ESPORTES
Botafogo cai diante do Juventude em Caxias do Sul
Neste domingo, o Botafogo enfrentou o Juventude no Estádio Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul (RS), pela 22ª rodada do Campeonato Brasileiro. Poupando boa parte dos titulares em preparação para a Copa Libertadores, o Glorioso não conseguiu superar o time gaúcho e acabou derrotado por 3 a 2, apesar de uma tentativa de reação após sair perdendo por 3 a 0.
Situação na Tabela
Com o resultado, o Botafogo estacionou nos 43 pontos, mas ainda mantém a liderança do campeonato, já que o Palmeiras, que empatou com o Flamengo, está com 38 pontos. O Fortaleza, agora, é o novo vice-líder, com 42 pontos. O Juventude, por sua vez, chegou aos 25 pontos e se afastou mais da zona de rebaixamento.
O Jogo
Apesar de o Botafogo ter começado o jogo com mais posse de bola, foi o Juventude que abriu o placar. Aos dez minutos, Nenê cobrou escanteio, Zé Marcos cabeceou e Danilo Boza, de peito, mandou a bola para o fundo da rede.
Após o gol, o Juventude se fechou e passou a buscar os contra-ataques, enquanto o Botafogo tentava se impor no campo de ataque. Aos 16 minutos, Carlos Alberto quase empatou, mas Zé Marcos salvou em cima da linha.
O Juventude continuou melhor em campo e perdeu várias chances de ampliar. Aos 30 minutos, Erick Farias fez grande jogada pela esquerda, chutou, Jhon deu rebote e Ronie Carrillo chutou para fora.
O Botafogo tinha dificuldades na criação e dependia de erros do Juventude para levar perigo. Aos 36 minutos, Matheus Claus saiu jogando errado e Matheus Martins chutou, mas o goleiro se recuperou. Aos 44 minutos, Claus salvou novamente em um chute de Carlos Alberto de dentro da área.
No último lance do primeiro tempo, o Juventude ampliou. Marcelinho cruzou e Carrillo cabeceou para o fundo da rede.
Segundo Tempo
O Botafogo não teve tempo de reagir no segundo tempo, pois o Juventude marcou o terceiro gol aos dois minutos. Em contra-ataque, Nenê recebeu pela esquerda e cruzou para Marcelinho, que chutou certeiro.
O Juventude parecia caminhar para uma goleada. Aos 12 minutos, Nenê perdeu duas chances seguidas de ampliar, primeiro em um chute defendido por John e depois em uma pancada no travessão.
Aos 20 minutos, um lance polêmico ocorreu. Em uma dividida na área, Danilo Boza tocou a mão na bola em disputa com Carlos Alberto, mas o VAR optou por não chamar o árbitro Flávio Rodrigues de Souza, que estava encoberto na jogada.
O Botafogo descontou aos 22 minutos. Savarino fez boa jogada pela direita e cruzou para Cuiabano, que cabeceou encobrindo Matheus Claus. O gol animou os cariocas, que marcaram novamente aos 34 minutos. Marçal aproveitou um rebote após cobrança de escanteio e mandou a bola para o fundo da rede. No entanto, a reação parou por aí.
A derrota do Botafogo para o Juventude mostrou as dificuldades do Glorioso em equilibrar a disputa do Campeonato Brasileiro com a preparação para a Copa Libertadores. O Juventude, por sua vez, conseguiu uma vitória importante que o afasta da zona de rebaixamento. As próximas partidas prometem ser decisivas para ambos os times em suas respectivas competições.
Próximos Compromissos
As duas equipes voltam a campo na próxima quarta-feira, mas por competições diferentes. O Juventude enfrenta o Internacional na Arena Beira-Rio, em Porto Alegre (RS), às 19h30 (de Brasília), em um duelo gaúcho reprogramado do primeiro turno. O Botafogo, por sua vez, recebe o Palmeiras no Estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro (RJ), às 21h30, pela rodada de ida das oitavas de final da Copa Libertadores. No próximo domingo, às 18h30, o Glorioso enfrentará o Flamengo no mesmo palco, em um clássico carioca pelo Brasileirão.
