MATO GROSSO

Gefron apreende quatro veículos e causa prejuízo de R$ 700 mil às facções criminosas

Ações do Grupo Especial de Fronteira (Gefron), unidade da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT), resultaram na apreensão de três caminhonetes e um carro entre os dias 4 e 11 de fevereiro, em diferentes municípios de Mato Grosso. O prejuízo gerado às facções criminosas com estas apreensões é de R$ 700 mil.

Na terça-feira (11.2), uma caminhonete Toyota Hilux branca foi apreendida em Conquista D’Oeste (571 km de Cuiabá) após troca de informações entre o Gefron e a Polícia Rodoviária Federal (PRF). Durante a abordagem, os policiais identificaram adulteração nos elementos identificadores do veículo. Dois homens com antecedentes criminais foram presos e encaminhados à Delegacia de Polícia Civil de Pontes e Lacerda. O veículo está avaliado em R$ 140 mil.

No domingo (9.2), uma Toyota Hilux branca, furtada em Cuiabá no dia 14 de dezembro de 2024, foi recuperada em Cáceres (216 km de Cuiabá). Após troca de informações entre as forças de segurança, o veículo foi abordado e os policiais constataram que havia adulteração nos sinais identificadores. A checagem no Centro de Operações do Gefron confirmou o registro de furto. O condutor e a caminhonete, avaliada em R$ 240 mil, foram encaminhados à Delegacia Especial de Fronteira (Defron).

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Em Lucas do Rio Verde (354 km de Cuiabá), na quinta-feira (6.2), a Guarda Municipal apreendeu um Toyota Corolla branco monitorado pela Gefron. A verificação identificou um boletim de ocorrência por apropriação indébita relacionada ao veículo. O carro, avaliado em R$ 80 mil, e o condutor foram encaminhados para a Delegacia de Polícia Civil.

No dia 4 de fevereiro, uma Toyota Hilux preta, furtada em Cuiabá em fevereiro de 2023, foi recuperada em Cáceres, e duas pessoas foram presas. A abordagem ocorreu após troca de informações entre o Gefron e a PRF. O veículo, localizado durante rondas, foi identificado como furtado no bairro Jardim das Américas, na Capital.

Os suspeitos, com vários antecedentes criminais, foram encaminhados à Delegacia da Polícia Civil de Cáceres. O veículo está avaliado em R$ 240 mil.

As ações fazem parte da Operação Protetor das Fronteiras e Divisas, e contou a Polícia Rodoviária Federal (PRF), e a Guarda Civil Municipal de Lucas do Rio Verde. A sociedade pode contribuir com o Gefron por meio do disque-denúncia (08006461402) ou por contato com a base da unidade (WhatsApp e ligações) via (65) 99668-7655.

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Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Café garante renda e recomeço para família de Castanheira

O café é considerado a segunda bebida mais consumida no mundo, atrás apenas da água, e, em Mato Grosso, a produção tem se consolidado como uma importante alternativa de renda para agricultores familiares. Com variedades já validadas para os solos das regiões Norte e Noroeste, onde se concentram os maiores produtores, o cenário é promissor. O avanço é resultado de investimentos do Governo do Estado com R$ 3,1 milhões em equipamento, máquinas, veículos e insumos, também investe em pesquisa por meio da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer).

O fortalecimento da cadeia produtiva também abre perspectivas para a expansão da cafeicultura em outras regiões do estado, como o Araguaia, que apresenta potencial para o desenvolvimento da atividade.

Para a secretária Andreia Fujioka, o avanço da cafeicultura no estado reflete uma estratégia de desenvolvimento rural baseada na valorização da produção familiar e na incorporação de conhecimento técnico ao campo. Segundo ele, quando o produtor tem acesso a estrutura, pesquisa, assistência e tecnologia, o resultado vai além do aumento de produção, alcançando estabilidade econômica e permanência das famílias no meio rural.

“O fortalecimento da cafeicultura em Mato Grosso mostra que, é possível gerar renda, oportunidades e garantir dignidade para as famílias no campo”, destacou.

No município de Castanheira, o pequeno produtor Osvaldo Roberto Gomes e sua esposa, Zeni Pereira Gomes, são exemplo de superação e transformação no campo. Há cinco anos, o casal decidiu migrar de outra cadeia de produção alimentar para investir no cultivo de café, motivado pela orientação técnica da Empaer.

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A mudança exigiu adaptação. No início, as dificuldades com o novo sistema de plantio foram um desafio. Com o tempo, porém, o aprendizado e o acompanhamento técnico deram resultado. Hoje, a propriedade conta com mais de oito mil pés de café, conduzidos com manejo adequado e foco na qualidade.

“Comercializamos nossa produção na feira de Juína. Optar pelo café foi uma boa alternativa de renda. Aqui, podemos contar com a assistência técnica da Empaer e com a Seaf. No começo, tivemos um pouco de dificuldade, porque o sistema de plantio é diferente, mas depois pegamos o jeito. Aqui sou eu e minha esposa, com mais de oito mil pés de café”, contou Osvaldo.

A produção, inicialmente modesta, começou de forma artesanal. Zeni relembra que, na primeira colheita, o casal optou por torrar o próprio café e vender diretamente ao consumidor.

“Na primeira colheita, não vendemos para terceiros; nós mesmos torramos. Comecei a ir à feira vendendo para uma ou outra pessoa em Juína; todo mundo conhece a gente lá. Se não fosse o café, a gente não estaria mais aqui, porque atravessamos uma época difícil”, contou.

O trabalho de pesquisa e assistência técnica foi fundamental para consolidar o sucesso da produção. A engenheira agrônoma e pesquisadora da Empaer, dra. Danielle Muller, destacou que o caso da família representa a essência da agricultura familiar.

“Nós vimos que o seu Osvaldo e a esposa representam a agricultura familiar raiz: plantam, colhem, beneficiam e levam o café para vender na feira. Durante cinco anos, nos dedicamos a pesquisar as variedades de clones de robusta amazônico para identificar quais são ideais para o solo mato-grossense. Hoje, temos materiais validados para as nossas condições, o que fortalece ainda mais a atividade no estado”, explica.

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Segundo a pesquisadora, a lavoura do produtor é um exemplo de boa condução técnica, com sistema de irrigação implantado, espaçamento adequado e uso de clones produtivos e com qualidade de bebida.

“O café do seu Osvaldo está bem conduzido. Ele já utiliza clones como o 25 e o 03, que apresentam boa produtividade e qualidade. Esse é o caminho para consolidar a cafeicultura no estado”, completa.

Equipe de pesquisadores da Empaer-MT.

Para o extensionista rural da Empaer, Thiago Evandro Marim, que acompanha a propriedade há anos, o café representa mais do que uma alternativa econômica. “O café, para mim, representa muito mais do que esperança: representa realidade. Esse casal é um exemplo claro disso. Eles migraram de outra cadeia e hoje têm 100% da renda proveniente do café. É uma cultura viável para a agricultura familiar, com alta produtividade, que exige pouca área e tem grande potencial de crescimento. Além disso, contribui para manter as famílias no campo, evitando a evasão para a cidade”, afirma.

Entre desafios e conquistas, Osvaldo e Zeni encontraram no café não apenas uma fonte de renda, mas um novo projeto de vida. Mais do que esperança, a cafeicultura se tornou realidade e abriu novas perspectivas para o futuro da família, um retrato fiel do potencial que cresce no campo mato-grossense.

Fonte: Governo MT – MT

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