POLÍTICA MT

Luta e celebração marcam comemoração dos povos originários

“Um dia para celebrar nossa resiliência, nossa resistência. A gente precisa celebrar a conquista de estar na faculdade, nos espaços que ainda precisam ser conquistados. Celebrar a nossa existência!” A frase é uma reflexão de Eliane Xunakalo, presidente da Federação dos Povos e Organizações Indígenas de Mato Grosso (Fepoimt) sobre o dia 19 de abril, em que se comemora o Dia dos Povos Indígenas.

Em Mato Grosso, a Assembleia Legislativa (ALMT) atua na defesa dos direitos da população indígena do estado por meio de iniciativas como câmara setoriais temáticas, frentes parlamentares, propostas de leis e na realização de audiências públicas. Este ano, no dia 5 de abril, o deputado Lúdio Cabral (PT) presidiu uma grande audiência pública em Cuiabá. O evento reuniu mais de 300 pessoas representantes de diferentes etnias na praça Ulisses Guimarães para discutir políticas públicas para a população indígena em todo o estado.

Mas a atuação da ALMT também foi marcada, em 2022 e 2023, pela Câmara Setorial Temática das Causas Indígenas. Presidida pelo deputado Carlos Avallone (PSDB), a CST realizou discussões importantes, principalmente sobre questões relacionadas à saúde e à educação para os povos indígenas. No ano passado, inclusive, representantes da Câmara e o deputado Carlos Avallone visitaram a Faculdade Indígena Intercultural (Faindi), a primeira do Brasil e que está instalada em Barra do Bugres.

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Entre os pontos destacados pela Câmara, está a necessidade de uma ação entre as fontes de financiamento e as demandas indígenas reais para fornecer recursos para que as sociedades indígenas cumpram os destinos desejados. Além disso, o relatório da CST também chama a atenção para uma maior participação dos povos originários no debate e na formulação de ações para atender as demandas existentes.

Foto: Ronaldo Mazza

“Apesar das limitações conceituais, epistemológicas, demográficas, organizativas e, principalmente, políticas que hoje se evidencia para a formulação e implementação de uma estratégia de refundação da temática indígena, a partir da ideia de autodeterminação e autonomia territorial indígena, entendemos ser necessário, ao menos, tentar sobre a participação política dos povos indígenas nas instâncias de Poder Legislativo brasileiro”, traz o relatório.

Eliane Xunakalo, presidente da Fepoimt, explica que a representatividade dos povos indígenas na construção de políticas públicas ainda é baixa e que é precisou ouvir mais a população para identificar suas demandas, incluí-la na elaboração das propostas que vão desde a demarcação de terras, até educação, saúde, emprego.

“Estamos propondo diálogo, somos nós que sabemos da realidade no chão da aldeia. Temos demandas na área da saúde, educação, valorização da cultura, demarcação de território, fomento às cadeias produtivas nas quais fazemos partes. Assuntos em que a Assembleia pode contribuir muito com a gente”, afirma Eliane.

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Curiosidade – O 19 de Abril foi instituído, em 1943, pelo então presidente Getúlio Vargas, como o Dia do Índio. Na época, a data foi escolhida após o primeiro Congresso Indigenista Interamericano, realizado no México, em 1940, e que ficou recomendado aos países americanos a adoção desta data para celebrar o dia dos povos originários.

Quase 80 anos depois, o nome da data foi alterado para Dia dos Povos Indígenas, atendendo uma proposta da deputada Joenia Wapichana, de Roraima. De acordo com a parlamentar, a intenção ao renomear a data é ressaltar, de forma simbólica, não o valor do indivíduo estigmatizado “índio”, mas o valor dos povos indígenas para a sociedade brasileira.

“O propósito é reconhecer o direito desses povos de, mantendo e fortalecendo suas identidades, línguas e religiões, assumir tanto o controle de suas próprias instituições e formas de vida quanto de seu desenvolvimento econômico”, afirmou a deputada quando o texto foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara.

Com informações da Agência Câmara.


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Fonte: ALMT – MT

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POLÍTICA MT

Após Operação, Pivetta mantém Fábio Garcia como vice e sai em defesa de Mauro Mendes

Governador concede coletiva nesta segunda-feira e deve reforçar unidade do grupo governista; operação da PF provocou especulações sobre possíveis mudanças na chapa eleitoral

O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), deve reafirmar a permanência do deputado federal Fábio Garcia (União Brasil) como candidato a vice-governador em sua chapa à reeleição. O posicionamento ocorre após os desdobramentos políticos da Operação Heritage, deflagrada pela Polícia Federal na última quinta-feira (6).

Pivetta marcou uma entrevista coletiva para as 16h30 desta segunda-feira (10), quando deverá se manifestar publicamente sobre a operação e, principalmente, sobre os reflexos do episódio no cenário eleitoral de Mato Grosso.

A investigação tem entre os alvos o ex-governador Mauro Mendes (União Brasil) e Fábio Garcia. A operação apura suspeitas relacionadas ao acordo de aproximadamente R$ 308 milhões firmado entre o Estado e a Oi.

Nos bastidores políticos, a deflagração da operação abriu espaço para especulações sobre uma eventual mudança na composição da chapa governista, especialmente na vaga de vice. A possibilidade teria sido discutida diante da preocupação com eventuais impactos da investigação durante a campanha eleitoral.

Apesar das especulações, a tendência do grupo é pela manutenção de Fábio Garcia. A avaliação entre os aliados é de que, até o momento, não haveria elementos suficientes para justificar uma alteração na chapa.

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Outro argumento apresentado pelo grupo é que os atos relacionados ao acordo investigado teriam tramitado pela Procuradoria-Geral do Estado (PGE), e não pela Casa Civil, pasta que já foi comandada por Garcia.

DEFESA DE MAURO MENDES

Além de confirmar Garcia na chapa, Pivetta deverá sair publicamente em defesa de Mauro Mendes, uma das principais lideranças políticas do grupo governista e aliado estratégico de seu projeto de reeleição.

A reação ocorre em um momento delicado da disputa eleitoral. Dentro do grupo governista, há a avaliação de que a Operação Heritage poderá ser explorada politicamente pelos adversários ao longo da campanha.

Aliados de Pivetta e Mendes sustentam que a investigação teria adquirido contornos políticos e eleitorais. Entre integrantes do grupo, adversários como Carlos Fávaro (PSD), Janaina Riva (MDB) e Pedro Taques (PSB) são citados no contexto da disputa pelo Senado. Essa avaliação, no entanto, representa a versão política dos aliados e não significa, por si só, que os adversários tenham participação na investigação da Polícia Federal.

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Nas últimas horas, lideranças da base governista intensificaram as conversas e decidiram manter a unidade diante da crise. A orientação é evitar mudanças precipitadas e responder politicamente aos desdobramentos da operação sem comprometer a estratégia eleitoral construída até aqui.

Com isso, a coletiva de Pivetta ganha peso político e deverá funcionar como uma demonstração pública de que, apesar da Operação Heritage, o núcleo governista pretende preservar a chapa, manter Fábio Garcia como vice e sustentar a aliança com Mauro Mendes durante a campanha eleitoral de 2026.

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