AGRONEGÓCIO

Instituições do agronegócio de Mato Grosso se unem em prol do Rio Grande do Sul

Entidades do agronegócio de Mato Grosso realizaram nesta segunda-feira (06.05) uma reunião, está solicitando ao Governo de Mato Grosso o repasse de R$ 50 milhões para auxiliar o Rio Grande do Sul, que vem sofrendo com os impactos das fortes chuvas. A iniciativa busca demonstrar a solidariedade e o apoio do setor agropecuário mato-grossense ao povo gaúcho neste momento de dificuldade.

Na reunião, o governador Mauro Mendes e o vice-governador Otaviano Pivetta se comprometeram a enviar um projeto de lei à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) para viabilizar o repasse dos recursos. O valor será proveniente do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab), fundo público que financia obras de infraestrutura no estado.

O projeto de lei que autoriza o repasse dos R$ 50 milhões ao Rio Grande do Sul já foi enviado à ALMT e deve ser votado nesta semana. O presidente da Casa de Leis, Eduardo Botelho, se mostrou favorável à iniciativa e espera que o projeto seja aprovado rapidamente.

A iniciativa demonstra a importância da união e da solidariedade em momentos de crise. Por meio do repasse de recursos e da campanha de doações, espera-se que o povo gaúcho possa receber o apoio necessário para superar os desafios impostos pelas fortes chuvas.

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Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Pecuária brasileira ainda depende de vacinas importadas para evitar morte súbita

O mercado de sanidade animal no Brasil vive um desafio silencioso, mas de impacto direto no bolso do pecuarista. Dados divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) mostram que, em julho, foram disponibilizadas 5,44 milhões de doses de vacinas contra clostridioses — grupo de doenças responsáveis pela “morte súbita” no gado. O que chama a atenção, porém, é a alta dependência de insumos vindos de fora: das doses ofertadas, 4,03 milhões (74,09%) são importadas, enquanto apenas 1,41 milhão (25,91%) possui fabricação nacional.

Para o produtor rural, o termo técnico “clostridiose” passa longe do vocabulário da lida, mas os sintomas são velhos conhecidos. No campo, essas doenças são temidas pela rapidez com que derrubam o rebanho, como a “manqueira” (ou mal do carvão), que causa inchaço muscular e morte em poucas horas, e o botulismo, associado à ingestão de toxinas em pastos ou rações contaminadas. Por serem fatais e não darem tempo para tratamento, a vacina é o único “seguro” eficiente para evitar o prejuízo total de um animal.

O “ladrão silencioso” no pasto

Embora o governo não consolide um censo de mortalidade animal por causa específica, estudos de sanidade animal apontam que as doenças clostridiais figuram entre as maiores causas de morte evitável no rebanho brasileiro. Em surtos não controlados, a mortalidade pode atingir de 5% a 10% de um lote em poucos dias.

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O prejuízo é um “ladrão silencioso”. O pecuarista raramente contabiliza a perda em estatísticas oficiais — o animal morre, é enterrado e o cálculo fica apenas na planilha da fazenda. Mas o rombo é severo: com um bovino de corte de qualidade valendo facilmente entre R$ 2,5 mil e R$ 4 mil, a morte de poucos animais em um surto elimina a margem de lucro de todo o lote. Soma-se a isso a perda do potencial genético, o investimento em nutrição e o custo operacional.

A alta dependência de importações, que hoje supre quase três quartos da necessidade do mercado, coloca o setor em posição de alerta. Qualquer entrave logístico ou burocrático na entrada desses insumos pode deixar o curral desprotegido no momento crítico da vacinação.

Ciente dessa vulnerabilidade, o Ministério da Agricultura tem intensificado a atuação junto aos laboratórios de insumos veterinários. A estratégia da pasta é dupla: estimular a ampliação das linhas de produção dentro do Brasil para reduzir a dependência externa e, simultaneamente, agilizar os procedimentos de fiscalização e liberação das vacinas importadas para evitar desabastecimento nas revendas.

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A meta de aumentar a produção nacional não é apenas uma questão de industrialização, mas de blindagem econômica. Com a pecuária brasileira sob constante pressão para elevar índices de produtividade e atender exigências globais de sanidade, a disponibilidade constante dessas vacinas é o que separa um ciclo produtivo rentável de um prejuízo incalculável pela perda súbita de matrizes e bezerros. Enquanto o setor tenta equilibrar essa balança, o mercado segue monitorando a oferta mensal, ciente de que, no campo, a prevenção é o único investimento que não admite atrasos.

Fonte: Pensar Agro

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