MATO GROSSO
Governo de MT apresenta cumprimento de metas de bens e serviços entregues no primeiro semestre 2024
A Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag) apresentou, nesta terça-feira (29.10), o desempenho alcançado nas suas metas físicas referente ao primeiro semestre de 2024. Os resultados foram divulgados em audiência pública com a Comissão de Fiscalização e Acompanhamento da Execução Orçamentária na Assembleia Legislativa (ALMT).
As metas físicas são um mecanismo de gestão do poder público estadual que prevê, conforme o seu planejamento estratégico, a quantidade estimada de bens a serem entregues (como, por exemplo, medicamentos ou reformas de prédios públicos), ou serviços a serem prestados por meio de ações para a sociedade (como operações policiais, ou atendimentos médicos de unidades especializadas).
Entre os destaques na Seplag, estão o avanço na digitalização de serviços prestados à população, a celeridade das reformas de prédios públicos e a economia de mais de R$72 milhões em compras feitas por intermédio da Adjunta de Aquisições Governamentais da pasta.
Para o secretário Basílio Bezerra, essa apresentação semestral é mais um mecanismo de transparência que permite à população o acompanhamento das ações da administração pública estadual.
“Essa é mais uma forma de publicizarmos os avanços que fazem parte de um planejamento muito mais expressivo. São, sem dúvida, informações importantes, mas o nosso melhor termômetro continua sendo a população que sente os benefícios desses resultados no cotidiano”, destacou o secretário.
Na audiência, o adjunto de Planejamento e Governo Digital, Sandro Brandão, apontou que a digitalização dos serviços públicos estaduais alcançou 28,9% e estimou que a digitalização chegue a 50% até a conclusão deste segundo semestre, e 100% até 2025.
Já a adjunta de Patrimônio e Serviços, Karol Martimiano, apresentou o impacto do Sistema de Concessão de Adiantamento (Cicad) na restauração de 411 prédios públicos. Enquanto o adjunto de Aquisições Governamentais, Paulo Menezes, informou sobre os R$72 milhões economizados em compras centralizadas pela Seplag e o protagonismo do Poder Executivo de MT na implementação da nova Lei de Licitações.
A adjunta de Gestão de Pessoas, Lidiane Ferreira, informou sobre os avanços em programas de saúde e segurança voltados para o bem-estar dos servidores públicos estaduais, exemplificando o Protocolo de Prevenção ao Risco de Suicídio. Por fim, o adjunto de Gestão de Pagamento de Pessoal, Geonir Schnorr, falou da modernização da gestão de folha de pagamento do Poder Executivo, por meio da automatização dos processos via Sistema Estadual de Gestão de Pessoas (Seap).
Nas outras pastas do Governo, as metas alcançadas ligadas à Infraestrutura com o avanço das obras e reformas superaram as expectativas com um crescimento de 129% somente no primeiro semestre. Os serviços relacionados à Saúde atingiram 72%, enquanto, na Educação, esse percentual chegou a 61%. A Assistência Social cumpriu 60% dessas metas, e a Segurança Pública pontuou 56%.
Participaram dessa audiência pública a Empresa Mato-grossense de Tecnologia da Informação (MTI), o Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat) e a MT Participações e Projetos S/A (MT Par). Além da Seplag, também apresentaram os seus resultados as secretarias de Fazenda (Sefaz), Desenvolvimento Econômico (Sedec), Segurança Pública (Sesp), Educação (Seduc), Saúde (SES), Infraestrutura e Logística (Sinfra), Assistência Social e Cidadania (Setasc), Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci), Agricultura Familiar (Seaf) e Meio Ambiente (Sema).
Confira a apresentação dessas metas no canal da ALMT, clicando aqui.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis
Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.
A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.
Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.
A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.
“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.
Mais de uma década de pesquisas
A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.
Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.
Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.
Benefícios ambientais e econômicos
O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.
A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.
Reconhecimento científico
De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.
Fonte: Governo MT – MT
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