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Plano ABC+ para redução de emissão de carbono na agropecuária entra em vigor em setembro

Entra em vigor a partir de 1º de setembro o Plano Setorial para Adaptação à Mudança do Clima e Baixa Emissão de Carbono na Agropecuária (ABC+) para o período 2020-2030. A portaria que visa reduzir as emissões de carbono pelo setor agropecuária brasileiro, por meio de incentivos e fomentos a tecnologias ambientais, foi publicada nesta quinta-feira (11), pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Conforme o Mapa, o plano ABC+ tem como objetivo promover a adaptação à mudança do clima e o controle das emissões de gases de efeito estufa (GEE) na agropecuária brasileira, com o aumento da eficiência e resiliência dos sistemas produtivos. 

Entre as outras metas do plano projetadas até o ano de 2030 estão:

  • Ampliar em 30 milhões de hectares as áreas destinadas à adoção de práticas para recuperação de pastagens degradadas;
  • Ampliar em 12,58 milhões de hectares as áreas voltadas à adoção de sistemas de plantio direto;
  • Ampliar em 10,10 milhões de hectares as áreas com adoção de sistemas de integração.
  • Ampliação em 4 milhões de hectares da área a ser destinada à adoção de florestas plantadas;
  • Ampliação em 13 milhões de hectares a área com adoção de bioinsumos;
  • Ampliar em 3 milhões de hectares, a região com adoção de sistemas irrigados;
  • Ampliação em 208,40 milhões de metros cúbicos a adoção de manejo de resíduos da produção animal;
  • Ampliar em 5 milhões os bovinos em terminação intensiva.
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O plano ABC+ pretende reduzir a vulnerabilidade e aumentar a resiliência dos sistemas de produção agropecuárias, através do estímulo à adoção de sistemas, práticas, processos e produtos, para conservar os recursos naturais e aumentar a biodiversidade e a estabilidade climática dos sistemas de produção. 

Fonte: AgroPlus

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Leite nacional busca ganho de eficiência em meio à pressão de importações

Com o setor sob desafio de custos elevados e concorrência externa, a Mega Leite 2026, que está sendo realizada no Parque de Exposições da Gameleira, em Belo Horizonte destaca o papel da genética e da inovação tecnológica como pilares para a sustentabilidade da produção no País

O setor leiteiro brasileiro, que movimenta a base produtiva de 1,1 milhão de propriedades rurais e produz 35 bilhões de litros anuais, vive um momento de contraste: enquanto busca profissionalização técnica e genética de ponta, enfrenta um cenário macroeconômico adverso.

O gargalo mais crítico no momento reside na concorrência desleal com países do Mercosul, como Argentina e Uruguai. Segundo a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), práticas de dumping — com margens de subfaturamento que alcançam 60% nos produtos argentinos — pressionam a rentabilidade do produtor nacional, levando o setor a monitorar medidas compensatórias junto ao governo federal.

Para mitigar esses impactos, o foco dos produtores tem recaído sobre a produtividade extrema. A busca pela eficiência é o tema central da Mega Leite 2026, que ocorre até aeste sábado (06.06). Em um ambiente onde o custo de produção é um limitador, a inovação em manejo e a seleção genética tornaram-se as principais ferramentas de sobrevivência.

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O evento, que celebra o Dia Mundial do Leite, reflete o protagonismo de Minas Gerais como maior polo produtor do País. Além da performance animal, o rigor sanitário é tratado como um dos pilares da segurança alimentar. A implementação de protocolos rígidos de vacinação e monitoramento é vista não apenas como requisito de qualidade, mas como uma barreira necessária para manter a competitividade e o acesso a mercados mais exigentes, minimizando riscos em toda a cadeia até o consumidor final.

Serviço

Mega Leite 2026

  • Data: Até sábado, 6 de junho de 2026

  • Local: Parque de Exposições da Gameleira, Belo Horizonte (MG)

  • Destaques: Inovações em genética, sanidade animal e tecnologias de manejo para a pecuária leiteira.

  • Expectativa: O evento estima gerar um volume de R$ 400 milhões em negócios, consolidando-se como ponto de encontro entre produtores, empresas de tecnologia e especialistas do setor.

Fonte: Pensar Agro

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