ESPORTES
São Paulo e Palmeiras não saem do zero no Morumbis
Nesta segunda-feira (29.04), em jogo válido pela 4ª rodada do Campeonato Brasileiro, São Paulo e Palmeiras se enfrentaram no estádio do Morumbi em um clássico eletrizante, mas que acabou empatado em 0 a 0.
No primeiro tempo, as equipes mostraram muita intensidade, com o São Paulo se defendendo bem com um sistema de três zagueiros e encontrando dificuldades para superar a marcação alta imposta pelo Palmeiras.
A melhor chance da etapa inicial foi do Verdão, aos 28 minutos, quando Gustavo Gómez cabeceou com força após cobrança de escanteio de Raphael Veiga, mas parou em uma excelente defesa de Rafael.
Já no segundo tempo, o Palmeiras iniciou de forma promissora, mas falhou em momentos cruciais na finalização.
Endrick desperdiçou uma chance clara logo no primeiro minuto, ao chutar em cima de Alan Franco com Flaco López em posição irregular. Aos 11 minutos, em outro lance de perigo, Lázaro finalizou mal após assistência de Endrick, mantendo o placar zerado.
O São Paulo equilibrou o confronto e teve uma oportunidade de gol aos 21 minutos, em um contra-ataque ágil que resultou em um cruzamento rasteiro de Luciano. Calleri desviou de calcanhar, mas a bola tocou na trave e saiu, evitando a abertura do placar.
Com o empate, São Paulo e Palmeiras seguem em posições intermediárias na tabela do Campeonato Brasileiro, cada um somando 5 pontos até o momento. O próximo desafio do São Paulo será contra o Ceará, enquanto o Palmeiras enfrentará o Athletico-PR.
FICHA TÉCNICA
SÃO PAULO 0 X 0 PALMEIRAS
Local: Morumbis, em São Paulo (SP)
Data: 29 de abril de 2024, segunda-feira
Horário: 20h (de Brasília)
Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (FIFA-GO)
Assistentes: Bruno Raphael Pires (FIFA-GO) e Luanderson Lima dos Santos (FIFA-BA)
VAR: Wagner Reway (VAR FIFA-ES)
Público: 55.694 torcedores.
Renda: R$ 3.444.111,00
Cartões amarelos: Diego Costa, Igor Vinícius, Calleri, Michel Araújo (São Paulo); Gustavo Gómez, Endrick, Murilo, Abel Ferreira (Palmeiras)
SÃO PAULO: Rafael; Diego Costa, Arboleda e Alan Franco; Igor Vinícius, Alisson, Bobadilla, Luciano (James Rodríguez) e Welington (Michel Araújo); André Silva (Ferreirinha) e Calleri. Técnico: Luis Zubeldía.
PALMEIRAS: Weverto; Marcos Rocha (Mayke), Gustavo Gómez, Murilo e Piquerez (Vanderlan); Aníbal Moreno, Richard Ríos e Raphael Veiga; Estêvão (Luis Guilherme), Endrick (Rony) e Flaco López (Lázaro). Técnico: Abel Ferreira.
Fonte: Esportes
ESPORTES
Alisson iguala marca histórica de Gylmar e Taffarel ao iniciar sua terceira Copa como titular
Ser titular da Seleção Brasileira em três Copas do Mundo da FIFA é para poucos. Entre os goleiros, apenas dois conseguiram a façanha: Gylmar, em 1958, 1962 e 1966, e Taffarel, nas edições de 1990, 1994 e 1998.
A partir do sábado (13), contra Marrocos, as duas lendas terão a companhia de um novo integrante no clube: Alisson Becker.
Titular absoluto da Seleção na última década, o goleiro do Liverpool chega a seu terceiro mundial, após participações em 2018 e 2022. Nas duas Copas do Mundo da FIFA anteriores, ele disputou nove jogos — ficou no banco apenas uma vez, contra Camarões, no Catar, quando Tite fez um rodízio em sua escalação.
O feito de Alisson é histórico e vem acompanhado de dois desafios: o primeiro é superar uma temporada em que sofreu quatro lesões. O segundo é igualar outro feito de Gylmar e Taffarel: os dois conquistaram o título da Copa do Mundo da FIFA.
Gylmar dos Santos Neves, ídolo do Santos e do Corinthians, foi campeão mundial em 1958 e 1962, jogando todos os jogos das duas campanhas. Em 1966, ele esteve nas duas primeiras partidas, mas foi substituído por Manga na derrota para Portugal, que eliminou a seleção ainda na fase de grupos.
Taffarel, por sua vez, consagrou-se com o tetracampeonato em 1994, disputando todos os minutos das sete partidas. Ele virou herói nacional na final contra a Itália, ao defender a cobrança de Daniele Massaro na disputa por pênaltis, vencida por 3 a 2.
O ídolo como treinador
Alisson chega ao momento especial na carreira caminhando lado a lado de Taffarel, uma das lendas que ele iguala em sua terceira Copa do Mundo da FIFA. O ídolo do tetra hoje é o treinador de goleiros da seleção e trabalha diariamente com o camisa 1.
Taffarel é, também, a maior referência de Alisson. No projeto “Cartas que Unem”, da FIFA, o atual goleiro da Seleçãorecebeu uma mensagem de seu irmão, Muriel Becker, que lembra as aventuras dos irmãos na infância.
Na carta, Muriel cita o ídolo em memórias sobre as Copas de 1994 e 1998 e presenteia Alisson com uma camisa de goleiro, como a que Taffarel usou nos Estados Unidos.
Temporada difícil
A presença de Taffarel é importante para Alisson no dia a dia, pela confiança que há entre ambos. Eles já trabalharam juntos no Liverpool, entre 2021 e 2025, além de quase uma década de parceria na seleção.
Além de questões técnicas nos treinamentos, Taffarel deu a Alisson a segurança de que ele teria seu espaço na seleção quando estivesse fisicamente bem. Esse apoio foi importante sobretudo na temporada 2025-26, quando o goleiro teve três lesões, a mais grave delas na coxa direita.
O problema físico tirou Alisson dos gramados por dois meses, entre março e maio deste ano. Ele só voltou a campo pelo Liverpool na última rodada da Premier League. Mas, na seleção, o clima nunca foi de corrida contra o tempo: a comissão técnica sempre esperou pelo seu titular.
“Temos uma boa relação. Antes de ser o treinador de goleiro dele no Liverpool há alguns anos, temos uma amizade muito boa. Sabemos da qualidade e do potencial dele, tanto dentro como fora de campo. É um líder com otimismo e vontade de vencer muito grande”, disse Taffarel à FIFA.
Subindo no ranking
Em sua terceira Copa do Mundo como titular da seleção brasileira, Alisson também deve ganhar posições na lista de goleiros brasileiros com mais jogos disputados no torneio.
Ele chega ao evento com 9 jogos disputados (são cinco em 2018, e quatro em 2022) e ocupa a quinta posição no ranking histórico. À sua frente, o gaúcho tem Taffarel (18 jogos), Gylmar (14) e Leão (14) e Júlio César (12).
Caso dispute as três partidas na fase de grupos, Alisson empatará com o ex-goleiro do Flamengo e da Internazionale. Caso a Seleção fique entre as quatro primeiras colocadas, serão oito jogos disputados — assim, o camisa 1 poderia chegar a 17 partidas, transformando-se no vice-líder da estatística.
Fonte: Esportes
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