MATO GROSSO

Secretaria de Saúde de MT repassou R$ 39 milhões para Rondonópolis pagar a Santa Casa

A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) repassou R$ 39,6 milhões para a Prefeitura de Rondonópolis, entre janeiro de 2022 e março de 2023, pagar a Santa Casa do município, que realiza atendimentos de média e alta complexidade pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A informação foi reforçada pelo secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, durante reunião nesta segunda-feira (06.03) com a secretária municipal de Saúde de Rondonópolis, Izalba Oliveira, e com a diretoria da Santa Casa de Rondonópolis, representada pela presidente Tânia Balbinotti.

O recurso equivale a aproximadamente 90% do total enviado à prefeitura neste período e é relativo a serviços de saúde prestados pela Santa Casa em 2022, como procedimentos cardiológicos e atendimento em Unidade de Terapia Intensiva (UTI). O valor também contempla os recursos previstos pelo Fundo Estadual de Equilíbrio Fiscal (FEEF).

A Prefeitura de Rondonópolis ainda recebeu cerca de R$ 5 milhões exclusivamente para a manutenção de serviços de média e alta complexidade executados pelo próprio município.

“Todos os repasses relativos ao ano de 2022 e que eram de responsabilidade da SES foram devidamente efetivados. Isto é, seguimos adimplentes com Rondonópolis e com os outros 140 municípios de Mato Grosso”, avaliou o secretário. 

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Figueiredo ainda destacou que a reunião apontou determinados ruídos existentes na contratualização do serviço entre a prefeitura e a Santa Casa. “Cabe à prefeitura e à gestão da Santa Casa o alinhamento dessas questões pontuais, mas o compromisso estabelecido pela SES está cumprido”, concluiu.

Fonte: GOV MT

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MATO GROSSO

Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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