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Combate ao trabalho infantil é tema da programação do mês de junho da Assistência Social de Cuiabá

De forma lúdica e interativa, os alunos do 4º ano do Ensino Fundamental da Escola Municipal de Educação Básica (EMEB) Osmar José Do Carmo Cabral receberam informações sobre as formas mais comuns do trabalho infantil. A palestra foi ministrada na tarde desta quarta-feira (12) por assistentes sociais e uma psicóloga dos Centro de Referência de Assistência Social do Osmar Cabral, Centro de Referência Especializado em Assistência Social e da sede da Assistência Social.

Através de cartazes e jogos de quebra-cabeça, o público, com idades entre nove e dez anos, aprendeu sobre quais atividades são seguras e quais são proibidas. Além disso, é importante ressaltar que o trabalho infantil é crime. Exemplos do dia a dia, como ajudar em casa com tarefas simples, como arrumar a cama ou lavar a louça, são atividades que contribuem para o bem-estar de toda a família.

No mesmo dia, foram realizadas atividades nas unidades dos Centros de Referência de Assistência Social (Cras) Jardim Araçá, Pedra 90 e Tijucal, a partir das 14h. No Centro de Convivência dos Idosos (CCI) João Guerreiro, a ação foi realizada no formato virtual, através de um grupo de WhatsApp criado durante a pandemia. As modalidades escolhidas foram rodas de conversa e exibição de vídeos, a fim de sensibilizar o maior número possível de pessoas sobre a luta contra o trabalho infantil.

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É importante ressaltar que o trabalho infantil é toda atividade que gera perigo, é insegura e pode resultar em problemas para as crianças. Essa prática se configura em qualquer ação, com ou sem finalidade de lucro, remunerada ou não, realizada por crianças e adolescentes com idade inferior a 16 (dezesseis) anos. Exceto na condição de menor aprendiz, a partir dos 14 (quatorze) anos, independente de sua ocupação.

“É muito triste. É muito covarde cortar infâncias pela metade tão cedo. Esse foi o tema escolhido para esta ação. As equipes dos Cras, Creas e da sede da Secretaria de Assistência Social estarão percorrendo as unidades de Cras e escolas durante o mês de junho, com o objetivo de sensibilizar e capacitar as crianças e adolescentes para que se tornem multiplicadores da ideia de que o lugar das crianças é na escola”, afirmou Hellen Ferreira, secretária municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e da Pessoa com Deficiência.

A programação continua nesta quarta-feira (14), com uma atividade no Cras Pedra 90, a partir das 9h. Será realizado um encontro com os assistidos pelo Programa de Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculo, com exibição de vídeos e exposição de um painel informativo.

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No dia 16 (sexta-feira), nos dois períodos, manhã (das 8h às 11h) e tarde (13h às 16h), na unidade do Cras Tijucal, será trabalhada a confecção de pipas, enfatizando que o lugar das crianças é na escola e soltando pipas, não no trabalho.

Para a próxima semana, na sexta-feira (23), no Cras Jardim União, às 14h, serão realizadas várias atividades, incluindo roda de conversa, orientações sobre elaboração de currículos, informações sobre o programa Jovem Aprendiz e sites oficiais de cadastro, dinâmicas em grupo, entre outros. O objetivo é compartilhar informações sobre a temática contra o trabalho infantil, visando dialogar sobre a importância da participação nas redes de proteção.

“A sensibilização de toda a sociedade em prol da eliminação do trabalho infantil é muito importante para o combate efetivo. É necessário que todos tenham conhecimento das graves consequências geradas à saúde das crianças e adolescentes pelo trabalho precoce. Portanto, campanhas como essa, que sensibilizam o público local, são de grande valia”, concluiu a secretária.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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CUIABÁ

Assistência Social leva conscientização sobre trabalho infantil à Feira do Osmar Cabral

Uma equipe da Secretaria Municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão realizou ação de conscientização sobre os prejuízos do trabalho infantil na Feira do bairro Osmar Cabral, em Cuiabá. A iniciativa integrou as atividades do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI) e teve como foco orientar feirantes, consumidores e trabalhadores sobre os impactos da exploração do trabalho infantil e os canais disponíveis para denúncia, na noite de quinta feira (18).

