CUIABÁ
Semob faz blitz educativa em homenagem ao Dia Internacional da Mulher
A Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob) realizou, na manhã deste sábado (8), uma blitz educativa com entrega de flores em homenagem ao Dia Internacional da Mulher.
Durante a ação, realizada na Avenida Getúlio Vargas, em Cuiabá, também foram feitas perguntas às mulheres sobre as dificuldades no trânsito, experiências e sugestões para melhorar a segurança viária.
Segundo a secretária da Semob, Regivânia Alves Venâncio, a iniciativa reconhece a importância da mulher na sociedade, na vida e no trânsito, apesar do preconceito que ainda existe.
“Entregamos flores como um símbolo de reconhecimento. É um gesto de gentileza e carinho neste dia especial. Queremos mostrar que nossa secretaria não atua somente na fiscalização, mas também preza pelo acolhimento e respeito. Conversamos sobre as dificuldades que elas enfrentam no trânsito, e se já sofreram preconceito. Queremos ouvir sugestões para tornar o trânsito mais seguro”, destacou Regivânia.
A supervisora de Educação no Trânsito, Luciana Aguiar, ressaltou que, apesar das conquistas femininas, muitas motoristas ainda enfrentam discriminação e comentários machistas. No entanto, essas barreiras estão sendo superadas graças à contribuição das mulheres com o trânsito organizado.
“Hoje, muitas mulheres ainda sofrem discriminação enquanto dirigem, ouvindo piadas e comentários maldosos que geram constrangimento. Estatisticamente, está comprovado que as mulheres se envolvem muito menos em sinistros de trânsito. Infelizmente, ainda existe um machismo estrutural, mas estamos, aos poucos, quebrando essas barreiras em todos os setores — em casa, na família, no ambiente profissional e, principalmente, no trânsito e na mobilidade urbana”, destacou Luciana.
#PraCegoVer
A imagem principal mostra seis agentes da Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob) posando para foto. Elas usam uniformes com cores amarelo a azul. Abaixo mostra uma galeria de fotos com momentos das abordagens educativas com entrega de flores.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
CUIABÁ
Assistência Social leva conscientização sobre trabalho infantil à Feira do Osmar Cabral
Uma equipe da Secretaria Municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão realizou ação de conscientização sobre os prejuízos do trabalho infantil na Feira do bairro Osmar Cabral, em Cuiabá. A iniciativa integrou as atividades do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI) e teve como foco orientar feirantes, consumidores e trabalhadores sobre os impactos da exploração do trabalho infantil e os canais disponíveis para denúncia, na noite de quinta feira (18).
Durante a mobilização, servidores distribuíram folders informativos, apresentaram banners educativos e conversaram com o público sobre os riscos que o trabalho precoce representa para o desenvolvimento de crianças e adolescentes. Entre os principais temas abordados estiveram a evasão escolar, os prejuízos físicos e emocionais, além da perpetuação de ciclos de vulnerabilidade social.
De acordo com a legislação brasileira, o trabalho é proibido para menores de 16 anos, exceto na condição de aprendiz, a partir dos 14 anos, seguindo regras específicas de proteção. A ação destacou que o combate ao trabalho infantil não significa ser contra o trabalho, mas contra situações de exploração que comprometem direitos fundamentais, como educação, lazer, convivência familiar e desenvolvimento saudável.
A secretária municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão, Hélida Vilela, ressaltou a importância de ampliar o debate junto à população.
“O enfrentamento ao trabalho infantil passa pela informação e pela conscientização. Muitas vezes, práticas que parecem naturais acabam privando crianças de direitos essenciais, como estudar, brincar e se desenvolver plenamente. Nosso objetivo é fortalecer essa reflexão junto à comunidade e incentivar a proteção integral de crianças e adolescentes”, afirmou.
A ação também abriu espaço para o diálogo com a população sobre um tema que costuma gerar diferentes opiniões. Entre os feirantes, houve consenso sobre a necessidade de combater situações de exploração, embora alguns tenham defendido a distinção entre o trabalho infantil e a participação eventual dos filhos nas atividades familiares.
O comerciante Mauro Neves Sobrinho, que atua há dez anos na feira, avaliou que é importante diferenciar a ajuda prestada pelos filhos aos pais de situações de exploração. Para ele, jornadas excessivas, esforços incompatíveis com a idade e atividades que afastam a criança da escola representam formas prejudiciais de trabalho infantil.
Entre os consumidores, muitos relataram desconhecimento sobre os canais de denúncia. A profissional de marketing Isabelle Aquino considerou importante a presença da equipe da assistência social na feira para ampliar o acesso à informação.
“Muitas pessoas acabam normalizando situações de trabalho infantil ou não sabem que elas precisam ser denunciadas. Essas ações ajudam a conscientizar e esclarecer a população”, afirmou.
O psicólogo Jonias Pereira Nunes da Mota destacou que a informação é uma das principais ferramentas de prevenção. Segundo ele, a presença dos órgãos públicos em espaços de grande circulação contribui para esclarecer dúvidas e aproximar a população das políticas de proteção à infância.
Já o trabalhador Nilson Fonseca Ferreira avaliou que campanhas educativas ajudam a orientar a sociedade sobre onde buscar ajuda e como agir diante de casos de exploração infantil. Para ele, a infância deve ser dedicada ao estudo, às brincadeiras e ao desenvolvimento pessoal.
A organizadora da feira, Patrícia Albuquerque, observou que o cenário mudou ao longo dos anos. Segundo ela, situações de trabalho infantil eram mais comuns no passado, mas atualmente a prática tem se tornado menos frequente graças à conscientização da sociedade. Ainda assim, considera importante manter ações educativas e de orientação.
O material distribuído durante a mobilização reforçou que o trabalho infantil pode expor crianças e adolescentes à violência, acidentes, exploração sexual, abandono escolar e outras situações que comprometem seu futuro. O folder também destacou que atividades realizadas nas ruas, como vendas ambulantes, pedidos de esmola e apresentações em semáforos, estão entre as piores formas de trabalho infantil previstas pela legislação.
Ao levar a discussão para um dos espaços mais movimentados da comunidade, a ação buscou ampliar o conhecimento da população sobre o tema e fortalecer a rede de proteção à infância, incentivando a denúncia de situações de exploração e a garantia dos direitos de crianças e adolescentes.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
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