TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Grupo de Fiscalização do Sistema Carcerário visita Cadeia Pública de Diamantino

Na última terça-feira (08), o Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo de Mato Grosso (GMF-MT) inspecionou a Cadeia Pública do Município de Diamantino. A visita faz parte de um cronograma mensal do GMF que atende a Resolução nº 47 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
 
Durante o dia, a equipe liderada pelo juiz da comarca Raul Leite, vistoriou todas as instalações da cadeia e conversou com cerca de 70 pessoas privadas de liberdade. O trabalho contínuo do Judiciário em parceria com a sociedade tem mostrado resultados efetivos nos índices de ressocialização.
 
“O que antes era um local de reclusão, agora se tornou um espaço de transformação. Durante nossa visita à Cadeia Pública de Diamantino testemunhamos uma jornada incrível de mudança. Com a colaboração da comunidade e do Judiciário, o local se transformou em uma área repleta de oportunidades”, disse o magistrado.
 
De acordo com o juiz Raul Leite, após o termo de intermediação de mão-de-obra remunerada de recuperandos do sistema carcerário ser firmado com a prefeitura, em junho deste ano, 15% dos apenados estão envolvidos em atividades produtivas que beneficiam à sociedade, enquanto outros 25% participam de cursos de capacitação. O emprego e a remuneração trouxeram novas perspectivas aos apenados e suas famílias, proporcionando outras realidades para recomeçar as suas vidas após o cumprimento das penas.
 
“O trabalho não traz apenas dignidade, mas também reduz a incidência criminal. Além disso, a capacitação também é um agente transformador da realidade dessas pessoas, a busca pelo conhecimento não abre somente as portas para futuras oportunidades, mas também evidencia a transformação interna que está ocorrendo em cada um”, ressaltou o juiz.
 
Também esteve presente na inspeção o juiz Luis Felipe Lara de Souza, da 1ª Vara Criminal da comarca de São José do Rio Claro. O seu comparecimento à inspeção se deve ao fato dos recuperandos da cidade serem encaminhados para Diamantino para cumprimento da execução da pena e, por isso, foi necessário fazer um levantamento das particularidades que envolvem os dois municípios.
 
Laura Meireles
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 
 
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Justiça em Ação leva serviços dos bombeiros e das forças policiais à população de Salto da Alegria

Em meio a diversos parceiros da Justiça Comunitária do Poder Judiciário de Mato Grosso, no mutirão Justiça em Ação realizado no distrito de Salto da Alegria (200km de Paranatinga), nesta quarta e quinta-feira (6 e 7), as forças de segurança do Estado se fazem presente, proporcionando diversos serviços à população.

Quem visita o estande do Corpo de Bombeiros Militar pode conhecer e até mesmo experimentar os equipamentos de proteção individual (EPIs) utilizados em situações de combate a incêndios florestais e residenciais, bem como resgates terrestres e os equipamentos utilizados nos atendimentos pré-hospitalares (APH).

“Estamos mostrando um pouco das áreas em que atuamos para o pessoal ver, principalmente agora que vamos inaugurar o nosso quartel na cidade de Paranatinga”, informa o soldado bombeiro Fernando Almeida, do 11º Núcleo de Bombeiro Militar.

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A comerciante e moradora de Salto da Alegria, Rosane Fátima Della Justina, foi conhecer o mutirão e passou pela experiência de vestir o EPI de combate a incêndio, que pesa em torno de oito quilos. “Achei muito pesado. Experimentei o que o bombeiro passa no trabalho dele. Além disso, tem o fogo, a dificuldade do local, ramos, cipó, calor. Mas aí a gente vê que cada um nasce com o dom de ser alguma coisa”, afirma.

Rosane avalia que o mutirão veio atender à necessidade real das pessoas que vivem na região. “Aqui tudo é longe. Toda vez que você vai pra Paranatinga ou pra qualquer outra cidade, todo mundo vai não só pra fazer o documento, mas vai no médico, vai pra fazer compra, vai pra resolver vários assuntos. Já aconteceu de eu ir pra Paranatinga e chegar lá não me atenderem porque não tinha agendamento. A gente do interior sofre muita dificuldade pra sair de casa, a estrada não é fácil. Então, foi maravilhoso e muito bom esse atendimento aqui”, elogia.

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A Polícia Civil de Paranatinga também está presente no mutirão, prestando serviços de confecção de boletim de ocorrência, orientações referentes à Lei Maria da Penha e pessoas desaparecidas, consultas a trâmites criminais, entre outros. Para o investigador de polícia Michel Salazar, a parceria com o projeto Justiça em Ação é muito importante por atender pessoas que, por conta da dificuldade de locomoção até Paranatinga, não conseguem acesso aos órgãos públicos. “São praticamente 200 quilômetros, com estrada ruim, de chão. Então, o Judiciário, junto com as outras instituições, poder vir até a sociedade contribui e facilita muito para quem vive em locais isolados”, afirma.

Promovendo a conscientização sobre a importância de respeitar a fauna e toda a natureza, o Batalhão de Polícia Militar de Proteção Ambiental de Várzea Grande apresenta à população de Salto da Alegria uma exposição de animais taxidermizados, que chama a atenção de todos que passam pelo local, como o estudante Éderson Barroso Júnior, 12, que sonha em ser biólogo. “Quero estudar sobre os animais e nunca tinha visto uma exposição dessa. É importante porque senão os animais entram em extinção”, diz o menino, que estuda na Escola Municipal do Campo Euzébio de Queiroz, onde ocorre o mutirão Justiça em Ação, nesta quarta e quinta-feira (6 e 7). “Muito legal! Nunca teve isso aqui na escola”, afirma.

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De acordo com o subtenente PM Medeiros, a parceria com a Justiça Comunitária tem contribuído com a missão da Polícia Ambiental. “O Batalhão Ambiental é parceiro desse excelente trabalho que vem sendo praticado há quase 20 anos, e é importante para nós divulgarmos o trabalho desenvolvido pelo Batalhão Ambiental, que atua em diversas frentes, tanto da repressão, que é o combate ao desmatamento, queimadas, garimpos, pesca ilegal, empreendimentos potencialmente poluidores, e a educação ambiental. Nós reprimimos e também educamos”, afirma.

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Autor: Celly Silva

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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