TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Comarca de Alto Taquari homenageia juíza vítima de feminicídio

O prédio do Fórum da Comarca de Alto Taquari (509 km de Cuiabá) já era nomeado em homenagem à juíza Glauciane Chaves de Melo, mas ganhou no dia 20 de novembro, o letreiro em sua fachada. A ação fez parte da campanha “21 Dias de Ativismo Pelo Fim da Violência contra a Mulher”, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e desenvolvida em Mato Grosso, pelo Poder Judiciário em todas as comarcas. Além disso, a unidade jurisdicional realizou um mutirão, a fim de dar celeridade ao julgamento de processos envolvendo violência doméstica, e a elaboração de projetos e o fortalecimento de vínculos com projetos sociais municipais já existentes, como o Projeto de Tênis Juíza Glauciane Chaves de Melo, que atende crianças da rede municipal de ensino.
 
A magistrada homenageada, vítima de feminicídio, foi morta a tiros pelo ex-marido, dentro de seu gabinete no Fórum de Alto Taquari, em junho de 2013. O projeto social leva seu nome porque foi criado por ela e estava em fase de implantação quando foi assassinada.
 
Foi a juíza Marina Dantas Pereira que percebeu, que apesar de o prédio ter o nome da juíza Glauciane, não havia nenhuma identificação no prédio e propôs a instalação do letreiro. “O Fórum está com o nome da dra. Glauciane Chaves de Melo exposto, grande, para que todos saibam e não esqueçam o que aconteceu. E que a gente não deixe isso passar, que não tenha sido em vão. A violência doméstica é muito estrutural e muito institucional também. Ela não chega ao nível de agressão física tão rapidamente. Existem vários níveis de violência antes e elas acontecem de várias formas como na forma de violência psicológica, moral, sexual”.
 
A cerimônia para inaugurar o letreiro na fachada do Fórum foi prestigiada pelo procurador da prefeitura de Alto Taquari, Tiago Agricio Lizaldo Fagundes, o advogado Edson Roberto Castanho, representante da OAB-MT, pela presidente da Câmara de Vereadores, Márcia Antônia Buscariol e todos os servidores da Comarca.
 
#Paratodosverem – Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Foto 1: a imagem em plano aberto mostra a fachada verde claro do Fórum de Alto Taquari com o letreiro em metal onde se lê Fórum Juíza Glauciane Chaves de Melo. Todos os servidores do fórum estão posando para a foto, perfilados em pé, sorrindo para a câmera.
 
Marcia Marafon
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Jaqueline Cherulli é destaque na 47ª edição do Por Dentro da Magistratura

Vai ao ar na próxima sexta-feira (15 de maio) a 47ª edição do programa Por Dentro da Magistratura, com uma inédita entrevista com a juíza Eulice Jaqueline da Costa Silva Cherulli, titular do Gabinete 4 da Primeira Turma Recursal do Poder Judiciário de Mato Grosso e presidente da Associação Mato-grossense de Magistrados (Amam) no biênio 2025/2026.

Com quase 28 anos de magistratura, sua trajetória é marcada pela defesa da humanização do direito, com destaque para a atuação na prevenção da violência doméstica e na promoção de soluções consensuais em conflitos familiares.

“O direito é vivo. Embora lá no começo do curso a gente ache que tenha voltado na linha do tempo, que a gente vai aprender lá na fonte, mas é vivo e está sempre num movimento que busca alcançar a realidade. Isso me encanta, porque o que está acontecendo aqui nós vamos ter que encontrar no direito porque eu tenho obrigação de entregar o que é buscado, o que a parte vem buscar, mas de forma que atenda a necessidade atual”, destaca a magistrada em trecho da entrevista.

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Além de sua atuação na magistratura, a juíza possui sólida formação acadêmica. Graduada pela Faculdade de Direito Rio-pretense e pós-graduada em Constelações Aplicadas ao Direito Sistêmico, Jaqueline possui MBA da Fundação Getúlio Vargas, é mestre em Filosofia e doutoranda em Filosofia pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos). Ela também integra a Subcoordenadoria da Justiça Estadual – Região Centro-Oeste da Associação dos Magistrados Brasileiros, assim como a Comissão de Prevenção e Enfrentamento dos Assédios Moral, Sexual e da Discriminação e o Comitê de Equidade de Gênero, ambos do TJMT.

“Eu não vejo um magistrado que ele não tenha uma vertente social no que ele faz, por que a magistratura cuida do quê? Da vida. É o bem maior que nós cuidamos. Não tem como a gente cuidar da vida se a gente ficar engessado num gabinete. Eu tenho que entendê-la, os desafios das pessoas, a luta pela vida, o que se faz hoje para viver, para garantir sustento, enfim, é estar no mundo! Mas dentro do que é a regra de vida e atuação do juiz.”

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Assista neste link à chamada do programa.

Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.

Autor: Lígia Saito

Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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