POLÍTICA NACIONAL
Bloqueio de sites ilegais de apostas será tema de audiência nesta terça
Como funciona o bloqueio de sites ilegais de apostas esportivas? A questão pode ser respondida nesta terça-feira (3), a partir das 14h30, durante reunião da Comissão Parlamentar de Inquérito da Manipulação de Jogos e Apostas Esportivas. O colegiado ouve Gesilea Fonseca Teles, superintendente de fiscalização da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), com o objetivo de entender as estratégias da agência para combater a operação de casas de apostas irregulares.
O depoimento acontece a pedido do relator da comissão, senador Romário (PL-RJ). Ele afirma que o país enfrenta dificuldades técnicas no bloqueio de sites ilegais.
A Portaria 1.475/2024, do Ministério da Fazenda, antecipou a possibilidade de bloqueio de casas de apostas que não se submeteram ao devido processo de autorização. Pela portaria, a partir de 1º de outubro de 2024 ficou proibida a exploração da modalidade lotérica de apostas em quota fixa por pessoas jurídicas sem autorização da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA).
“Sabe-se, porém, que há dificuldades técnicas para efetuar o bloqueio e impedir o retorno à operação dos sites ilegais. Entre outras, existe a questão do uso de redes privativas virtuais (VPN) para burlar os bloqueios. Nesse contexto, esta comissão pretende ouvir do presidente da Anatel quais os planos da agência para garantir a eficácia da legislação e proteger os consumidores da ação das casas de apostas ilegais”, argumenta Romário.
Pesquisa
O colegiado também vai ouvir Renato de Oliveira Meirelles, presidente do Instituto Locomotiva . Ele foi convidado para explicar as conclusões de uma pesquisa qualitativa sobre o perfil demográfico e psicográfico dos consumidores de apostas esportivas. O estudo indica que, apenas nos últimos seis meses, cerca de 25 milhões de brasileiros começaram a fazer apostas esportivas.
Romário ressalta que, de acordo com a pesquisa, “outro número preocupante é que 45% dos brasileiros que fazem apostas esportivas online, o que corresponde a 23 milhões de pessoas, afirmam que elas já causaram prejuízos financeiros. 37% dos respondentes afirmam que já usaram dinheiro destinado a coisas mais importantes para fazer apostas online”. O depoimento de Renato Meirelles também foi solicitado pelo senador.
Requerimentos
Além dos depoimentos, a comissão deve votar alguns requerimentos, incluindo o que solicita a convocação do empresário Ede Vicente Ferreira Junior, que está sob investigação por suposto envolvimento em fraudes no futebol. Ede Vicente é um dos alvos da Operação VAR, deflagrada pela Delegacia de Crimes contra o Consumidor do Rio de Janeiro. A operação investiga a manipulação de resultados em jogos do Campeonato Carioca, especialmente em partidas da Série B, envolvendo apostas irregulares originadas na Ásia.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
POLÍTICA NACIONAL
Senado pode votar MP de R$ 1,3 bilhão para municípios atingidos por chuvas
O Senado pode analisar na próxima semana a medida provisória que abre crédito extraordinário de R$ 1,3 bilhão para ações emergenciais em áreas atingidas por fortes chuvas, principalmente em municípios de Minas Gerais.
A medida provisória (MP 1.342/2026) já passou pela Câmara dos Deputados, onde foi aprovada sem alterações na última quarta-feira (8). Sua validade se encerra na próxima quarta-feira (15).
A MP 1.342/2026 destina esses recursos ao Ministério das Cidades e ao Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, além de prever recursos para operações financeiras do Ministério da Fazenda.
Editada em março, a medida provisória teve o objetivo de garantir assistência imediata às famílias atingidas, auxiliar a recuperação da infraestrutura e apoiar a retomada econômica nas regiões afetadas no estado mineiro e em outras regiões do país.
As chuvas no final de fevereiro e no início de março atingiram diversas cidades da Zona da Mata mineira.
Destinação dos recursos
Segundo o governo, as ações contempladas incluem:
- assistência social: R$ 5 milhões para o fortalecimento da rede do Sistema Único de Assistência Social (Suas) em Minas Gerais;
- habitação: R$ 500 milhões para a integralização de cotas no Fundo de Arrendamento Residencial (FAR) a fim de viabilizar a contratação de cerca de 2,5 mil unidades habitacionais;
- crédito: R$ 300 milhões para o Fundo Garantidor de Operações (FGO) com o objetivo de facilitar o acesso ao crédito para pessoas físicas e jurídicas afetadas por eventos climáticos; e
- mitigação: R$ 500 milhões para pagar auxílio financeiro de R$ 7,3 mil a cada família atingida pelos desastres, segundo previsão da Medida Provisória Medida Provisória 1.338/2026 (que foi aprovada pelo Senado no início de julho).
Com informações da Agência Câmara de Notícias
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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