MATO GROSSO

Arena Pantanal bate recorde histórico de público: Natal Abençoado recebeu 44 mil visitantes neste sábado (23)

A Arena Pantanal recebeu, neste sábado (23.12), o maior público de sua história: 44.056 pessoas estiveram no local para conhecer o Natal Abençoado do SER Família.

O número de visitantes bateu recorde de público de todos os eventos realizados na Arena Pantanal, mesmo os jogos da Copa do Mundo de 2014, em que em média 40 mil pessoas foram a cada um dos jogos. O maior público registrado na Arena tinha sido o jogo entre Cuiabá e Operário, pela Série C, em 2018, quando 41,3 mil pessoas foram ao estádio.

Desde o dia 15 de dezembro, o Natal Abençoado já recebeu 197,6 mil visitantes. Idealizado pela primeira-dama Virginia Mendes, o evento ficará aberto para visitação até o dia 30 de dezembro.

“O Natal Abençoado foi pensado e planejado com muito carinho para que as famílias pudessem se reunir nesse momento tão especial. E ver esse lugar assim, lotado de pessoas, batendo o recorde histórico de público na Arena Pantanal, é emocionante pra mim”, disse a primeira-dama.

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O local pode ser visitado das 18h às 22h, exceto neste domingo e segunda-feira (24 e 25.12), quando ficará fechado ao público por conta das comemorações de Natal.

O local dispõe de cenários decorados em um espaço de 5 mil metros quadrados, além de praça de alimentação e parquinho de diversões para as crianças.

Entre os cenários temáticos, a Casa do Papai Noel com neve artificial é uma das principais atrações.

“Estou encantada e sem palavras para expressar o quanto achei esse lugar lindo. Eu e minha família viemos do interior para passar o Natal em Cuiabá, e fizemos questão de vir aqui na Arena para visitar o Natal Abençoado”, afirmou Érica Soares, moradora de Nortelândia.

A segurança do local é garantida por equipes da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros, além do monitoramento em tempo real com câmeras de segurança pelo Centro Integrado de Operações e Segurança Pública (Ciosp).

A entrada é gratuita, mas a organização está arrecadando fraldas, chocolates e leite em pó para doação.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Café garante renda e recomeço para família de Castanheira

O café é considerado a segunda bebida mais consumida no mundo, atrás apenas da água, e, em Mato Grosso, a produção tem se consolidado como uma importante alternativa de renda para agricultores familiares. Com variedades já validadas para os solos das regiões Norte e Noroeste, onde se concentram os maiores produtores, o cenário é promissor. O avanço é resultado de investimentos do Governo do Estado com R$ 3,1 milhões em equipamento, máquinas, veículos e insumos, também investe em pesquisa por meio da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer).

O fortalecimento da cadeia produtiva também abre perspectivas para a expansão da cafeicultura em outras regiões do estado, como o Araguaia, que apresenta potencial para o desenvolvimento da atividade.

Para a secretária Andreia Fujioka, o avanço da cafeicultura no estado reflete uma estratégia de desenvolvimento rural baseada na valorização da produção familiar e na incorporação de conhecimento técnico ao campo. Segundo ele, quando o produtor tem acesso a estrutura, pesquisa, assistência e tecnologia, o resultado vai além do aumento de produção, alcançando estabilidade econômica e permanência das famílias no meio rural.

“O fortalecimento da cafeicultura em Mato Grosso mostra que, é possível gerar renda, oportunidades e garantir dignidade para as famílias no campo”, destacou.

No município de Castanheira, o pequeno produtor Osvaldo Roberto Gomes e sua esposa, Zeni Pereira Gomes, são exemplo de superação e transformação no campo. Há cinco anos, o casal decidiu migrar de outra cadeia de produção alimentar para investir no cultivo de café, motivado pela orientação técnica da Empaer.

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A mudança exigiu adaptação. No início, as dificuldades com o novo sistema de plantio foram um desafio. Com o tempo, porém, o aprendizado e o acompanhamento técnico deram resultado. Hoje, a propriedade conta com mais de oito mil pés de café, conduzidos com manejo adequado e foco na qualidade.

“Comercializamos nossa produção na feira de Juína. Optar pelo café foi uma boa alternativa de renda. Aqui, podemos contar com a assistência técnica da Empaer e com a Seaf. No começo, tivemos um pouco de dificuldade, porque o sistema de plantio é diferente, mas depois pegamos o jeito. Aqui sou eu e minha esposa, com mais de oito mil pés de café”, contou Osvaldo.

A produção, inicialmente modesta, começou de forma artesanal. Zeni relembra que, na primeira colheita, o casal optou por torrar o próprio café e vender diretamente ao consumidor.

“Na primeira colheita, não vendemos para terceiros; nós mesmos torramos. Comecei a ir à feira vendendo para uma ou outra pessoa em Juína; todo mundo conhece a gente lá. Se não fosse o café, a gente não estaria mais aqui, porque atravessamos uma época difícil”, contou.

O trabalho de pesquisa e assistência técnica foi fundamental para consolidar o sucesso da produção. A engenheira agrônoma e pesquisadora da Empaer, dra. Danielle Muller, destacou que o caso da família representa a essência da agricultura familiar.

“Nós vimos que o seu Osvaldo e a esposa representam a agricultura familiar raiz: plantam, colhem, beneficiam e levam o café para vender na feira. Durante cinco anos, nos dedicamos a pesquisar as variedades de clones de robusta amazônico para identificar quais são ideais para o solo mato-grossense. Hoje, temos materiais validados para as nossas condições, o que fortalece ainda mais a atividade no estado”, explica.

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Segundo a pesquisadora, a lavoura do produtor é um exemplo de boa condução técnica, com sistema de irrigação implantado, espaçamento adequado e uso de clones produtivos e com qualidade de bebida.

“O café do seu Osvaldo está bem conduzido. Ele já utiliza clones como o 25 e o 03, que apresentam boa produtividade e qualidade. Esse é o caminho para consolidar a cafeicultura no estado”, completa.

Equipe de pesquisadores da Empaer-MT.

Para o extensionista rural da Empaer, Thiago Evandro Marim, que acompanha a propriedade há anos, o café representa mais do que uma alternativa econômica. “O café, para mim, representa muito mais do que esperança: representa realidade. Esse casal é um exemplo claro disso. Eles migraram de outra cadeia e hoje têm 100% da renda proveniente do café. É uma cultura viável para a agricultura familiar, com alta produtividade, que exige pouca área e tem grande potencial de crescimento. Além disso, contribui para manter as famílias no campo, evitando a evasão para a cidade”, afirma.

Entre desafios e conquistas, Osvaldo e Zeni encontraram no café não apenas uma fonte de renda, mas um novo projeto de vida. Mais do que esperança, a cafeicultura se tornou realidade e abriu novas perspectivas para o futuro da família, um retrato fiel do potencial que cresce no campo mato-grossense.

Fonte: Governo MT – MT

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