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TCE detecta falhas em 81% dos municípios na prevenção a desastres naturais

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Considerando que 81% dos municípios não adotam medidas eficazes para prevenir desastres naturais, o presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, emitiu uma série de recomendações para fortalecer a gestão de riscos no estado. As orientações serão reforçadas em capacitação inédita do TCE sobre proteção ambiental e defesa civil, que será realizada a partir das 8h desta quarta-feira (14), no auditório da Escola Superior de Contas. 

“Esse levantamento mostra que ainda há um longo caminho a percorrer na estruturação da defesa civil em Mato Grosso. Nosso papel é orientar, capacitar e cobrar o planejamento necessário para proteger a população. As mudanças climáticas estão aí, elas já são uma realidade e temos visto efeitos cada vez mais frequentes dos eventos climáticos extremos”, avaliou o presidente.

De acordo com a Nota Recomendatória nº 01/2025, elaborada pela Comissão Permanente de Meio Ambiente e Sustentabilidade, que é liderada por Sérgio Ricardo, apenas 6% dos munícipios mato-grossenses apresentam alta capacidade de resposta a desastres: Tangará da Serra, Rondonópolis, Pontes e Lacerda, Sapezal, Barra do Bugres, Jauru, Porto Esperidião e Guarantã do Norte. 

Publicada no Diário Oficial de Contas (DOC) da última sexta-feira (9), a nota aponta que 13% dos municípios estão em estágio intermediário de capacidade de resposta como Cuiabá, Primavera do Leste, Chapada dos Guimarães e Colíder. Por outro lado, 13 prefeituras sequer estão cadastradas no Sistema Integrado de Informações sobre Desastres. Bom Jesus do Araguaia, Campos de Júlio e Nova Mutum são alguns exemplos.

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Ainda de acordo com o documento, 40 municípios estão classificados com um perfil de risco que os torna mais suscetíveis a fenômenos como deslizamentos, enxurradas e inundações. Deste total, 11 municípios, incluindo Barra do Garças, Várzea Grande, Paranatinga, Cuiabá, Sorriso e Santo Antônio de Leverger, concentram mais de 6 mil pessoas vivendo em áreas mapeadas como de risco geo-hidrológico.

Diante disso, Sérgio Ricardo recomendou a adoção de cinco eixos prioritários: elaboração de planos de contingência com mapeamento de risco; implementação das diretrizes do Programa Cidades Sustentáveis e Resilientes; promoção da educação ambiental; garantia da transparência e do controle social das ações; e colaboração interinstitucional com previsão orçamentária.

Capacitação orienta elaboração de planos municipais

 A implementação destas políticas será facilitada pela qualificação sobre proteção ambiental e defesa civil, que terá início na quarta-feira (14) e se estende até sexta-feira (16). O objetivo é orientar os gestores municipais na elaboração ou atualização de seus Planos de Contingência (PLANCON), conforme as diretrizes da Política Nacional de Proteção e Defesa Civil.

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Ao longo de três dias, especialistas também abordarão temas como a adaptação às mudanças climáticas e o acesso a fontes de financiamento para ações preventivas, como o Fundo Nacional sobre Mudança do Clima (FNMC), o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e o Novo Banco de Desenvolvimento (NDB).

“Somos pioneiros no Brasil na coordenação de uma iniciativa dessa natureza. Estamos reunindo diversos órgãos públicos e entidades para ajudarmos os gestores a se prepararem para enfrentar crises com agilidade e eficiência em estado de emergências ou calamidade pública declarados, o que só é possível com Planos de Contingência bem-feitos, alinhados ao Sistema Nacional de Defesa Civil”, concluiu o presidente.

Clique aqui e confira a programação completa. 

Serviço
O que: Capacitação em Proteção e Defesa Civil – Plano de Contingência
Quem: Presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo
Quando: 14 a 16 de maio
Onde: Auditório da Escola Superior de Contas
Inscrições: clique aqui

Secretaria de Comunicação/TCE-MT 
E-mail: [email protected]

Fonte: TCE MT – MT

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Sérgio Ricardo esquece que é presidente do TCE, dá uma de deputado, é criticado nas redes e esculhamba internautas, inclusive mulher, chamando seguidora de “idiota” Veja prints 

Presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso reagiu com ataques após receber críticas em publicação sobre o Portão do Inferno; repercussão negativa tomou conta das redes sociais e postagens acabaram apagadas

O presidente do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT), Sérgio Ricardo, protagonizou uma cena inusitada e polêmica nas redes sociais após publicar um vídeo criticando a demora nas obras do Portão do Inferno, em Chapada dos Guimarães. O que era para ser apenas uma manifestação institucional rapidamente virou um bate-boca público com internautas incluindo ataques direcionados a mulheres.

Nas respostas aos comentários, Sérgio Ricardo abandonou o tom institucional esperado de um chefe de órgão de controle e partiu para o confronto direto, utilizando palavras como “idiota”, “imbecil” e “massa de manobra” contra seguidores que questionaram sua atuação e o momento escolhido para criticar a situação da obra.

Uma internauta comentou:

“Mas vc tava onde quando essa baderna começou hein??? Tá um pouco atraso nessa mídia hein”.

Irritado, o presidente do TCE respondeu:

“Sempre estive defendendo os interesses do povo. E você estava onde? Com certeza escondida atrás dessa imbecilidade que demonstra nesta mensagem. Vai estudar. Deixa de ser idiota ou massa de manobra.”

A resposta gerou ainda mais revolta nos comentários. Diversos seguidores passaram a questionar a postura do presidente da Corte de Contas, alegando incompatibilidade entre o cargo ocupado e o comportamento adotado nas redes sociais.

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Outro internauta ironizou:

“Do nada o cara resolveu rodar Mato Grosso”.

Sérgio Ricardo voltou a rebater em tom agressivo:

“Não sou candidato a nada. Não preciso de voto. Estou trabalhando pois é o meu papel. É por causa de gente imbecil igual você que esse estado está desse jeito. Vai procurar o que fazer.”

A repercussão negativa se espalhou rapidamente em páginas políticas e grupos de WhatsApp, principalmente pelo fato de o presidente do TCE ter direcionado ataques a cidadãos comuns e utilizado termos ofensivos contra uma mulher que apenas questionou sua atuação.

Internautas também criticaram o que classificaram como “postura de pré-candidato”, afirmando que Sérgio Ricardo estaria tentando assumir protagonismo político em pautas populares enquanto deixa de agir com a sobriedade exigida pelo cargo que ocupa.

Após a repercussão e o aumento das críticas, publicações e respostas atribuídas ao presidente do TCE passaram a desaparecer das redes, aumentando ainda mais o desgaste do episódio.

Nos bastidores políticos, o caso já é tratado como mais um desgaste de imagem envolvendo agentes públicos que trocam o comportamento institucional por embates pessoais em redes sociais.

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