MINISTÉRIO PÚBLICO MT
Parceria entre MPMT e PJC deve fortalecer Observatório Caliandra
Um termo de cooperação entre o Ministério Público do Estado de Mato Grosso e a Polícia Judiciária Civil deve assegurar o compartilhamento de informações para atualização do Observatório Caliandra, que traz dados sobre a violência doméstica e familiar contra a mulher. O assunto foi discutido nesta segunda-feira (15), durante reunião realizada entre a subprocuradora-geral de Justiça Administrativa do MPMT, Claire Vogel Dutra, e a delegada-geral da PJC, Daniela Silveira Maidel.
“A Polícia Civil será importante parceira do Ministério Público para divulgação dos dados da violência doméstica e familiar contra a mulher. Vamos elaborar uma proposta de termo de cooperação que será submetida à análise da PJC. Acredito que, com a união de esforços, conseguiremos trazer um diagnóstico fidedigno e transparente para sensibilização e prevenção à violência contra a mulher”, ressaltou a representante do MPMT.
A diretora-geral da Polícia Judiciária Civil, Daniela Silveira Maidel, disse que a instituição está à disposição para somar forças no combate à violência contra a mulher. “Faremos tudo o que for possível para que as futuras gerações possam colher a diminuição desses números”, afirmou.
O Observatório Caliandra é um canal virtual, disponível no site do MPMT, utilizado para prevenção, orientação e sensibilização da população sobre a violência contra as mulheres. Lançado no dia 08 de março deste ano, a ferramenta tem um olhar voltado aos feminicídios e aos órfãos e familiares dessas vítimas.
Nesta primeira etapa, o Observatório Caliandra traz indicadores atualizados dos feminicídios ocorridos em Mato Grosso, informações estatísticas, dados de andamentos processuais, materiais orientativos e ainda um memorial acerca da história das mulheres vítimas de feminicídio. O portal também tem a finalidade de facilitar o acesso aos canais de proteção.
Nas próximas fases do projeto, no entanto, serão incluídas informações referentes a outros crimes cometidos no âmbito da violência doméstica e familiar contra a mulher.
Fonte: Ministério Público MT – MT
MINISTÉRIO PÚBLICO MT
MPMT requer na Justiça suspensão de cortes de árvores em Cuiabá
A 29ª Promotoria de Justiça Cível da Comarca de Cuiabá – Defesa Ambiental e da Ordem Urbanística ajuizou, nesta quinta-feira (2), uma Ação Civil Pública (ACP) com pedido de liminar contra o Município de Cuiabá, apontando falhas na gestão da arborização urbana e nos procedimentos de autorização para poda e supressão de árvores na capital. Na ação, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) requer a suspensão imediata da emissão de novas autorizações de supressão arbórea, bem como dos efeitos das autorizações já concedidas, até que sejam adotados critérios técnicos adequados para esse tipo de intervenção. O MPMT também pede, em caráter emergencial, a paralisação das atividades de retirada e supressão das árvores ainda remanescentes nas obras de mobilidade urbana executadas na Avenida Fernando Corrêa da Costa/BR-163, em frente à empresa Copagás, no bairro São Francisco, na saída de Cuiabá para Rondonópolis. No mérito, o MPMT requer o reconhecimento da inadequação dos atos administrativos que autorizaram a supressão de árvores sem observância dos objetivos de proteção e prevenção ambiental. A ação busca ainda a responsabilização do Município pelos danos ambientais e climáticos decorrentes dessas intervenções, com condenação ao pagamento de indenização por danos morais coletivos em valor não inferior a R$ 500 mil. O Ministério Público também pede que o Município seja obrigado a instituir protocolo técnico para poda e supressão arbórea, com critérios voltados à mitigação de impactos, compensação por equivalência ecológica, transplante de árvores quando tecnicamente recomendado e monitoramento contínuo. Além disso, requer a recomposição das árvores adultas removidas em intervenções viárias e a revisão das autorizações concedidas fora de parâmetros técnicos adequados, com apresentação de relatório contendo todos os atos administrativos que embasaram supressões arbóreas nos últimos dois anos. De acordo com o promotor de Justiça Carlos Eduardo Silva, os elementos reunidos pelo Ministério Público revelam um cenário de desorganização na política municipal de arborização urbana. Entre os episódios destacados está a retirada de árvores de grande porte na Rua Baltazar Navarros, no bairro Bandeirantes, que teria ocorrido mediante autorização administrativa posteriormente questionada. Outro caso envolve a erradicação de 24 árvores em área pública, com previsão de supressão de até 82 indivíduos arbóreos em razão de obras de intervenção viária na Avenida Fernando Corrêa da Costa. Segundo o MPMT, árvores adultas foram removidas sem a adoção adequada de medidas como transplante, compensação ecológica equivalente e recomposição imediata da cobertura vegetal.Na ACP, o promotor destaca a relevância da arborização para a qualidade ambiental das cidades. “A arborização urbana configura elemento essencial do meio ambiente artificial, exercendo funções fundamentais quanto à regulação térmica, melhoria da qualidade do ar, retenção hídrica e proteção da saúde pública”, afirma. Ele acrescenta que os benefícios são ainda mais significativos em uma cidade de clima quente como Cuiabá. “Árvores e áreas verdes ajudam a diminuir a temperatura local por meio da oferta de sombra e da evapotranspiração, podendo refrescar em até 5ºC as regiões densamente urbanizadas”, aponta. Para o promotor de Justiça, a substituição de árvores adultas por mudas jovens não é capaz de compensar, em curto prazo, a perda dos serviços ambientais proporcionados pela vegetação consolidada. Na avaliação dele, a atual condução da política municipal de arborização representa um “inequívoco retrocesso ambiental e climático”. Ainda segundo Carlos Eduardo Silva, “chega-se à conclusão que a política municipal de gestão e planejamento da arborização urbana apresenta sérias deficiências estruturais”.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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