Durante a mobilização, servidores distribuíram folders informativos, apresentaram banners educativos e conversaram com o público sobre os riscos que o trabalho precoce representa para o desenvolvimento de crianças e adolescentes. Entre os principais temas abordados estiveram a evasão escolar, os prejuízos físicos e emocionais, além da perpetuação de ciclos de vulnerabilidade social.

De acordo com a legislação brasileira, o trabalho é proibido para menores de 16 anos, exceto na condição de aprendiz, a partir dos 14 anos, seguindo regras específicas de proteção. A ação destacou que o combate ao trabalho infantil não significa ser contra o trabalho, mas contra situações de exploração que comprometem direitos fundamentais, como educação, lazer, convivência familiar e desenvolvimento saudável.

A secretária municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão, Hélida Vilela, ressaltou a importância de ampliar o debate junto à população.

“O enfrentamento ao trabalho infantil passa pela informação e pela conscientização. Muitas vezes, práticas que parecem naturais acabam privando crianças de direitos essenciais, como estudar, brincar e se desenvolver plenamente. Nosso objetivo é fortalecer essa reflexão junto à comunidade e incentivar a proteção integral de crianças e adolescentes”, afirmou.

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A ação também abriu espaço para o diálogo com a população sobre um tema que costuma gerar diferentes opiniões. Entre os feirantes, houve consenso sobre a necessidade de combater situações de exploração, embora alguns tenham defendido a distinção entre o trabalho infantil e a participação eventual dos filhos nas atividades familiares.

O comerciante Mauro Neves Sobrinho, que atua há dez anos na feira, avaliou que é importante diferenciar a ajuda prestada pelos filhos aos pais de situações de exploração. Para ele, jornadas excessivas, esforços incompatíveis com a idade e atividades que afastam a criança da escola representam formas prejudiciais de trabalho infantil.

Entre os consumidores, muitos relataram desconhecimento sobre os canais de denúncia. A profissional de marketing Isabelle Aquino considerou importante a presença da equipe da assistência social na feira para ampliar o acesso à informação.

“Muitas pessoas acabam normalizando situações de trabalho infantil ou não sabem que elas precisam ser denunciadas. Essas ações ajudam a conscientizar e esclarecer a população”, afirmou.

O psicólogo Jonias Pereira Nunes da Mota destacou que a informação é uma das principais ferramentas de prevenção. Segundo ele, a presença dos órgãos públicos em espaços de grande circulação contribui para esclarecer dúvidas e aproximar a população das políticas de proteção à infância.

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Já o trabalhador Nilson Fonseca Ferreira avaliou que campanhas educativas ajudam a orientar a sociedade sobre onde buscar ajuda e como agir diante de casos de exploração infantil. Para ele, a infância deve ser dedicada ao estudo, às brincadeiras e ao desenvolvimento pessoal.

A organizadora da feira, Patrícia Albuquerque, observou que o cenário mudou ao longo dos anos. Segundo ela, situações de trabalho infantil eram mais comuns no passado, mas atualmente a prática tem se tornado menos frequente graças à conscientização da sociedade. Ainda assim, considera importante manter ações educativas e de orientação.

O material distribuído durante a mobilização reforçou que o trabalho infantil pode expor crianças e adolescentes à violência, acidentes, exploração sexual, abandono escolar e outras situações que comprometem seu futuro. O folder também destacou que atividades realizadas nas ruas, como vendas ambulantes, pedidos de esmola e apresentações em semáforos, estão entre as piores formas de trabalho infantil previstas pela legislação.

Ao levar a discussão para um dos espaços mais movimentados da comunidade, a ação buscou ampliar o conhecimento da população sobre o tema e fortalecer a rede de proteção à infância, incentivando a denúncia de situações de exploração e a garantia dos direitos de crianças e adolescentes.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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