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Vasco goleia o Fortaleza em São Januário e encerra jejum e sai da zona de rebaixamento

Em uma noite de alívio e festa para a torcida cruzmaltina, o Vasco da Gama venceu o Fortaleza por 3 a 0 neste sábado (data a ser confirmada no jogo real), em São Januário. O resultado positivo coloca fim a uma incômoda sequência de nove jogos sem vitória na temporada, impulsiona o time a dez pontos na tabela do Campeonato Brasileiro e o retira provisoriamente da zona de rebaixamento. O Fortaleza, por sua vez, permanece com os mesmos dez pontos, sem conseguir se distanciar da parte inferior da classificação.

O placar foi aberto ainda no primeiro tempo, com o gol de Nuno Moreira. Na etapa final, o centroavante argentino Vegetti balançou as redes duas vezes, confirmando a goleada e garantindo os três pontos para a equipe carioca.

O Jogo

A partida começou movimentada e com chances para ambos os lados. Logo no primeiro minuto, Lucero quase aproveitou um erro do goleiro Léo Jardim, mas Luiz Gustavo apareceu para salvar o Vasco. A resposta veio rápida: aos três minutos, Nuno Moreira recebeu na área e finalizou cruzado para abrir o marcador, sem chances para João Ricardo.

Após o gol, o confronto seguiu aberto. O Fortaleza buscou o empate e teve boas oportunidades com Mancuso e Yago Pikachu, mas a defesa vascaína e Léo Jardim conseguiram evitar que o placar fosse alterado. O Vasco, por sua vez, ajustou a marcação e tentou explorar os contra-ataques, embora tenha pecado no último passe antes do intervalo.

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No segundo tempo, o Vasco ampliou logo no primeiro minuto. Paulo Henrique fez bela jogada pela direita e cruzou rasteiro para Vegetti, que apenas escorou para o fundo do gol. Com dois gols atrás, o Fortaleza se lançou ao ataque e criou perigo com Lucero, que parou em Léo Jardim e depois viu Paulo Henrique cortar uma finalização.

A partida ficou tensa, resultando nas expulsões diretas de Coutinho, do Vasco, e Marinho, do Fortaleza, após um desentendimento, deixando ambas as equipes com dez jogadores em campo.

Mesmo com um a menos, o Vasco seguiu melhor e quase marcou o terceiro com Rayan, que acertou a trave. Nuno Moreira chegou a balançar as redes novamente, mas o gol foi anulado por impedimento. A consagração da vitória veio aos 34 minutos da etapa final: Lucas Piton cruzou rasteiro e Vegetti, esticando a perna, marcou seu segundo gol na partida e o terceiro do Vasco.

Nos minutos finais, o Vasco administrou o resultado diante de sua torcida, que celebrou efusivamente o fim do jejum e a saída da zona perigosa da tabela.

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FICHA TÉCNICA

VASCO-RJ 3 X 0 FORTALEZA-CE

Local: Estádio de São Januário, no Rio de Janeiro (RJ).
Data: 17/05/2025
Hora: 18h30 (de Brasília).
Árbitro: Anderson Daronco (RS-Fifa).
Assistentes: Rafael da Silva Alves (RS-Fifa) e Tiago Augusto Kappes Diel (RS).
VAR: Marcio Henrique de Gois (SP).
Cartões amarelos: Nuno Moreira e Luiz Gustavo (Vasco); Martínez (Fortaleza).
Cartões vermelhos: Coutinho (Vasco); Marinho (Fortaleza).

Gols: Nuno Moreira, aos 3′ do 1º T; Vegetti, a 1 e 34′ do 2º T (VASCO).

VASCO: Léo Jardim, Paulo Henrique, João Victor, Luiz Gustavo (Maurício Lemos) e Lucas Piton; Hugo Moura (Mateus Carvalho), Tchê Tchê (Paulinho) e Coutinho; Rayan (Adson), Nuno Moreira (Loide Augusto) e Pablo Vegetti. Técnico: Fernando Diniz.

FORTALEZA: João Ricardo, Mancuso (Marinho), Kuscevic, Gustavo Mancha e Gastón Ávila; Matheus Rossetto (Martínez), Lucas Sasha (Fernández) e Pochettino; Yago Pikachu (Deyverson), Lucero e Breno Lopes (Kervin Andrade).
Técnico: Juan Pablo Vojvoda.

Fonte: Esportes

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Alisson iguala marca histórica de Gylmar e Taffarel ao iniciar sua terceira Copa como titular

Ser titular da Seleção Brasileira em três Copas do Mundo da FIFA é para poucos. Entre os goleiros, apenas dois conseguiram a façanha: Gylmar, em 1958, 1962 e 1966, e Taffarel, nas edições de 1990, 1994 e 1998.