FICHA TÉCNICA
JUVENTUDE-RS 3 X 2 BOTAFOGO-RJ
Local: Estádio Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul (RS)
Data: 11 de agosto de 2024 (Domingo)
Horário: 11h(de Brasília)
Árbitro: Flávio Rodrigues de Souza (Fifa-SP)
Cartões amarelos: Davi Góes, Erick Farias e Matheus Claus (Juventude) e Óscar Romero, Alexander Barboza, Marlon Freitas e Lucas Halter (Botafogo)
Gols:: Danilo Boza aos 10 e Ronie Carrillo aos 49 minutos do 1º Tempo e Marcelinho aos 2 minutos do 2º Tempo (JUVENTUDE) – Cuiabano aos 22 e Marçal aos 34 minutos do 2º Tempo (BOTAFOGO)
JUVENTUDE: Mateus Claus, Ewerthon, Danilo Boz, Zé Marcos e Lucas Freitas (Gabriel Inocêncio); Davi Góes (Yan Souto), Jadson e Nenê (Gabriel Tallari); Erick Farias, Ronie Carrillo (Diego Gonçalves) e Marcelinho (Edson Carioca). Técnico: Jair Ventura
BOTAFOGO: John, Mateo Ponte, Alexander Barboza (Marçal), Lucas Halters e Cuiabano; Danilo Barbosa (Marlon Freitas), Allan (Gregore), Thiago Almada e Óscar Romero (Savarino); Matheus Martins (Igor Jesus) e Carlos Alberto. Técnico: Artur Jorge
Fonte: Esportes
ESPORTES
Alisson iguala marca histórica de Gylmar e Taffarel ao iniciar sua terceira Copa como titular
Ser titular da Seleção Brasileira em três Copas do Mundo da FIFA é para poucos. Entre os goleiros, apenas dois conseguiram a façanha: Gylmar, em 1958, 1962 e 1966, e Taffarel, nas edições de 1990, 1994 e 1998.
A partir do sábado (13), contra Marrocos, as duas lendas terão a companhia de um novo integrante no clube: Alisson Becker.
Titular absoluto da Seleção na última década, o goleiro do Liverpool chega a seu terceiro mundial, após participações em 2018 e 2022. Nas duas Copas do Mundo da FIFA anteriores, ele disputou nove jogos — ficou no banco apenas uma vez, contra Camarões, no Catar, quando Tite fez um rodízio em sua escalação.
O feito de Alisson é histórico e vem acompanhado de dois desafios: o primeiro é superar uma temporada em que sofreu quatro lesões. O segundo é igualar outro feito de Gylmar e Taffarel: os dois conquistaram o título da Copa do Mundo da FIFA.
Gylmar dos Santos Neves, ídolo do Santos e do Corinthians, foi campeão mundial em 1958 e 1962, jogando todos os jogos das duas campanhas. Em 1966, ele esteve nas duas primeiras partidas, mas foi substituído por Manga na derrota para Portugal, que eliminou a seleção ainda na fase de grupos.
Taffarel, por sua vez, consagrou-se com o tetracampeonato em 1994, disputando todos os minutos das sete partidas. Ele virou herói nacional na final contra a Itália, ao defender a cobrança de Daniele Massaro na disputa por pênaltis, vencida por 3 a 2.
O ídolo como treinador
Alisson chega ao momento especial na carreira caminhando lado a lado de Taffarel, uma das lendas que ele iguala em sua terceira Copa do Mundo da FIFA. O ídolo do tetra hoje é o treinador de goleiros da seleção e trabalha diariamente com o camisa 1.
Taffarel é, também, a maior referência de Alisson. No projeto “Cartas que Unem”, da FIFA, o atual goleiro da Seleçãorecebeu uma mensagem de seu irmão, Muriel Becker, que lembra as aventuras dos irmãos na infância.
Na carta, Muriel cita o ídolo em memórias sobre as Copas de 1994 e 1998 e presenteia Alisson com uma camisa de goleiro, como a que Taffarel usou nos Estados Unidos.
Temporada difícil
A presença de Taffarel é importante para Alisson no dia a dia, pela confiança que há entre ambos. Eles já trabalharam juntos no Liverpool, entre 2021 e 2025, além de quase uma década de parceria na seleção.
Além de questões técnicas nos treinamentos, Taffarel deu a Alisson a segurança de que ele teria seu espaço na seleção quando estivesse fisicamente bem. Esse apoio foi importante sobretudo na temporada 2025-26, quando o goleiro teve três lesões, a mais grave delas na coxa direita.
O problema físico tirou Alisson dos gramados por dois meses, entre março e maio deste ano. Ele só voltou a campo pelo Liverpool na última rodada da Premier League. Mas, na seleção, o clima nunca foi de corrida contra o tempo: a comissão técnica sempre esperou pelo seu titular.
“Temos uma boa relação. Antes de ser o treinador de goleiro dele no Liverpool há alguns anos, temos uma amizade muito boa. Sabemos da qualidade e do potencial dele, tanto dentro como fora de campo. É um líder com otimismo e vontade de vencer muito grande”, disse Taffarel à FIFA.
Subindo no ranking
Em sua terceira Copa do Mundo como titular da seleção brasileira, Alisson também deve ganhar posições na lista de goleiros brasileiros com mais jogos disputados no torneio.
Ele chega ao evento com 9 jogos disputados (são cinco em 2018, e quatro em 2022) e ocupa a quinta posição no ranking histórico. À sua frente, o gaúcho tem Taffarel (18 jogos), Gylmar (14) e Leão (14) e Júlio César (12).
Caso dispute as três partidas na fase de grupos, Alisson empatará com o ex-goleiro do Flamengo e da Internazionale. Caso a Seleção fique entre as quatro primeiras colocadas, serão oito jogos disputados — assim, o camisa 1 poderia chegar a 17 partidas, transformando-se no vice-líder da estatística.
Fonte: Esportes
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