AGRONEGÓCIO

Epamig quer aumentar a produção de azeite na serra da Mantiqueira

No Brasil, o consumo de azeite é significativo, situando-se entre os países com maior demanda global, importando em média 100 milhões de litros por ano. Contudo, a produção interna é limitada, alcançando pouco mais de 500 mil litros anualmente.

A expansão das áreas de cultivo enfrenta restrições devido à necessidade de um número mínimo de horas frias. Isso resulta na concentração do plantio em regiões serranas, como a Mantiqueira, e áreas mais frias, como o Sul do Brasil.

Para aumentar a produção de azeite na serra da Mantiqueira, a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) vem investindo na região. “Estamos otimistas com uma boa floração e a perspectiva é de que a colheita de azeites agora em 2024 seja superior ao ano passado, mas ainda não podemos confirmar o quanto será maior”, afirma o engenheiro agrônomo Pedro Moura, membro do Programa Estadual de Pesquisa em Olivicultura da Epamig.

Na região da Serra da Mantiqueira, que abrange os estados de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro, espera-se uma maior produção de 60 mil litros de azeite.

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Luiz Fernando de Oliveira destaca: “O diferencial do azeite nacional está na sua frescura. Aqui na Mantiqueira, embora a atividade esteja em ascensão, não visamos competir em quantidade com as grandes regiões produtoras. Nosso objetivo é estabelecer espaço pela produção de azeites de alta qualidade e sabores distintos”.

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Guerra Irã-EUA eleva preços de fertilizantes e já pressiona custos da safra 2026/2027

A escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã já provoca impacto direto sobre os custos do agro. Os preços da ureia subiram entre 33% e 48% nas últimas semanas, enquanto a amônia anidra avançou cerca de 39%, em um movimento puxado pela alta do gás natural e pelas restrições logísticas no Estreito de Ormuz, rota estratégica para exportação de insumos.

O Brasil, que importa cerca de 85% dos fertilizantes que consome, segundo a Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA), sente o reflexo imediato. Parte relevante da ureia utilizada no País vem do Oriente Médio, o que amplia a exposição ao conflito e eleva o risco de novos aumentos no curto prazo.

O impacto ocorre justamente no momento de planejamento da safra 2026/27. Com custos mais altos, produtores começam a rever estratégias, postergar compras e buscar alternativas para reduzir o peso dos insumos no orçamento, especialmente em culturas como soja e milho, mais intensivas em fertilização.

Além da matéria-prima, o frete também entrou na equação. A tensão na região elevou o preço do petróleo e aumentou o custo do transporte marítimo, pressionando ainda mais o preço final dos fertilizantes no Brasil.

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Diante desse cenário, o governo federal discute medidas para amortecer o impacto. Entre as alternativas está a criação de um mecanismo de subvenção para fertilizantes dentro do Plano Safra 2026/27, com uso de crédito subsidiado para reduzir o custo ao produtor.

Outra frente envolve ações estruturais. O governo pretende ampliar a produção nacional por meio do Plano Nacional de Fertilizantes e de linhas de financiamento via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), na tentativa de reduzir a dependência externa, considerada um dos principais gargalos do setor.

Do lado produtivo, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) tem pressionado por medidas emergenciais, como a redução de custos logísticos e tributários, incluindo pedidos de isenção do Adicional de Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM), taxa cobrada sobre o transporte marítimo, que encarece a importação de fertilizantes.

Na prática, a combinação de alta dos insumos, frete mais caro e incerteza geopolítica cria um ambiente de maior risco para o produtor. A definição dos custos da próxima safra deve ocorrer sob volatilidade elevada, com impacto direto sobre margem e decisão de plantio.

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Fonte: Pensar Agro

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