MATO GROSSO

Governo investiu R$ 10 milhões para incentivar municípios de MT na vacinação

O Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria Estadual de Saúde (SES-MT), já investiu cerca de R$ 10 milhões para incentivar os municípios no aumento da cobertura vacinal dos imunizantes contra a Covid-19, Influenza e outras doenças imunopreveníveis. O valor integra o programa Imuniza Mais MT, que prevê um aporte financeiro de R$ 65 milhões até 2023.

“O Imuniza Mais MT proporcionou melhoria da infraestrutura estadual e municipais com objetivo de potencializar ainda mais as ações de imunização em Mato Grosso. Até 2023, o foco é ampliar a cobertura vacinal de todas as vacinas incentivando os municípios por meio de premiações”, diz a secretária de Estado de Saúde, Kelluby de Oliveira.

O Imuniza Mais MT foi lançado em julho de 2021 e até novembro de 2022 já possibilitou melhorias estruturais avaliadas em R$ 5 milhões e premiações totalizadas em R$ 3,7 milhões entre a primeira e segunda etapa do programa. Nesse período, foi realizada também capacitações e disponibilizado para percorrer municípios de difícil acesso duas unidades móveis de vacinação avaliadas em R$ 1,2 milhão.

Premiações

Em novembro de 2021, na primeira etapa do programa, 15 municípios com melhor cobertura vacinal contra influenza e Covid-19 receberam um total de R$ 1,8 milhão. Foram premiadas as cidades de Planalto da Serra, Nova Brasilândia, Torixoréu, Cocalinho, Porto dos Gaúchos, Campos de Júlio, Nova Ubiratã, Paranaíta, Jaciara, Nova Xavantina, Poconé, Campo Verde, Rondonópolis, Lucas do Rio Verde e Primavera do Leste.

Em março de 2022, a SES premiou na segunda etapa, com o total de R$ 1,9 milhão, 13 municípios que alcançaram entre 90% a 100% de cobertura vacinal de 18 imunizantes. Na oportunidade, foram premiados os municípios de Santa Rita do Trivelato, Nova Brasilândia, Porto dos Gaúchos, Nova Ubiratã, Paranatinga, Jaciara, Lucas do Rio Verde, Planalto da Serra, Paranaíta, Ipiranga do Norte, Campo Verde, Nova Mutum e Itanhangá.

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Para a avaliação do desempenho e premiação, os municípios foram divididos em três grupos: com até 10 mil habitantes, de 10.001 a 30 mil habitantes e a partir de 30.001 habitantes. Todas as categorias poderiam ter até 3 vencedores por selo, desde que fosse atingida a meta. Eles concorreram dentro de cada grupo a categoria bronze, prata, ouro e diamante.

Melhorias estruturais

Entre as melhorias proporcionado está a ampliação da estrutura da Central de Imunobiológicos da SES, também conhecida como unidade central da Rede de Frio. No local, inaugurado em outubro de 2021, o Estado investiu cerca de R$ 5 milhões em reforma e modernização.

Foi adquirida ainda para a Central câmaras refrigeradas que possibilitou o aumento da capacidade de armazenamento de mil doses para 2,5 mil doses. A unidade é responsável pelo armazenamento de vacinas, imunoglobulinas específicas, soros antiveneno e insumos como seringas, agulhas, gelox e caixas térmicas para transporte.

Os Escritórios Regionais de Saúde também foram contemplados com recursos na ordem de e R$ 824 mil para melhoria da rede de frio das unidades.

Além disso, ainda com o recurso do programa Imuniza Mais MT, foi possível capacitar, em 2021, cerca de 600 pessoas de diversas cidades do Estado. Nos encontros virtuais e presenciais, foram realizadas atualizações sobre o contexto da pandemia e em vacina BCG, discussões sobre a Campanha Nacional de Multivacinação, a Campanha Nacional contra Influenza e debatidas as dificuldades e estratégicas da campanha contra Covid-19.

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O valor investido no Imuniza Mais MT permitiu compra de 50 câmaras refrigeradas e 30 freezers. Pela SES, *também está em processo de aquisição dois caminhões refrigerados e duas vans.*

Conforme o secretário Adjunto de Vigilância em Saúde, Juliano Melo, a estruturação do armazenamento das vacinadas no Estado, bem como o incentivo financeiro para os municípios, é importante para o fortalecimento da imunização da população. 

“Nosso objetivo é fortalecer os municípios, que são responsáveis pela estratégia de vacinação. Então, todo esse esforço se converge para o foco principal, que é vacinar a população contra as doenças imunopreveníveis, pois a imunização é imprescindível para a saúde coletiva e individual das pessoas”, concluiu Juliano. 

Unidade móvel de vacinação

Para auxiliar os municípios na vacinação da população e, consequentemente, no alcance das metas do programa Imuniza Mais MT, a SES disponibilizou às prefeituras uma unidade móvel de vacinação. De julho a novembro de 2022, o veículo percorreu 60 municípios do interior do estado e seus distritos. Nesse período, foram aplicadas mais de 36.680 vacinas e realizados 19.183 atendimentos.

