POLÍTICA MT
Documentário resgata história de Cuiabá por meio de seus imóveis
No Dia Nacional do Patrimônio Histórico, comemorado em 17 de agosto, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) lançou o documentário “Casarões Cuiabanos – Identidade, Amor e História”. Um filme contado a partir da narrativa de quem vive e mantém vivo o centro da capital mato-grossense com intuito de sensibilizar e resgatar na população a identidade com sua própria história. A produção da TV Assembleia foi concebida a partir de uma provação do Movimento Muxirum Cuiabano, iniciativa que há 40 anos difunde a cultura e o orgulho cuiabano entre seu povo.
Com o material pronto, o documentário agora vai ocupar lugares para dar luz ao que sobrou dos imóveis do Centro Histórico de Cuiabá e assim buscar parcerias e políticas públicas para viabilizar o resgate das casas que atualmente se encontram abandonadas. O presidente do Movimento Muxirum Cuiabano, o advogado e professor Ernane Calhao, afirmou que o Dia Nacional do Patrimônio Histórico de 2023 será marcado como um dia de reflexão, um dia para analisar o que se perdeu e, principalmente, o que ainda está presente.
“O que se perdeu, não tem mais volta. Temos que dar luz ao que sobrou. O cotidiano tem uma dinâmica que não nos permite olhar para as raízes e a instituição de patrimônios históricos, culturais surgem justamente para criar o sentimento de nação, de identidade”, destacou Calhao.
A professora aposentada da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) Ludmila Brandão comprou e recuperou um imóvel na região central da capital para abrigar seu ateliê, num movimento de resgate da própria história. Para a professora, nem todos têm essa oportunidade de recuperar um imóvel e por isso as políticas públicas são tão importantes para recuperar os locais e atrair as pessoas.
Foto: Marcos Lopes
“As cidades contemporâneas são todas muito semelhantes entre si. O que torna uma cidade diferente, a singularidade dela está justamente em seu passado. Um centro histórico de uma cidade pode até ser parecido com o de outra cidade, mas eles são únicos, assim como o de Cuiabá, e por isso ele precisa ser cuidado”, defendeu Ludmila Brandão.
O superintendente da TV Assembleia, Jaime Figueiredo, destacou que o documentário “Casarões Cuiabanos” nasceu neste dia 17 para ganhar vida e ocupar espaços em outras emissoras, na internet, nas escolas para divulgar a história da cidade e a importância de cuidar do patrimônio.
Para Anderson Sartori, servidor da TV Assembleia que atuou como diretor, produtor e editor do documentário, afirma que o material foi construído para contar parte da história de Cuiabá, do coração da capital. “O documentário tem o objetivo de causar mobilização social para gerar impacto e provocar mudanças no Centro Histórico. Para isso, utilizamos depoimentos das pessoas que estão lá, que sobreviveram a todo processo migratório que ocupou a cidade e mudou o cenário arquitetônico de Cuiabá”, explicou o produtor.
Para a secretária de Comunicação da ALMT, Rosimeire Felfili, desde que o projeto surgiu, a Secom abraçou como uma forma de ajudar a resgatar a história de Mato Grosso. “Este é o primeiro trabalho, vamos encampar um trabalho para levantar o centro de Cuiabá”.
O documentário já está disponível no YouTube da TV Assembleia, com e sem audiodescrição, e será exibido na TV Assembleia no próximo sábado (19), no canal 30.1 da TV Assembleia.
Uma luta política – Quando os deputados começaram a ser procurados por representantes do Muxirum Cuiabano, os integrantes do movimento se surpreenderam com a receptividade do Parlamento mato-grossense. De cara, a Mesa Diretora abraçou a ideia e decidiu apoiar este movimento de resgate da história da capital.
O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Eduardo Botelho (União), destacou que é função da TV pública e do Parlamento estadual atuar em prol de políticas de fortalecimento da história do estado e que este documentário vem justamente para isso. “Esse projeto foi idealizado pelos deputados para dar início à recuperação do Centro Histórico, para incentivar esse trabalho de resgate e, acima de tudo, registrar e perpetuar a história de Mato Grosso”.
A deputada Janaina Riva (MDB), vice-presidente da ALMT, afirmou que este documentário é uma manifestação de respeito à população mato-grossense. “A Assembleia quer resgatar a memória da cuiabania, das famílias que ali vivem e viveram e, claro, dar continuidade com o resgate físico do Centro Histórico”.
