CUIABÁ

Ministério da Saúde enviará equipe técnica a Cuiabá para averiguar problemas deixados pelo gabinete de intervenção do Estado

O Ministério da Saúde enviará uma equipe técnica especializada para Cuiabá para realizar um diagnóstico situacional de todos os problemas deixados pelo gabinete de intervenção do Estado. A ação foi determinada pelo secretário de Atenção Especializada à Saúde de Cuiabá, Helvécio Miranda Magalhães Júnior. 

A decisão foi tomada após o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, expor em reunião realizada com o secretário os inúmeros problemas deixados pela intervenção na capital mato-grossense. 

“O Município deu conhecimento ao Ministério da Saúde da gravidade da situação deixada pela intervenção do governo do Estado, herdamos um cenário sombrio, viemos à Brasília para que o Ministério nos apoie e juntos possamos dar transparência ao que realmente aconteceu neste período,” afirmou o prefeito Emanuel Pinheiro. “Os documentos que apresentamos ao secretário indicam que foi feita uma maquiagem na Saúde para esconder das autoridades, dos órgãos de controle e da população os problemas que surgiram entre março e dezembro do ano passado”, completou. 

A documentação apresentada deixou o secretário preocupado e imediatamente foi determinado que uma equipe especializada viaje até Cuiabá para entender a situação, o que deve ocorrer nos próximos dias. 

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Os documentos apresentados pelo prefeito também serão analisados pelos técnicos do Ministério da Saúde, que farão um diagnóstico de questões estruturais, assistencial, de pessoal e de ordem financeira da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e apresentarão as conclusões após as visitas in loco.

 
 

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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CUIABÁ

Justiça suspende despejo de famílias em Cuiabá após agravo da Prefeitura

A Prefeitura de Cuiabá conseguiu uma liminar junto ao Poder Judiciário de Mato Grosso para suspender a desocupação de quase 500 unidades habitacionais no Residencial Villas das Minas e nos condomínios Lavras do Sutil I e II, em Cuiabá. A medida foi concedida pelo desembargador Rodrigo Roberto Curvo após recurso apresentado pela Prefeitura, por meio da Procuradoria-Geral do Município e reunião do prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini na tarde desta sexta-feira (17)

O Agravo de Instrumento com pedido de efeito suspensivo foi protocolado na tarde de hoje e acompanhado do procurador-geral, Luiz Antônio Araújo Jr, e do procurador-geral adjunto, Rober Caio Ribeiro. No encontro o gestor municipal defendeu a suspensão imediata da ordem de desocupação para garantir o avanço da regularização fundiária.

Ao analisar o pedido, o magistrado reconheceu o risco social da retirada coletiva e deferiu parcialmente a liminar. “Defiro parcialmente o efeito suspensivo pleiteado, exclusivamente para suspender a eficácia da ordem de imissão na posse coletiva contida na decisão agravada”, destacou na decisão.

Na prática, a medida impede, neste momento, a desocupação de cerca de 496 unidades habitacionais ocupadas há mais de duas décadas, evitando impacto direto sobre famílias em situação de vulnerabilidade.

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O recurso apresentado pela Procuradoria também solicita a retomada do processo de Regularização Fundiária Urbana de Interesse Social (REURB-S), a suspensão de sanções impostas ao Município e o encaminhamento do caso à Comissão de Soluções Fundiárias, com base em diretrizes do Conselho Nacional de Justiça para garantir tratamento humanizado.

Apesar da decisão favorável quanto à suspensão do despejo, o desembargador optou por não analisar, neste momento, o mérito completo da ação, mantendo a paralisação da REURB até manifestação da relatora natural do caso.

Durante a agenda no Tribunal, o prefeito destacou que a prioridade da gestão é assegurar o direito à moradia. “Nós viemos ao Tribunal de Justiça apresentar o nosso recurso e reforçar que o nosso objetivo não é retirar ninguém. O que queremos é garantir a regularização dessas áreas, dar segurança jurídica para essas famílias e assegurar o direito à moradia”, afirmou.

A decisão está alinhada a recomendações da Corregedoria-Geral da Justiça e a entendimentos do Supremo Tribunal Federal sobre conflitos fundiários coletivos, priorizando soluções que evitem despejos em massa sem análise social prévia.

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Com a liminar, o Município ganha fôlego para buscar uma solução definitiva para a área, enquanto o processo segue para análise da desembargadora relatora.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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