TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Expedição Araguaia-Xingu leva ações educativas aos moradores de São José do Xingu

Chegou a vez de São José do Xingu (950 km de Cuiabá) receber pela 4ª vez a Expedição Araguaia-Xingu que está em sua 6ª edição, realizada pelo Poder Judiciário de Mato Grosso e instituições parceiras.
 
Neste sábado (30.11), além dos atendimentos de Justiça e orientações jurídicas, a população também teve acesso a serviços de saúde, emissão e regularização de documentos, acesso a benefícios do Governo Federal, além de ações educativas e recreativas para as crianças e adolescentes.
 
E não foi somente os pequenos que receberam atividades educacionais. Os adultos também tiveram a oportunidade de ampliar seus conhecimentos por meio de palestras com temas essenciais. Um exemplo foi a orientação metodológica oferecida pelo Departamento de Trânsito Estadual (Detran-MT) aos professores do município, que abordou a educação no trânsito para ser trabalhada em sala de aula com os alunos.
 
“Nós apresentamos a eles a nova Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que é o documento macro da educação em todo o Brasil. Esse documento traz a educação para o trânsito como tema transversal e contínuo. O nosso objetivo foi instrumentalizar os professores para que se tornem multiplicadores da paz no trânsito que precisamos melhorar. Quando temos o professor como aliado, engajado nessa proposta, a gente faz com que ele se torne disseminador da educação no trânsito e consequentemente contribui na diminuição da violência no tráfego”, explicou a analista da Coordenadoria de Ações Educativas de Trânsito do Detran-MT, Zoraide Urcino.
 
A Eliane Soares da Silva é professora do 1º ano do Ensino Fundamental e foi uma das participantes da ação. Segundo ela, é a primeira vez que eles receberam uma orientação sobre trânsito, e enfatizou que a informação veio em boa hora.
 
“Eu achei muito produtiva, foi de muita valia para nós, porque nunca tivemos uma palestra dessa aqui na escola. Achei muito importante e queria que tivesse mais vezes para que mais professores participassem. Eu sempre tive vontade de trabalhar o trânsito com as crianças, e essa palestra me incentivou. Levarei todo esse conhecimento para a sala de aula”, contou a professora.
 
Outro exemplo de palestra educativa oferecida na Expedição Araguaia-Xingu foi a ação realizada pela equipe da Ceja-MT (Cadastro de Pretendentes à Adoção), que falou sobre o processo da adoção em todos os aspectos, sendo eles judiciais e psicológicos. O público que recebeu as orientações foi de jovens e adultos. Os adolescentes participaram de uma dinâmica interativa, enquanto seus pais assistiram a uma palestra.
 
“A dinâmica realizada com os adolescentes teve como objetivo fazer com que eles entendessem todos os lados de uma adoção, com todas as suas possibilidades. E foi impressionante a participação deles, porque o que se pensa é que eles não entendem sobre o assunto. Porém, muitos têm vivência do assunto dentro da própria família ou fora por algum conhecido, então sempre tem uma troca. Eles não têm o conhecimento técnico, mas a vivência eles têm sim”, pontuou a psicóloga do Ceja-MT, Aretuza Vanessa de Deus.
 
#Paratodosverem. Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Descrição de imagem. Foto 1: A imagem mostra uma sala de aula com várias crianças indígenas sentadas em carteiras vermelhas. Eles estão envolvidos em atividades que envolvem desenhos e lápis de cor. Uma servidora do Detran-MT, vestindo um colete preto com texto amarelo nas costas, está sentada na ponta da mesa, interagindo com as crianças. Foto 2: A imagem mostra uma sala de aula com várias pessoas sentadas em carteiras dispostas em forma de U. Uma pessoa de camisa vermelha está no centro, segurando fitas coloridas. À esquerda, uma pessoa está sentada em uma mesa com um laptop e um projetor exibindo uma imagem. Foto 3: A imagem mostra um grupo de pessoas sentadas em círculo em uma sala com piso de azulejos. Existem aproximadamente 20 indivíduos, incluindo adultos e jovens. Algumas pessoas estão segurando papéis.
 
Luana Daubian | Fotos: Alair Ribeiro
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Evento rememora primeira condenação do Brasil por violação dos direitos humanos

Magistrados (as) e servidores (as), especialmente integrantes dos Grupos de Monitoramento e Fiscalização (GMFs) e dos Comitês Estaduais Interinstitucionais de Monitoramento da Política Antimanicomial(CEIMPAS), estão convidados a participarem do evento “20 anos da sentença da Corte Interamericana de Direitos Humanos no Caso Ximenes Lopes vs. Brasil: memória, reparação e compromisso do Estado brasileiro com o cuidado”. O evento, promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), será realizado no dia 27 de julho, às 16h, em formato virtual, com transmissão pelo canal do CNJ no Youtube, pelo link: https://yputu.be/BDGQLyuGO5k. A atividade relembra os 20 anos da sentença da primeira condenação do Estado brasileiro pela Corte Interamericana de Direitos Humanos.

Além de resgatar a memória e a relevância histórica da decisão, o evento promoverá um debate acerca dos avanços e desafios da implementação da Política Antimanicomial do Poder Judiciário, instituída pela Resolução CNJ nº 487/2023, reunindo representantes do Sistema de Justiça, da academia, de organismos internacionais, dos movimentos sociais e da gestão pública.

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Na programação consta a realização da mesa “Das Recomendações da Corte à Resolução CNJ nº 487/2023: o que mudou em 20 anos?”, destinada à reflexão sobre os impactos da sentença na construção das políticas públicas de saúde mental e nos processos de desinstitucionalização desenvolvidos no país.

Além de magistrados e servidores da Justiça Estadual, o convite, encaminhado ao supervisor do Grupo de Monitoramento e Fiscalização (GMF) do sistema penitenciário do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargador Orlando Perri, é estendido aos profissionais da Rede de Atenção Psicossocial (RAPs), representantes do Ministério Público, da Defensoria Pública e demais instituições parceiras envolvidas na implementação da Política Antimanicomial do Poder Judiciário.

Resumo do caso – O “Caso Ximenes Lopes versus Brasil” foi um processo internacional julgado em agosto de 2006 pela Corte Interamericana de Direitos Humanos contra o Brasil pela violação dos direitos humanos de Damião Ximenes Lopes. O Estado brasileiro foi acusado de violar os direitos previstos nos artigos 4 (direito à vida), 5 (à integridade pessoal), 8 (garantias judiciais) e 25 (proteção judicial) da Convenção Americana sobre Direitos Humanos. Damião Ximenes Lopes morreu no dia 4 de outubro de 1999, na Casa de Repouso Guararapes, vítima de tortura. Em 22 de novembro de 1999, Irene Ximenes Lopes Miranda, irmã de Damião, apresentou petição denunciando os fatos e a falta de investigação e punição dos responsáveis.

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Autor: Nadja Vasques

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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