“Os sítios históricos, esse patrimônio material, é a testemunha viva de tantos séculos de existência de uma civilização aqui na América do Sul. Essa memória tem que ser mantida, resgatada e repassada aos nossos descendentes”, declarou o deputado estadual e historiador Wilson Santos (PSD).
O deputado Júlio Campos, filho de “Seo Fiote” e Dona Amália”, que foram proprietários de imóvel na região central da capital, defendeu uma atuação conjunta de poderes para frear a destruição dos imóveis históricos. “Nossa Cuiabá está sendo deformada pela modernização da cidade. Perdemos muito do patrimônio histórico de Mato Grosso e, se não reagirmos logo, ficaremos sem nada do passado dessa bela cidade”.
O Movimento Muxirum Cuiabano elaborou uma carta de compromisso que deverá ser entregue aos futuros candidatos a prefeito de Cuiabá como forma de buscar apoio nesse trabalho conjunto de restauração e de valorização do Centro Histórico da cidade.
Fonte: ALMT – MT
POLÍTICA MT
Botelho cobra apuração sobre denúncias de despejo irregular de esgoto no rio Araguaia
O presidente da Comissão de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Recursos Minerais da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Eduardo Botelho (MDB), apresentou durante a sessão ordinária desta quarta-feira (10) o Requerimento nº 396/2026, solicitando informações à Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) e ao Ministério Público Federal em Mato Grosso (MPF) sobre denúncias de suposto despejo irregular de esgoto no rio Araguaia, em Barra do Garças.
A iniciativa foi motivada por denúncias apresentadas pelo vereador José Gota (MDB), que relatou possíveis irregularidades no sistema de tratamento e descarte de esgoto do município, com impactos diretos sobre o Rio Araguaia, considerado uma das principais riquezas naturais da região e importante patrimônio ambiental do país.
Durante pronunciamento na tribuna, Botelho destacou a gravidade da situação e anunciou que a Comissão de Meio Ambiente irá acompanhar o caso de perto.
“Recebi aqui na Assembleia Legislativa uma denúncia grave trazida pelo vereador Zé Gota, de Barra do Garças, relatando o descaso que está acontecendo com o Rio Garças e o Rio Araguaia, com esgoto sendo lançado diretamente no rio. É uma situação realmente absurda. Vamos levar essa discussão para a Comissão de Meio Ambiente, realizar uma visita técnica ao município para verificar a situação in loco e encaminhar requerimentos ao Ministério Público Federal, ao Ministério Público Estadual e à Sema, cobrando providências”, afirmou o parlamentar.
O deputado também lembrou sua ligação com o município e ressaltou a importância da preservação dos recursos naturais da região.
“Morei em Barra do Garças e conheço a riqueza daquele lugar. As águas, as praias e toda a beleza natural precisam ser preservadas. Temos o dever de conservar esse patrimônio para as futuras gerações”, acrescentou.
Segundo o vereador José Gota, as denúncias envolvem o suposto lançamento de esgoto nas proximidades da Praia do Bosque e da região do Porto do Baé, um dos principais pontos turísticos da cidade. Ele afirma que a situação vem sendo denunciada há anos e que há relatos de forte odor, alteração na qualidade da água e impactos à fauna aquática.
“O rio Araguaia é patrimônio de todos nós. O que está acontecendo não afeta apenas Barra do Garças, mas um dos mais importantes rios do Brasil. Precisamos de uma fiscalização rigorosa e de respostas dos órgãos competentes”, declarou o vereador.
No requerimento, Botelho solicita que a Sema informe se há registros de denúncias nos últimos cinco anos, fiscalizações realizadas, resultados de monitoramento da qualidade da água, eventuais autuações e medidas adotadas para corrigir possíveis irregularidades. O documento também questiona o Ministério Público Federal sobre a existência de procedimentos investigatórios, ações judiciais ou medidas em andamento relacionadas ao caso.
O parlamentar informou que a Comissão de Meio Ambiente da ALMT deverá realizar uma visita técnica ao município nas próximas semanas para acompanhar de perto a situação e contribuir com os órgãos responsáveis na apuração dos fatos.
Fonte: ALMT – MT
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