AGRONEGÓCIO

Mapa projeta crescimento de 13,6% no Valor Bruto da Produção agropecuária

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) estima que o Valor Bruto da Produção (VBP) agropecuária de Minas Gerais alcance R$ 167,5 bilhões em 2025, representando um crescimento de 13,6% em relação ao ano anterior. O desempenho do estado supera a projeção nacional, que prevê um aumento de 11%, totalizando R$ 1,4 trilhão.

Os cálculos do VBP são realizados com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/USP). O índice reflete a geração de renda no setor agropecuário, servindo como indicador da evolução econômica do agronegócio.

Em Minas Gerais, o crescimento será impulsionado principalmente pelo setor de lavouras, cuja previsão é atingir R$ 113,3 bilhões, um aumento de 17%. As lavouras representam 68% do faturamento agropecuário do estado, com destaque para culturas que registram alta expressiva, como café (45%), laranja (46%), arroz (45%), algodão (16%), milho (15%) e soja (9%). Essas culturas, somadas à produção de trigo, cana-de-açúcar e uva, correspondem a mais de 90% do faturamento agrícola mineiro.

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Já o segmento pecuário deve alcançar R$ 54,2 bilhões, representando 32% da receita agropecuária do estado, com crescimento de 7,3%. A bovinocultura lidera o avanço, projetando um faturamento de R$ 19,2 bilhões, crescimento de 21,8%. A avicultura deve movimentar R$ 8,5 bilhões (+6,5%), enquanto a produção de leite se mantém estável, estimada em R$ 17,7 bilhões (+0,3%). O setor de suínos e ovos, no entanto, apresenta retração de 3,2% e 6,3%, respectivamente.

Os números reforçam a relevância do agronegócio mineiro e apontam para a necessidade de planejamento e gestão estratégica para manter a competitividade e aproveitar o cenário favorável do mercado.

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Setor produtivo e bancos vão travar batalha de R$ 130 bilhões semana que vem no Senado

A votação do projeto de lei que autoriza a renegociação de dívidas rurais, prevista para a próxima quarta-feira (10.06), tornou-se o ponto central das articulações do setor produtivo em Brasília. Enquanto entidades que representam o campo — como a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e associações de produtores como a Aprosoja — intensificam o trabalho junto ao parlamento para assegurar a aprovação do texto com condições viáveis de pagamento, o sistema bancário iniciou uma ofensiva para limitar o alcance da medida.

O setor produtivo argumenta que a renegociação é uma necessidade estratégica para a manutenção da atividade agropecuária no País, diante de um cenário de custos elevados e margens apertadas. A proposta defendida pelos produtores busca um fôlego financeiro essencial para o setor, com prazos de pagamento mais longos e taxas de juros controladas, garantindo que o ciclo produtivo não seja interrompido por desequilíbrios financeiros conjunturais. A mobilização, organizada pelas redes sociais, reflete o peso do setor na economia nacional e o temor de que o crédito rural sofra uma contração ainda maior sem a reestruturação dos passivos.

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Do outro lado, as instituições financeiras, representadas pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e pela Confederação Nacional das Instituições Financeiras (Fin), buscam apresentar um substitutivo. O sistema bancário argumenta que a amplitude do projeto original, aprovado em comissão na semana passada, poderia gerar riscos à segurança jurídica e à previsibilidade do crédito. A proposta dos bancos para “calibrar” o projeto inclui travar o benefício a um teto de R$ 10 milhões por CPF, restringir o escopo a dívidas de 2024 em diante e reduzir drasticamente o período de suspensão de vencimentos.

A disputa técnica centra-se no impacto financeiro e na governança dos contratos. Enquanto os bancos alegam complexidade operacional e riscos de “estímulos indevidos à inadimplência” com os prazos de até 13 anos e juros de 7,5%, os representantes do campo defendem que as regras de enquadramento devem ser amplas o suficiente para atender quem realmente precisa, excluindo apenas situações sem relação direta com a atividade econômica financiada.

A articulação política no Senado segue intensa. O setor produtivo aguarda a definição da pauta para esta semana, ciente de que o texto final poderá sofrer ajustes para acomodar as pressões do sistema bancário, mas mantendo a defesa de que a funcionalidade do sistema de crédito rural não deve ser usada como pretexto para impedir o socorro necessário ao produtor que movimenta a economia brasileira.

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Fonte: Pensar Agro

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