POLÍCIA FEDERAL

PF, GAECO, PM, PMR e PRF deflagram operação para desarticular associação criminosa

Campinas/SP. A Polícia Federal e o GAECO, com apoio da Polícia Militar, Polícia Militar Rodoviária e Polícia Rodoviária Federal deflagraram nesta terça-feira (3/9) a Operação Vitreum, visando encerrar atividades de associação criminosa voltada ao roubos de cargas e caminhões em municípios do estado de São Paulo.

Ao todo, foram cumpridos quatro mandados de prisão temporária e três mandados de busca e apreensão, todos expedidos pela Vara Única da Comarca de Santana do Parnaíba/SP.  Os mandados foram cumpridos nas cidades de Barueri/SP.

 Além das prisões em decorrência dos mandados, um quinto integrante da associação criminosa foi preso em flagrante.

A investigação foi iniciada em maio de 2024, a partir de informações colhidas sobre um grupo criminoso que agiria na região de Santana do Parnaíba e interior do estado de São Paulo, tendo por ponto de partida um roubo de carga planejado e não executado no município de São Paulo, SP, em maio de 2024, na própria cidade de Santana do Parnaíba.

Durante as apurações, constatou-se que o grupo criminoso abordava veículos estacionados para descanso do motorista, invadindo com violência as cabines dos veículos e subjugando as vítimas, com o emprego de armas de fogo. Rendidas, as vítimas eram levadas até cativeiros localizados em matagais próximos aos locais dos roubos, onde permaneciam privadas de sua liberdade, às vezes amarradas. Durante o cativeiro, os criminosos davam destinação a veículos e cargas.

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Durante a operação foram apreendidos veículos, arma de fogo de calibre  restrito e numeração raspada, entre outros.

Os investigados poderão responder, dentre outros, pelos crimes de associação criminosa e roubo.

Os presos foram encaminhados à Superintendência Regional da Polícia  Federal em São Paulo, onde permanecerão à disposição da Justiça. 

A Operação Vitreum é resultado  do investimento da Polícia Federal em especialização de um grupo que trabalha em conjunto  com o GAECO/SP e com outras forças da Segurança Pública, visando a desarticulação  desse tipo de crime nas rodovias brasileiras; com início dos trabalhos investigativos em  dezembro/2021 o grupo foi responsável – sem contar as prisões nessa data – por mais de  195 prisões e pela desarticulação de várias organizações  criminosas por meio das Operações Rapina (em 2022), Insídia, Malta, Caterva, Malta II,  Volvere, Cicônia, Aboiz (2023), Cacaria e Barrièri (2024). 

Comunicação Social da Polícia Federal em Campinas
Telefone: (19) 33452260

Fonte: Polícia Federal

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POLÍCIA FEDERAL

PF deflagra operação contra lavagem de dinheiro e tráfico internacional de armas e drogas

Rio de Janeiro/RJ – Durante o fim de semana (20/6 e 21/6), a Polícia Federal, em atuação conjunta com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público Federal (GAECO/MPF), deflagrou a fase ostensiva da Operação Red Fox, destinada a desarticular uma estrutura financeira e logística transnacional vinculada à facção criminosa com forte atuação no Rio de Janeiro.

A investigação apura a atuação de núcleos responsáveis pela movimentação, ocultação e dissimulação de recursos ilícitos utilizados para financiar a aquisição de armas de fogo de uso restrito e drogas provenientes do exterior para abastecimento da facção no Rio de Janeiro e em outros estados.

As medidas foram deferidas pela 5ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro e incluem mandados de prisão preventiva, bloqueio de ativos, sequestro e indisponibilidade de bens, direitos e valores, além da suspensão das atividades econômicas de pessoas jurídicas apontadas como empresas de fachada ou contas de passagem utilizadas pelo grupo criminoso.

Durante a deflagração, foram cumpridos quatro mandados de prisão preventiva contra investigados apontados como operadores relevantes da engrenagem financeira da organização. Dois alvos foram localizados no Suriname, em ação de cooperação internacional, detidos pelas autoridades locais e posteriormente deportados para o Brasil, onde foram presos em Belém, no Pará. Outros dois investigados foram presos em território nacional, sendo um no Rio de Janeiro/RJ e outro em Tabatinga/AM, região de tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru.

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A atuação no Suriname contou com o apoio da Diretoria de Segurança Nacional (DNV) e do Judicial Intervention Team (JIT), que capturaram um homem e uma mulher, apontados nas investigações como integrantes do eixo transnacional de movimentação financeira e logística do grupo. O homem é investigado como operador financeiro que movimentou mais de R$ 150 milhões no período investigado, com atuação na região de fronteira e vínculo com repasses destinados à aquisição de armamentos. A mulher, por sua vez, é apontada como operadora logística e financeira, com histórico de deslocamentos ao Suriname em períodos compatíveis com movimentações suspeitas de recursos.

No Rio de Janeiro/RJ, foi preso outro operador financeiro da facção, suspeito de utilizar contas pessoais e empresariais para pulverizar recursos ilícitos e viabilizar pagamentos a fornecedores. Em Tabatinga/AM, foi preso um homem responsável por empresa utilizada no fluxo financeiro da organização na região amazônica, especialmente em pagamentos vinculados à logística transnacional de drogas e armas.

A investigação identificou que a organização criminosa se valia de empresas de fachada, interpostas pessoas, depósitos fracionados, transferências via PIX, contas de passagem e movimentações incompatíveis com a capacidade econômica dos envolvidos para ocultar a origem ilícita dos valores e garantir o pagamento de fornecedores nacionais e estrangeiros.

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No eixo patrimonial, a Justiça Federal autorizou medidas de bloqueio, sequestro e indisponibilidade de bens, direitos e valores até o limite de quase meio bilhão de reais, com o objetivo de atingir a capacidade econômica da organização criminosa, impedir a dissipação patrimonial e interromper o financiamento das atividades ilícitas.

As investigações prosseguem para localização dos demais foragidos, aprofundamento da análise financeira e telemática e identificação de outros integrantes da rede criminosa.

Comunicação Social da Polícia Federal no Rio de Janeiro
[email protected]
(21) 2203-4404

Fonte: Polícia Federal

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