A unidade móvel é um caminhão totalmente adaptado com sala de vacina, elevador para acessibilidade de cadeirante e rede de frio para acondicionamento da vacina e outros insumos. Para o funcionamento serviço, a SES disponibiliza o veículo e a equipe técnica; já os municípios fornecem alimentação aos profissionais, insumos, vacinador, mobiliza a população, além de equipe técnica.

O município interessado no serviço deve enviar a solicitação no e-mail da Superintendência de Vigilância em Saúde da SES pelo endereço eletrônico [email protected].

Fonte: GOV MT

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MATO GROSSO

Café garante renda e recomeço para família de Castanheira

O café é considerado a segunda bebida mais consumida no mundo, atrás apenas da água, e, em Mato Grosso, a produção tem se consolidado como uma importante alternativa de renda para agricultores familiares. Com variedades já validadas para os solos das regiões Norte e Noroeste, onde se concentram os maiores produtores, o cenário é promissor. O avanço é resultado de investimentos do Governo do Estado com R$ 3,1 milhões em equipamento, máquinas, veículos e insumos, também investe em pesquisa por meio da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer).

O fortalecimento da cadeia produtiva também abre perspectivas para a expansão da cafeicultura em outras regiões do estado, como o Araguaia, que apresenta potencial para o desenvolvimento da atividade.

Para a secretária Andreia Fujioka, o avanço da cafeicultura no estado reflete uma estratégia de desenvolvimento rural baseada na valorização da produção familiar e na incorporação de conhecimento técnico ao campo. Segundo ele, quando o produtor tem acesso a estrutura, pesquisa, assistência e tecnologia, o resultado vai além do aumento de produção, alcançando estabilidade econômica e permanência das famílias no meio rural.

“O fortalecimento da cafeicultura em Mato Grosso mostra que, é possível gerar renda, oportunidades e garantir dignidade para as famílias no campo”, destacou.

No município de Castanheira, o pequeno produtor Osvaldo Roberto Gomes e sua esposa, Zeni Pereira Gomes, são exemplo de superação e transformação no campo. Há cinco anos, o casal decidiu migrar de outra cadeia de produção alimentar para investir no cultivo de café, motivado pela orientação técnica da Empaer.

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A mudança exigiu adaptação. No início, as dificuldades com o novo sistema de plantio foram um desafio. Com o tempo, porém, o aprendizado e o acompanhamento técnico deram resultado. Hoje, a propriedade conta com mais de oito mil pés de café, conduzidos com manejo adequado e foco na qualidade.

“Comercializamos nossa produção na feira de Juína. Optar pelo café foi uma boa alternativa de renda. Aqui, podemos contar com a assistência técnica da Empaer e com a Seaf. No começo, tivemos um pouco de dificuldade, porque o sistema de plantio é diferente, mas depois pegamos o jeito. Aqui sou eu e minha esposa, com mais de oito mil pés de café”, contou Osvaldo.

A produção, inicialmente modesta, começou de forma artesanal. Zeni relembra que, na primeira colheita, o casal optou por torrar o próprio café e vender diretamente ao consumidor.

“Na primeira colheita, não vendemos para terceiros; nós mesmos torramos. Comecei a ir à feira vendendo para uma ou outra pessoa em Juína; todo mundo conhece a gente lá. Se não fosse o café, a gente não estaria mais aqui, porque atravessamos uma época difícil”, contou.

O trabalho de pesquisa e assistência técnica foi fundamental para consolidar o sucesso da produção. A engenheira agrônoma e pesquisadora da Empaer, dra. Danielle Muller, destacou que o caso da família representa a essência da agricultura familiar.

“Nós vimos que o seu Osvaldo e a esposa representam a agricultura familiar raiz: plantam, colhem, beneficiam e levam o café para vender na feira. Durante cinco anos, nos dedicamos a pesquisar as variedades de clones de robusta amazônico para identificar quais são ideais para o solo mato-grossense. Hoje, temos materiais validados para as nossas condições, o que fortalece ainda mais a atividade no estado”, explica.

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Segundo a pesquisadora, a lavoura do produtor é um exemplo de boa condução técnica, com sistema de irrigação implantado, espaçamento adequado e uso de clones produtivos e com qualidade de bebida.

“O café do seu Osvaldo está bem conduzido. Ele já utiliza clones como o 25 e o 03, que apresentam boa produtividade e qualidade. Esse é o caminho para consolidar a cafeicultura no estado”, completa.

Equipe de pesquisadores da Empaer-MT.

Para o extensionista rural da Empaer, Thiago Evandro Marim, que acompanha a propriedade há anos, o café representa mais do que uma alternativa econômica. “O café, para mim, representa muito mais do que esperança: representa realidade. Esse casal é um exemplo claro disso. Eles migraram de outra cadeia e hoje têm 100% da renda proveniente do café. É uma cultura viável para a agricultura familiar, com alta produtividade, que exige pouca área e tem grande potencial de crescimento. Além disso, contribui para manter as famílias no campo, evitando a evasão para a cidade”, afirma.

Entre desafios e conquistas, Osvaldo e Zeni encontraram no café não apenas uma fonte de renda, mas um novo projeto de vida. Mais do que esperança, a cafeicultura se tornou realidade e abriu novas perspectivas para o futuro da família, um retrato fiel do potencial que cresce no campo mato-grossense.

Fonte: Governo MT – MT

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