TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Comitiva do Tribunal de Justiça de MT participa do maior evento de Justiça e tecnologia do país

Uma comitiva do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) participou do 8º ExpoJud, o maior congresso de tecnologia, inovação e Direito para o ecossistema de Justiça do país, realizado entre os dias 15 e 17 de outubro, em Brasília. 
 
Seis projetos do TJMT foram apresentados no evento: Gestão por OKR, Monitoramento de Infraestrutura, Justiça Restaurativa – Servidores da Paz, Sistema de Arrecadação, Assistente de Inteligência Artificial – LexIA e Análise Orçamentária de TIC. 
 
Um estande do TJMT também foi apresentado no evento nacional, recebendo cerca de 500 pessoas que conheceram os projetos do tribunal mato-grossense, sendo que dezenas entraram em contato pedindo sessões técnicas para conhecer melhor os projetos da exposição.
 
Em três dias de intensa programação, servidores e magistrados do TJMT também ministraram palestras nos painéis do ExpoJud. O desembargador Luiz Octávio Saboia Ribeiro apresentou a palestra “Inovação, tecnologia e gestão nos gabinetes do Poder Judiciário” e o treinamento sobre provas digitais; o desembargador Márcio Vidal participou do painel “O Papel das Escolas Judiciais na Transformação Digital da Justiça”; o coordenador de Tecnologia da Informação do TJMT, Thomas Augusto Caetano, participou do painel “Infraestrutura de TI: construindo uma base tecnológica para um futuro eficiente” e dentre os cases da Justiça, foi apresentado o Programa Servidores da Paz, com abordagens práticas da Justiça Restaurativa e círculos de construção de paz realizado com servidores. 
 
“O ExpoJud é tido como referência, todos os 97 tribunais estavam representados lá. É importante porque movimenta todo o ecossistema de inovação, mas também possibilita que tenhamos contato com players da iniciativa privada, tendo contato com práticas e ferramentas novas, tecnologias novas, com formas de trabalhar diferenciadas. É muito válido, muito rico para o Judiciário, que consegue se inserir no cenário da inovação e apresentar para o Brasil aquilo que está sendo feito, além de fomentar o ambiente de cooperação”, pontuou o desembargador Saboia. 
 
“Foi uma experiência muito boa. Conhecer projetos e dificuldades de outros tribunais, ter networking com vários colegas de outros tribunais, conseguimos aprender muito, são aprendizados que esse contato e essa interação com outros órgãos com realidades diferentes nos trazem. Essa diversidade de ambientes e práticas é algo que nos enriquece muito porque você consegue perceber outras perspectivas desse ecossistema, entender outras soluções e realidades diferentes e úteis para construirmos nossas próprias soluções”, avaliou Thomas.
 
Tribunais de justiça, tribunais eleitorais, Ministério Público de vários estados, Defensorias, laboratórios de inovação e empresas fornecedoras de tecnologia se reuniram no evento na capital federal, no intuito de compartilhar experiências e promover networking entre pessoas de diferentes órgãos e instituições. 
 
#Paratodosverem 
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Imagem 1: foto horizontal colorida do painel do ExpoJud com o coordenador Thomas. Ele está sentado em uma poltrona, fala ao microfone, à direita há outros três palestrantes e ao fundo um painel digital escrito ExpoJud com fundo azul. Imagem 2: foto vertical colorida do desembargador Luiz Octávio Saboia proferindo palestra. Ele está em pé, segura um microfone, ao fundo há painéis digitais escrito ExpoJud.
 
Mylena Petrucelli 
Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

Leia Também:  Complexo dos Juizados Especiais da Capital terá novo número de telefone geral a partir de janeiro
Propaganda

TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

TJMT e TVCA promovem fórum “Destinos Roubados: a epidemia do feminicídio”

A imagem mostra cinco mulheres e um homem sentados em cadeiras brancas num palco. Todos vestem roupas formais e têm pele clara. O homem é o juiz Marcos Terêncio, que veste terno escuro e usa óculos de grau. O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), em parceria com a TV Centro América (TVCA), realizou nesta sexta-feira (29), em Cuiabá, o fórum “Destinos Roubados: A Epidemia do Feminicídio”. O evento ocorreu no auditório da emissora e reuniu representantes do sistema de Justiça, forças de segurança, instituições públicas e especialistas para discutir ações de enfrentamento à violência contra a mulher em Mato Grosso.

O encontro integrou o encerramento do projeto jornalístico especial “Destinos Roubados: A Epidemia do Feminicídio”, série documental composta por cinco reportagens sobre violência doméstica, feminicídio e os impactos sociais provocados por esse tipo de crime. O trabalho foi dirigido pela jornalista Ariane Locatelli.

Representando o TJMT no fórum, participaram dos debates os magistrados da 2ª Vara Especializada de Família e Sucessões de Cuiabá, juiz titular Marcos Agostinho Terêncio e a juíza Ana Graziela Vaz de Campos Alves Corrêa.

Rede de enfrentamento e prevenção

Durante o encontro, foram discutidos os principais desafios da rede de enfrentamento à violência doméstica, o acolhimento às vítimas, medidas de prevenção, atendimento aos órfãos do feminicídio e a integração entre as instituições.

A imagem mostra a juíza Ana Graziela falando ao microfone durante entrevista para a TV Justiça. Ela é uma mulher de pele clara, cabelos lisos e loiros e olhos escuros. Veste roupa preta. A juíza Ana Graziela Vaz de Campos Alves Corrêa destacou que o fórum reuniu toda a rede de enfrentamento para refletir e, ao final, elaborar uma carta de compromissos com o objetivo de modificar a realidade da violência contra a mulher no estado.

