhecimentos e de ampliação do repertório cultural dos estudantes.

“Esse projeto proporciona às crianças e aos jovens indígenas a oportunidade de conhecer outros saberes. Muitos deles nunca haviam visitado um museu. É uma troca importante entre o conhecimento do nosso povo e outros conhecimentos culturais, permitindo que compreendam melhor esses espaços e sua importância”, afirmou.

A fala da educadora reforça uma realidade observada em outras ações do Caminhos da Cultura. Em atividades recentes promovidas pelo projeto, estudantes da zona rural e de comunidades tradicionais também tiveram contato pela primeira vez com museus e espaços históricos da capital, vivenciando experiências que ampliam o aprendizado para além da sala de aula.

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A turismóloga Silvana Maria de Morais Abdala destacou o interesse demonstrado pelo grupo durante toda a visita. Segundo ela, as fotografias históricas e a maquete expostas no museu despertaram grande curiosidade entre as crianças e os adolescentes.

“Foi gratificante perceber o interesse deles em conhecer a história de Cuiabá e compreender melhor o espaço. As crianças, principalmente, demonstraram muita atenção e curiosidade durante toda a visita”, relatou a servidora, que atua há 18 anos na área do turismo.

Além do Complexo Biocultural do Porto, o roteiro dos estudantes incluiu visitas ao Museu da Imagem e do Som de Cuiabá (MISC), à Galeria Lava Pés e ao Museu de História Natural de Mato Grosso, consolidando um dia de atividades voltadas ao conhecimento, à cultura e à formação cidadã.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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