A partir do sábado (13), contra Marrocos, as duas lendas terão a companhia de um novo integrante no clube: Alisson Becker.

Titular absoluto da Seleção na última década, o goleiro do Liverpool chega a seu terceiro mundial, após participações em 2018 e 2022. Nas duas Copas do Mundo da FIFA anteriores, ele disputou nove jogos — ficou no banco apenas uma vez, contra Camarões, no Catar, quando Tite fez um rodízio em sua escalação.

O feito de Alisson é histórico e vem acompanhado de dois desafios: o primeiro é superar uma temporada em que sofreu quatro lesões. O segundo é igualar outro feito de Gylmar e Taffarel: os dois conquistaram o título da Copa do Mundo da FIFA.

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Gylmar dos Santos Neves, ídolo do Santos e do Corinthians, foi campeão mundial em 1958 e 1962, jogando todos os jogos das duas campanhas. Em 1966, ele esteve nas duas primeiras partidas, mas foi substituído por Manga na derrota para Portugal, que eliminou a seleção ainda na fase de grupos.

Taffarel, por sua vez, consagrou-se com o tetracampeonato em 1994, disputando todos os minutos das sete partidas. Ele virou herói nacional na final contra a Itália, ao defender a cobrança de Daniele Massaro na disputa por pênaltis, vencida por 3 a 2.

Brazil's Taffarel and Alisson on November 28, 2022. (Photo by IMAGO / PA Images)

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O ídolo como treinador

Alisson chega ao momento especial na carreira caminhando lado a lado de Taffarel, uma das lendas que ele iguala em sua terceira Copa do Mundo da FIFA. O ídolo do tetra hoje é o treinador de goleiros da seleção e trabalha diariamente com o camisa 1.

Taffarel é, também, a maior referência de Alisson. No projeto “Cartas que Unem”, da FIFA, o atual goleiro da Seleçãorecebeu uma mensagem de seu irmão, Muriel Becker, que lembra as aventuras dos irmãos na infância.

Na carta, Muriel cita o ídolo em memórias sobre as Copas de 1994 e 1998 e presenteia Alisson com uma camisa de goleiro, como a que Taffarel usou nos Estados Unidos.

Brazil's goalkeepers Alisson (L), Ederson (C) and Weverton (R) on January 29, 2022. (Photo by DOUGLAS MAGNO / AFP via Getty Images)

Temporada difícil

A presença de Taffarel é importante para Alisson no dia a dia, pela confiança que há entre ambos. Eles já trabalharam juntos no Liverpool, entre 2021 e 2025, além de quase uma década de parceria na seleção.

Além de questões técnicas nos treinamentos, Taffarel deu a Alisson a segurança de que ele teria seu espaço na seleção quando estivesse fisicamente bem. Esse apoio foi importante sobretudo na temporada 2025-26, quando o goleiro teve três lesões, a mais grave delas na coxa direita.

O problema físico tirou Alisson dos gramados por dois meses, entre março e maio deste ano. Ele só voltou a campo pelo Liverpool na última rodada da Premier League. Mas, na seleção, o clima nunca foi de corrida contra o tempo: a comissão técnica sempre esperou pelo seu titular.

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“Temos uma boa relação. Antes de ser o treinador de goleiro dele no Liverpool há alguns anos, temos uma amizade muito boa. Sabemos da qualidade e do potencial dele, tanto dentro como fora de campo. É um líder com otimismo e vontade de vencer muito grande”, disse Taffarel à FIFA.

MORRISTOWN, NEW JERSEY - JUNE 04: Alisson #1of Brazil poses for a portrait during the official FIFA World Cup 2026 portrait session on June 04, 2026 in Morristown, New Jersey. (Photo by Sarah Stier - FIFA/FIFA via Getty Images)

Subindo no ranking

Em sua terceira Copa do Mundo como titular da seleção brasileira, Alisson também deve ganhar posições na lista de goleiros brasileiros com mais jogos disputados no torneio.

Ele chega ao evento com 9 jogos disputados (são cinco em 2018, e quatro em 2022) e ocupa a quinta posição no ranking histórico. À sua frente, o gaúcho tem Taffarel (18 jogos), Gylmar (14) e Leão (14) e Júlio César (12).

Caso dispute as três partidas na fase de grupos, Alisson empatará com o ex-goleiro do Flamengo e da Internazionale. Caso a Seleção fique entre as quatro primeiras colocadas, serão oito jogos disputados — assim, o camisa 1 poderia chegar a 17 partidas, transformando-se no vice-líder da estatística.

Fonte: Esportes

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