CUIABÁ
Secretaria de Habitação inicia conferência de dados de lotes do bairro Dom Aquino e equipe faz plantão em centro comunitário
Dando sequência aos trabalhos de regularização fundiária em Cuiabá, a Secretaria de Habitação e Regularização Fundiária, sob orientação do prefeito Emanuel Pinheiro, prepara a entrega de títulos fundiários de um dos bairros mais tradicionais, o Dom Aquino. O local já passou pelo processo de georreferenciamento, e teve início nesta segunda-feira (21), por meio de um plantão no Centro Comunitário do bairro, a conferência das medidas dos lotes juntamente com os moradores. O atendimento será realizado das 9h às 12h e das 14hb às 17h, pelos próximos trinta dias (podendo ser prorrogado).
“Faremos a finalização da confecção do partido urbanístico, que é a calçada, divisão de lotes e quadras. O processo é necessário para entrega dos títulos aos moradores e depende da colaboração da comunidade se apresentar no plantão para concluirmos isso. Os títulos garantem às famílias a propriedade de suas moradias trazendo, assim, segurança jurídica e a valorização do seu imóvel “, explicou o secretário de habitação Leonardo Leão.
Leão pediu ainda para que os moradores do bairro recebam os funcionários da Secretaria que estejam usando carros oficiais, uniformes e crachás. “É um bairro que precisa ser regularizado e já foi feito o georreferenciamento do perímetro. Precisamos desta colaboração para concluirmos o mapa e para isso, precisa ser feito o cadastro dos moradores indicando informações sobre a frente, lateral e fundo dos lotes deles”, comenta.
O secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano Sustentável (SMADESS), Renivaldo Nascimento, lembra que, atuando como vereador na Câmara Municipal de Cuiabá, articulou junto ao prefeito Emanuel Pinheiro, a regularização do Dom Aquino.
“Esse é mais um trabalho que se originou enquanto estava como vereador na Câmara de Cuiabá e prontamente o prefeito Emanuel, através da Pasta de Habitação, com o secretário Leonardo Leão, deu início aos trabalhos para regularizar a região de um dos bairros mais antigos da nossa cidade. A primeira etapa já foi feita, que é o georreferenciamento. E, agora, estamos em uma nova etapa onde é dos questionários sociais dos moradores que não possuem o título de propriedade. Esse trabalho em conjunto possibilitará que todos tenham as suas escrituras públicas. A gestão Emanuel Pinheiro tem compromisso e representante político do povo”, concluiu.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá MT
CUIABÁ
Prefeito suspende por decreto aprovação de lotes abaixo de 200 m² e medida vai parar na Justiça
Especialista em Direito Imobiliário e Diretor Jurídico do CRECI/MT, afirma que prefeito não pode suspender efeitos de lei municipal por ato do Executivo
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), publicou decreto suspendendo, por tempo indeterminado, a aprovação de novos projetos de loteamento e desmembramento que prevejam lotes com menos de 200 m² e frente inferior a 10 metros. A medida foi publicada no Diário Oficial do Município que circulou na quinta-feira (25) e já é alvo de uma Ação Declaratória de Inconstitucionalidade proposta pelo MDB, atendendo solicitação o Pré Candidato a Deputado Federal, CLAUDECIR CONTTREIRA.
O Decreto nº 12.169/2026 determina que a Prefeitura deixe de analisar, emitir diretrizes e aprovar projetos que não atendam aos novos parâmetros até que entre em vigor uma nova legislação urbanística municipal. Na prática, ficam suspensas aprovações que hoje são permitidas pela Lei Complementar nº 389/2015, que estabelece área mínima de 180 m² para os lotes.
Embora o decreto afirme que a lei continua em vigor e que a suspensão tem caráter temporário, a medida impede a aplicação prática da legislação vigente aos processos em andamento e aos novos pedidos protocolados no município.
A constitucionalidade do decreto é contestada pelo advogado especialista em Direito Imobiliário e Direito Condominial, Miguel Zaim. Segundo ele, o prefeito não pode, por decreto, restringir a eficácia de uma norma aprovada pelo Poder Legislativo.
“À primeira vista, eu vejo que esse decreto é inconstitucional. O prefeito não pode legislar por decreto ou suspender a eficácia de uma norma que está em vigor. Para alterar essa regra é necessária outra lei, debatida e aprovada pela Câmara Municipal”, afirmou.
Na avaliação do especialista, a administração municipal extrapolou sua competência administrativa ao editar um ato que, na prática, modifica a aplicação da legislação urbanística.
“O prefeito é chefe do Poder Executivo e exerce função administrativa. Se pretende alterar os parâmetros definidos em lei, deve encaminhar um projeto ao Legislativo. Não pode retirar a eficácia de uma norma em vigor por meio de decreto”, disse.
Miguel Zaim também afirma que a mudança tende a provocar impactos econômicos no mercado imobiliário e no acesso da população à moradia.
Segundo ele, a exigência de terrenos maiores reduz o número de lotes que podem ser implantados em cada empreendimento, aumentando os custos de produção e, consequentemente, o preço final dos imóveis.
“Vai encarecer os terrenos, dificultar o acesso à moradia para as famílias de menor renda e também afastar investimentos. Outras cidades de Mato Grosso adotam lotes mínimos de 180 m² justamente para ampliar o acesso à habitação de forma organizada e urbanizada”, afirmou.
O advogado acrescenta que o aumento da metragem mínima também pode elevar o valor dos financiamentos habitacionais e reduzir a competitividade de Cuiabá em relação a outros municípios, tendo em vista que as grandes construtoras deverão desistir de investimentos na capital.
Ação na Justiça
A legalidade do decreto também será analisada pelo Judiciário. O MDB ingressou com uma Ação Declaratória de Inconstitucionalidade questionando a medida adotada pelo prefeito.
Entre os argumentos apresentados está o de que o Executivo teria “inovado” na ordem jurídica por meio de decreto, criando restrições não previstas na legislação municipal e suspendendo, de forma indireta, os efeitos de uma lei que permanece vigente.
Anteriormente, no início de maio, Abilio chegou a encaminhar o projeto à Câmara de Vereadores, em regime de urgência, para aplicar as novas medições.
No entanto, o Executivo pediu o projeto de volta, suspendendo a tramitação, para novas discussões sobre o assunto. Ainda não há previsão para que a proposta cumpra o rito legal e seja votada pelos vereadores.
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