Para ela, o fortalecimento das redes é fundamental para ampliar a proteção às vítimas. “Sozinho ninguém consegue resolver o problema da violência doméstica. Hoje, dos 142 municípios de Mato Grosso, 123 já possuem redes de enfrentamento instaladas. Esse é um espaço para fortalecer vínculos, promover maior engajamento e qualificar o atendimento prestado às mulheres”, ressaltou.

A magistrada também enfatizou a importância de ações preventivas e do trabalho voltado aos autores de violência doméstica. “Não adianta tratar apenas das mulheres. É preciso trabalhar também com o autor da violência. O homem que participa dos grupos reflexivos dificilmente volta a delinquir”, explicou.

Leia Também:  Complexo dos Juizados Especiais da Capital terá novo número de telefone geral a partir de janeiro

Ana Graziela destacou ainda iniciativas desenvolvidas pelo Poder Judiciário e parceiros, como o projeto “A Escola Ensina, a Mulher Agradece”, palestras sobre a Lei Maria da Penha nas escolas e capacitações realizadas com professores da rede pública. “Precisamos trabalhar desde cedo com as crianças e adolescentes para construir relações pautadas no respeito e impedir que novos casos de violência cheguem ao sistema”, concluiu.

Responsabilização e conscientização

A imagem mostra o juiz Marcos Terêncio durante sua participação no debate sobre violência doméstica. Ele é um homem de pele clara, cabelos grisalhos nas temporas, olhos escuros e usa óculos de grau. Está segurando o microfone com a mão direita. Veste terno e gravata pretos e camisa branca. O juiz Marcos Terêncio destacou que o enfrentamento à violência doméstica passa pela responsabilização dos agressores, mas também por ações de conscientização e transformação de comportamento.

O debate conduzido por ele no fórum abordou “a responsabilidade penal dos agressores, tanto pela punição propriamente dita, quanto pelos sistemas de autorresponsabilização”. Ele citou os Grupos Reflexivos para homens, desenvolvidos pelo Judiciário.

“A intenção é diminuir a reincidência, demonstrando, de um lado, que a punição é certa e célere e, de outro, fazer com que esses homens reflitam sobre a violência, o machismo enraizado e os impactos causados às vítimas e às próprias famílias”, afirmou.

O magistrado também ressaltou a importância da abordagem adotada durante a série exibida pela emissora. “As narrativas são dramáticas, mas não sensacionalistas. O protagonismo é da mulher. O agressor não deve ser o protagonista da história, mas precisa reconhecer o seu papel e compreender o que a violência causa para todos ao seu redor”, completou.

Parceria institucional

A imagem mostra o diretor de Conteúdo da TVCA, Marcello Rosa. Ele é um homem de pele clara, cabelos loiros curtos, olhos azuis e barba por fazer branca. O diretor veste camisa social azul clara. Atras dele aparece o palco do auditório da emissora. Para o diretor de Conteúdo da TVCA, Marcello Rosa, o enfrentamento à violência contra a mulher exige mobilização permanente da sociedade e atuação conjunta das instituições.

De acordo com ele, a parceria com o TJMT fortalece o debate e amplia a capacidade de mobilização social. “A Justiça é fundamental nesse processo. A melhor parceria possível é ter o TJ encabeçando a organização desse evento e trazendo outros players para essa discussão. É assim que vamos transformando a sociedade, mudando pensamentos e garantindo mais segurança para as mulheres, principalmente por meio da educação”, destacou.

Leia Também:  Botão do Pânico: Judiciário já ajudou a preservar vida de mais de 5mil mulheres vítimas de violência

Do luto à luta

Alenir Gomes da Silva, mãe de uma vítima de feminicídio, participou da série documental. Aline tinha 20 anos e um filho de quatro anos quando foi morta pelo marido, em 2020.

“Ela tentava sair da relação, mas não conseguia. Muitas coisas ela não contava porque tinha medo dele. Eu tentei registrar boletim de ocorrência, mas naquela época diziam que quem precisava denunciar era a vítima”, relembrou.

Ao defender a importância de dar visibilidade aos casos de violência doméstica, Alenir explicou que decidiu participar da série para conscientizar outras mulheres e famílias. “Enquanto eu continuar falando, divulgando, alguém vai cair na real e perceber os sinais. É importante que ninguém esqueça.”

Ela também ressaltou a necessidade de investir em educação e prevenção desde a infância. “Tem que começar cedo, na escola, conscientizando meninos e meninas sobre respeito e sobre como a violência começa”, disse.

A imagem mostra o auditório da TVCA lotado com a plateia do fórum Destinos Roubados. A maioria da audiência é composta por mulheres. Carta de Compromisso Institucional

Ao final do fórum, as instituições participantes construíram uma Carta de Compromisso Institucional com propostas voltadas ao fortalecimento das políticas públicas de prevenção e combate ao feminicídio no estado, que somente neste ano já registrou 18 feminicídios, deixando órfãs 22 crianças e adolescentes, além de 79 tentativas de feminicídio.

Série disponível no Globoplay

Os episódios da série “Destinos Roubados: A Epidemia do Feminicídio” estão disponíveis no aplicativo Globoplay, com as edições exibidas entre os dias 25 e 29 de maio no telejornal Bom Dia MT.

Autor: Marcia Marafon

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

Continue lendo

política mt

mato grosso

policial

PICANTES

MAIS LIDAS DA SEMANA