TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT
Poder Judiciário capacita cerca de 200 profissionais da Educação sobre a Lei Maria da Penha
Com o objetivo de trabalhar a prevenção e redução dos casos de violência doméstica e familiar contra a mulher, a Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher-MT), está formando cerca de 200 profissionais da Educação estadual por meio do evento “Cemulher & A Lei Maria da Penha nas Escolas”, ocorrido ao longo desta sexta-feira (24 de maio), no auditório do Tribunal de Justiça.
A juíza Ana Graziela Vaz de Campos Alves Corrêa, titular da 1ª Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher de Cuiabá e membro da Cemulher, proferiu palestra com o tema “Lei Maria da Penha e legislação de proteção à mulher”, em que abordou toda a trajetória histórica na legislação brasileira até chegar à Lei Maria da Penha (Lei 11.340/2006), explicou sobre o ciclo da violência, como identificar a violência doméstica e como funciona a medida protetiva de urgência.
“É de extrema importância o acolhimento. É o primeiro contato da vítima com a instituição na qual ela está sendo atendida. As pessoas que vão atender essa mulher têm que ter uma escuta especializada e um olhar humanizado. Dependendo deste acolhimento, nós, que trabalhamos com mulheres vítimas de violência, poderemos estar dando a ela uma oportunidade dela dar o primeiro passo para romper o ciclo da violência. É de extrema importância que esse atendimento seja sem preconceito, sem machismo, sem pré-julgamento para que essa mulher se sinta acolhida e se sinta em confiança na instituição para romper o ciclo da violência”, afirma Ana Emília Sotero.
Segundo a assistente social, apesar de todos os esforços do Poder Público com a criação dessas leis, há necessidade de formação e aproximação com os profissionais da Educação para que ocorra a real efetivação das medidas ao longo de todo o ano letivo. “A gente percebe que muitas escolas não estão administrando esse conteúdo. E nós vamos fortalecer essa questão do cumprimento da lei para que esse conteúdo seja trabalhado durante todo o ano, inclusive naquela semana escolar, que é no mês de março, porque a gente precisa ter um enfoque maior nessa temática da violência doméstica”.
Para Ângela Vieira do Nascimento, pedagoga na Escola Estadual Senador Azeredo, em Cuiabá, a formação oferecida pela Cemulher vai agregar em seu trabalho. “É um tema atual e que, mesmo sendo debatido em vários meios de comunicação, como internet e TV, ainda existem muitos casos de violência contra a mulher. E na escola não é diferente porque no ensino médio tem os namoricos, que um acaba grudando no outro e acha que o menino é propriedade ou a menina é propriedade. Então a gente tem casos lá sim. E como somos da equipe psicossocial, a gente vem orientando sobre cada um dar espaço pro outro. Porque parece normal, mas, quando você fala ‘você é minha’ ou ‘você é meu’, é uma coisa possessiva deles já no início. Então é nosso trabalho orientar também esses alunos porque eles têm uma vida pela frente e o possessivismo não é bom em nenhuma fase da vida deles”, comenta.Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT
TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT
CNJ promove formação sobre o Fonar para tribunais do Centro-Oeste nesta sexta-feira (24)
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) realiza, nesta sexta-feira (24/04), às 15h, uma oficina online sobre o Formulário Nacional de Avaliação deRisco da Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher (Fonar), destinada aos tribunais do Centro-Oeste.
A capacitação tem como objetivo apoiar a implementação e o uso qualificado do Fonar no âmbito do Judiciário, contribuindo para o aprimoramento das respostas institucionais no enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher.
Durante o encontro, serão apresentados o funcionamento do formulário, seus fundamentos normativos e estratégicos, além de orientações práticas para acesso à versão eletrônica. A oficina também terá espaço para esclarecimento de dúvidas operacionais e para a divulgação de materiais de apoio destinados às equipes dos tribunais.
A expectativa é que a formação fortaleça a atuação dos tribunais na identificação de situações de risco e na proteção das vítimas, promovendo respostas mais ágeis, integradas e efetivas no sistema de Justiça. Também se espera que os tribunais atuem como parceiros estratégicos na qualificação do uso do Fonar junto às redes locais de atendimento, estimulando a articulação interinstitucional e a consolidação de fluxos contínuos e eficazes de prevenção e enfrentamento da violência.
A iniciativa integra as ações dos programas Justiça Plural e Justiça 4.0, desenvolvidos pelo CNJ em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).
Lançado em 2024, o Justiça Plural busca ampliar o acesso à Justiça para populações vulnerabilizadas, com foco na superação de barreiras estruturais. Já o Justiça 4.0, iniciado em 2020, desenvolve soluções tecnológicas para tornar os serviços do Judiciário mais eficientes, acessíveis e alinhados às necessidades da sociedade.
Serviço:
Oficina Virtual de Disseminação Nacional do Fonar – Região Centro-Oeste
Data: 24 de abril, às 15h
Local: Microsoft Teams
Acesso: link disponível aqui
Público-alvo: magistradas, magistrados, servidoras e servidores do Poder Judiciário dos tribunais da região Centro-Oeste
Autor: Assessoria
Fotografo:
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
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