MATO GROSSO
Desenvolve MT apresenta linhas de crédito de turismo na FIT Pantanal 2023
O empreendedor do turismo que tiver interesse em fomentar o seu negócio terá um atendimento exclusivo, das 14h às 22h. A equipe da Desenvolve MT estará no espaço de comercialização de produtos e serviços turísticos com um stand de atendimento.
No espaço será apresentado e divulgado as linhas de crédito de turismo, voltada para o fomento e desenvolvimento do setor, uma grande oportunidade aos municípios para conhecerem a agência, seus produtos e linhas de crédito, fomentando o empreendedorismo local.
Dessa vez em formato de feira, celebrando 30 anos o evento terá uma programação diversificada, com o objetivo de promover, divulgar e fomentar os produtos turísticos do estado em nível nacional e internacional.
Com diversas atividades ligadas à aldeia do conhecimento, durante todo o dia será ofertado mais de 50 oportunidades de treinamentos, painéis e palestras totalmente gratuitas.
O evento é realizado pelo Sistema Fecomércio/Sesc/Senac/IPF-MT, por meio do Conselho Empresarial de Turismo e Hospitalidade (Cetur), e o Governo do Estado, que retoma o formato de feira, após cinco anos. A expectativa dos organizadores é atrair durante os quatro dias de evento, aproximadamente 100 mil pessoas.
Linha de Crédito
Micro e pequenos empresários, que atuam no trade turístico e estão registrados no Cadastro de Prestadores de Serviços Turísticos (Cadastur), do Ministério do Turismo, podem solicitar o crédito por meio da Desenvolve MT.
A linha de crédito Desenvolve Turismo possui quatro modalidades para investimentos ofertadas aos empreendedores, e podem ser aplicadas em projetos de obra civil, capital de giro, aquisição de máquinas, equipamentos e veículos utilitários. Os valores a serem financiados variam de R$ 300 mil a R$ 1 milhão de acordo com análise do crédito. Para o Microempreendedor Individual (MEI) o valor é de até R$20 mil.
Durante a pandemia da Covid-19, o Governo de Mato Grosso por meio da Desenvolve MT foi um forte instrumento de apoio para sobrevivência do trade de turismo em Mato Grosso.
Com supervisão de Livia Rabani.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis
Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.
A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.
Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.
A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.
“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.
Mais de uma década de pesquisas
A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.
Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.
Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.
Benefícios ambientais e econômicos
O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.
A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.
Reconhecimento científico
De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.
Fonte: Governo MT – MT
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