POLÍTICA NACIONAL
Comissão da Câmara ouve ministra Marina Silva sobre impacto das queimadas na produção agropecuária
A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados recebe, nesta quarta-feira (16), a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva.
A audiência pública será às 11 horas, no plenário 6. O debate atende a pedido dos deputados Evair Vieira de Melo (PP-ES) e Rodolfo Nogueira (PL-MS).
Vieira de Melo espera que Marina Silva preste esclarecimentos sobre o aumento dos índices de queimadas no país e suas consequências na produção agropecuária. Ele lembrou que o Brasil sofreu com uma onda de queimada sem precedentes e sucessivos alertas sobre condições climáticas favoráveis à propagação do fogo, como o tempo seco e quente e ventos intensos.
Ele destaca que a situação provocou consequências graves, incluindo mortes, suspensão de aulas e bloqueios de estradas pelo fogo fora de controle.
O deputado Rodolfo Nogueira acrescenta que os impactos dessa situação sobre a agropecuária são profundos e multifacetados. “A destruição de vastas áreas de produção agrícola compromete diretamente a produtividade. Estima-se que mais de 59 mil hectares tenham sido devastados, acarretando prejuízos superiores a R$ 2 bilhões.”
Segundo o parlamentar, a queda na produção agrícola resultante dos incêndios compromete a balança comercial, gerando insegurança em um setor vital para a economia nacional. “Empresas de grande porte, relataram perdas substanciais, o que revela a magnitude do impacto no planejamento industrial e na eficiência produtiva.”
Da Redação – RL
Fonte: Câmara dos Deputados
POLÍTICA NACIONAL
Comissão aprova criação de Semana Nacional de Educação Cidadã
A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que cria a Semana Nacional de Educação Cidadã, a ser realizada, anualmente, na segunda semana de agosto.
A relatora na comissão, deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), apresentou parecer favorável ao Projeto de Lei 4799/24, do Senado. Ela acolheu uma emenda da deputada Chris Tonietto (PL-RJ) para substituir a expressão “equidade de gênero” por “equidade entre homens e mulheres”.
A proposta tramitou em caráter conclusivo e poderá seguir para sanção presidencial, a menos que haja recurso para votação pelo Plenário da Câmara.
De acordo com o texto aprovado, a Semana Nacional de Educação Cidadã deverá integrar o calendário nacional e ter como objetivo fomentar, promover e reconhecer o papel da educação cidadã na formação de uma sociedade consciente e participativa.
Diretrizes
A proposta estabelece como diretrizes para a semana, “sempre obedecendo ao suprapartidarismo e ao desenvolvimento da consciência crítica como princípio pedagógico”:
- incentivo à educação cidadã e ao exercício da cidadania;
- apoio ao letramento político como educação para a democracia;
- promoção do conhecimento sobre a educação cidadã e a capacitação dos educadores nos temas correlatos; e
- integração e compartilhamento de recursos entre diferentes instituições públicas, privadas e da sociedade civil responsáveis pelo letramento político e pela educação cidadã em todo o território nacional.
Entre as atividades previstas estão:
- palestras, oficinas, debates, seminários e outros eventos abertos ao público para fortalecer e disseminar a educação cidadã em todo o território nacional;
- capacitação de educadores, lideranças comunitárias, gestores públicos e outros agentes sociais, assim como conscientização da população em geral acerca do exercício da cidadania;
- estímulo a campanhas sobre pesquisa, produção e gestão do conhecimento em educação cidadã, bem como incentivo à participação qualificada em conselhos, conferências e audiências públicas;
- concursos de redação, produções audiovisuais ou outras formas de expressão artística e cultural que abordem temas relacionados à cidadania, à democracia e à participação política;
- incentivo à compreensão da ética na política, da equidade entre homens e mulheres, de raça e etnia, da diversidade e da inclusão, do desenvolvimento sustentável e dos impactos desses temas para o sistema político e a sociedade em geral; e
- fomento à criação de grupos de estudos, clubes de debate, grêmios estudantis, coletivos ou associações comunitárias que discutam temas relevantes para a sociedade, estimulando a reflexão crítica e o diálogo.
Reportagem – Paula Bittar
Edição – Roberto Seabra
Fonte: Câmara dos Deputados
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