TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Presidente do Tribunal de Justiça lamenta morte da deputada Amália Barros

Com profundo pesar, a presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), desembargadora Clarice Claudino da Silva, lamenta o falecimento da deputada federal Amália Barros, ocorrido neste domingo (12 de maio), em um hospital de São Paulo (SP), em decorrência de complicações pós-cirúrgicas.
 
“É com muita tristeza que recebemos a notícia do falecimento precoce da deputada federal Amália Barros. Tive a satisfação de conhecê-la pessoalmente, em meu gabinete, no início de seu mandato, oportunidade em que pude desejar a ela boa sorte em sua empreitada, enquanto representante do povo mato-grossense no Parlamento federal e dizer o quanto sua trajetória de vida era uma inspiração a todas as mulheres do nosso estado. Certamente, o legado deixado pela deputada Amália Barros continuará servindo de exemplo. Neste momento, voltamos nossos pensamentos aos familiares e amigos e rogamos a Deus para que a receba num bom lugar e acalente os corações enlutados”, declarou.
 
Além da reunião com a presidente do TJMT no início do mandato, em fevereiro de 2023, a deputada Amália Barros também participou de forma on-line do 1° Encontro de Acessibilidade do Poder Judiciário, em novembro do ano passado. Naquela ocasião, a parlamentar reforçou seu compromisso com a pauta da inclusão das pessoas com deficiência em todas as esferas da sociedade.
 
Amália Barros era natural de Mogi Mirim (SP) e foi eleita deputada federal por Mato Grosso, com mais de 70 mil votos, em 2022. Ela deixa esposo. O velório e o sepultamento serão realizados nesta segunda-feira (13) na sua cidade natal, onde o corpo do pai da parlamentar, Bino Barros, está enterrado.
 
 
Celly Silva
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Estereótipos de gênero podem gerar injustiças no Direito de Família, alerta juíza

Mulher de blazer preto fala ao microfone diante de plateia sentada. Ao fundo, telão com slide sobre campanha e banner do CEMULHER - Coordenadoria Estadual da Mulher“Não existe pai herói por fazer o que é sua obrigação, nem mãe menos dedicada por trabalhar fora”. A reflexão marcou a palestra da juíza Ana Graziela Vaz de Campos Alves Corrêa, titular da 2ª Vara Especializada de Família e Sucessões de Cuiabá, durante a capacitação das Equipes Multidisciplinares das Varas Especializadas de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, realizada na tarde desta quarta-feira (15) pelo Poder Judiciário de Mato Grosso.
Com o tema “Estereótipos de Gênero no Direito de Família”, a magistrada chamou a atenção para a necessidade de psicólogos, assistentes sociais e demais profissionais reconhecerem e romperem padrões culturais que ainda influenciam decisões judiciais e atendimentos às mulheres em situação de violência.
Segundo a juíza Ana Graziela, a ideia de que a mulher deve ser sempre a principal cuidadora dos filhos, enquanto o homem ocupa exclusivamente o papel de provedor, ainda provoca julgamentos que podem comprometer a imparcialidade dos processos. “A gente não pode taxar as pessoas por um estereótipo. O pai não é herói por cuidar do filho, porque isso é obrigação. Da mesma forma, a mulher não deixa de ser uma boa mãe porque trabalha o dia inteiro ou conta com uma rede de apoio para cuidar das crianças”, afirmou.
Plateia sentada assiste palestra em auditório. Ao fundo, palestrante de preto fala ao microfone diante de telão com slide e banner do CEMULHER.Atendimento sem julgamentos
Durante a palestra, a juíza explicou que esses estereótipos podem resultar em violência processual, quando preconceitos e ideias pré-concebidas interferem na forma como mulheres são ouvidas, acolhidas e avaliadas pelo sistema de Justiça.
Ela destacou que é preciso evitar perguntas e conclusões que responsabilizem a vítima pela violência sofrida ou coloquem em dúvida sua credibilidade. “Não adianta essa mulher ser vítima em casa e, quando chega ao Fórum, sofrer um outro tipo de violência praticada pelo próprio poder público. Ela precisa encontrar acolhimento, não julgamento”, comentou.
Ao abordar a evolução histórica dos direitos das mulheres, Ana Graziela lembrou que muitos padrões sociais foram construídos ao longo dos séculos e ainda se refletem nas relações familiares e nas decisões judiciais. Por isso, defendeu que magistrados e equipes técnicas utilizem o Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) como instrumento para reduzir vieses e garantir decisões mais justas.
Como mensagem final aos participantes, a magistrada reforçou que empatia e imparcialidade devem orientar a atuação de todos os profissionais que lidam com famílias e mulheres em situação de violência. “Precisamos quebrar os estereótipos de gênero. Um laudo deve ser construído sem julgamentos e baseado na realidade dos fatos. Quem trabalha com essas famílias precisa compreender o contexto em que elas vivem e atuar com empatia para evitar novas formas de violência”, concluiu.

Autor: Roberta Penha

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Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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