CUIABÁ

Servidores da SMS de Cuiabá participam de curso de qualificação e aperfeiçoamento sobre vacinação

A Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá, por meio do Núcleo de Educação Permanente em Saúde (NEPS) da SMS, está promovendo um curso de capacitação voltado para enfermeiros e técnicos em enfermagem que atuam nos setores de imunização da rede. A capacitação acontece de 15 a 19 de julho, na sede do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). Cerca de 24 profissionais participam da ação, que conta ainda com a parceria da Secretaria Estadual de Saúde de Mato Grosso (SES).

Conforme a Responsável Técnica de Imunização da SMS, Ana Beatriz de Miranda Vasconcelos e Almeida, o objetivo do curso é desenvolver a aptidão dos profissionais de saúde, com foco nas boas práticas de vacinação, além de ajudar na organização do processo de trabalho dos vacinadores que vão atuar nas salas de vacina e em campanhas de vacinação no Município de Cuiabá. “A ideia é aperfeiçoar os conhecimentos, habilidades e valores dos profissionais de saúde, com vistas a atualizar o pessoal de enfermagem que atua na sala de vacina dos nossos serviços de saúde”, afirma a RT.

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Serão adotadas metodologias que possibilitem a participação e a reflexão crítica dos profissionais de salas de vacina, identificando oportunidades de multiplicação da aprendizagem em sua área de atuação. A execução das atividades práticas em sala de vacina terá carga horária diária de 8 horas, onde as atividades se darão sob orientação e supervisão do instrutor, tendo como foco potencializar as habilidades e competências dos treinandos.

Durante a capacitação, o nível de habilidade e conhecimentos dos servidores será avaliado. “A avaliação ocorrerá durante todo o curso, sendo observada a participação individual e coletiva nas discussões de grupo, diante das respostas aos questionamentos, sistematização dos temas abordados, bem como frequência e pontualidade”, frisa Ana Beatriz.

Conforme o secretário municipal de Saúde, Deiver Teixeira, a capacitação continuada dos servidores é uma cobrança constante do prefeito Emanuel Pinheiro para garantir servidores comprometidos e preparados para oferecer à população um atendimento de qualidade e cada vez mais humanizado. “É essencial investir na capacitação dos profissionais para que o Município possa oferecer um serviço de excelência e construir uma rede de saúde eficiente. A atualização constante das habilidades e conhecimentos dos nossos servidores é a chave para atender às crescentes demandas, permitindo que os profissionais desempenhem suas funções com maior qualidade”, salientou o gestor da pasta.

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Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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CUIABÁ

Prefeito suspende por decreto aprovação de lotes abaixo de 200 m² e medida vai parar na Justiça

Especialista em Direito Imobiliário e Diretor Jurídico do CRECI/MT, afirma que prefeito não pode suspender efeitos de lei municipal por ato do Executivo

O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), publicou decreto suspendendo, por tempo indeterminado, a aprovação de novos projetos de loteamento e desmembramento que prevejam lotes com menos de 200 m² e frente inferior a 10 metros. A medida foi publicada no Diário Oficial do Município que circulou na quinta-feira (25) e já é alvo de uma Ação Declaratória de Inconstitucionalidade proposta pelo MDB, atendendo solicitação o Pré Candidato a Deputado Federal, CLAUDECIR CONTTREIRA.

O Decreto nº 12.169/2026 determina que a Prefeitura deixe de analisar, emitir diretrizes e aprovar projetos que não atendam aos novos parâmetros até que entre em vigor uma nova legislação urbanística municipal. Na prática, ficam suspensas aprovações que hoje são permitidas pela Lei Complementar nº 389/2015, que estabelece área mínima de 180 m² para os lotes.

Embora o decreto afirme que a lei continua em vigor e que a suspensão tem caráter temporário, a medida impede a aplicação prática da legislação vigente aos processos em andamento e aos novos pedidos protocolados no município.

A constitucionalidade do decreto é contestada pelo advogado especialista em Direito Imobiliário e Direito Condominial, Miguel Zaim. Segundo ele, o prefeito não pode, por decreto, restringir a eficácia de uma norma aprovada pelo Poder Legislativo.

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“À primeira vista, eu vejo que esse decreto é inconstitucional. O prefeito não pode legislar por decreto ou suspender a eficácia de uma norma que está em vigor. Para alterar essa regra é necessária outra lei, debatida e aprovada pela Câmara Municipal”, afirmou.

Na avaliação do especialista, a administração municipal extrapolou sua competência administrativa ao editar um ato que, na prática, modifica a aplicação da legislação urbanística.

“O prefeito é chefe do Poder Executivo e exerce função administrativa. Se pretende alterar os parâmetros definidos em lei, deve encaminhar um projeto ao Legislativo. Não pode retirar a eficácia de uma norma em vigor por meio de decreto”, disse.

Miguel Zaim também afirma que a mudança tende a provocar impactos econômicos no mercado imobiliário e no acesso da população à moradia.

Segundo ele, a exigência de terrenos maiores reduz o número de lotes que podem ser implantados em cada empreendimento, aumentando os custos de produção e, consequentemente, o preço final dos imóveis.

“Vai encarecer os terrenos, dificultar o acesso à moradia para as famílias de menor renda e também afastar investimentos. Outras cidades de Mato Grosso adotam lotes mínimos de 180 m² justamente para ampliar o acesso à habitação de forma organizada e urbanizada”, afirmou.

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O advogado acrescenta que o aumento da metragem mínima também pode elevar o valor dos financiamentos habitacionais e reduzir a competitividade de Cuiabá em relação a outros municípios, tendo em vista que as grandes construtoras deverão desistir de investimentos na capital.

Ação na Justiça

A legalidade do decreto também será analisada pelo Judiciário. O MDB ingressou com uma Ação Declaratória de Inconstitucionalidade questionando a medida adotada pelo prefeito.

Entre os argumentos apresentados está o de que o Executivo teria “inovado” na ordem jurídica por meio de decreto, criando restrições não previstas na legislação municipal e suspendendo, de forma indireta, os efeitos de uma lei que permanece vigente.

Anteriormente, no início de maio, Abilio chegou a encaminhar o projeto à Câmara de Vereadores, em regime de urgência, para aplicar as novas medições.

No entanto, o Executivo pediu o projeto de volta, suspendendo a tramitação, para novas discussões sobre o assunto. Ainda não há previsão para que a proposta cumpra o rito legal e seja votada pelos vereadores.

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