TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Estudantes da Escola Dejani Ribeiro aprendem sobre reciclagem e arborização com o Projeto Verde Novo

Alunos e alunas da Escola Municipal de Ensino Básico Cívico Militar Dejani Ribeiro Campos tiveram uma aula diferente sobre educação ambiental na tarde desta terça-feira (21 de junho), com a participação do Poder Judiciário, por meio do Projeto Verde Novo.
 
Na sede da Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso (Fiemt), 50 estudantes do 9º ano conheceram o Ecoponto Lixo Zero, iniciativa de coleta seletiva de resíduos recicláveis instalada em diferentes locais de Cuiabá. Eles levaram itens para descarte e, em troca, ganharam mudas de árvores nativas e frutíferas.
 
“Aprendi que você tem que plantar uma árvore para melhorar o meio ambiente, aprendi que não se deve jogar lixo no chão e que cada resíduo tem seu respectivo lugar na lixeira”, expressou o aluno João Eduardo Martins Fernandes, 11 anos.
 
João Eduardo foi o vencedor da competição proposta pela palestrante do Verde Novo, Rosiani Carnaíba, na qual as crianças precisam responder perguntas sobre o meio ambiente. João acertou ao dizer que Cuiabá ocupa a 20ª posição no ranking de arborização das capitais brasileiras.
 
“É essencial trabalharmos com as crianças de hoje para que elas sejam nosso futuro de amanhã. Elas se conscientizando agora, entendendo a importância de se plantar uma árvore, dar os cuidados devidos e fazer a reciclagem de seus resíduos, elas já fazem esse trabalho de preservação e conservação do meio ambiente neste momento”, afirma Rosiani.
 
A startup de educação ambiental Teoria Verde também participou da iniciativa, proferindo uma palestra sobre a atuação voluntária de combate à poluição ambiental. Diretor da Teoria Verde, Jean Peliciari apresentou às crianças o projeto Limpa Moçambique, explicando como foi realizada a iniciativa no país africano e depois trazida para Cuiabá. A startup já fez diversas ações de limpeza de rios no Pantanal, Rio Cuiabá, Rio Claro, Ponte de Ferro, Passagem da Conceição, além de parques e avenidas da capital mato-grossense.
 
“Falar sobre educação ambiental para crianças é fundamental e é a esperança que nós temos, que elas venham nessa geração fazendo de forma correta a separação do lixo nas três frações – recicláveis, orgânicos e rejeitos – e que não tenhamos mais lixões na nossa cidade”, pontuou Jean.
 
A aluna Desireé Cristina Teixeira de Souza, 11 anos, descartou garrafas pet no ecoponto e levou uma muda de amora para plantar na chácara onde vive com a família. Ela conta que “lá em casa já separamos o lixo e temos muitas árvores e muitos pés de frutas. Com mais essa, vamos ter muitas árvores no quintal. Hoje aprendi que quando temos uma árvore em casa ou em algum lugar que nós vamos, temos um refresco para nosso corpo e respiramos melhor”.
 
De acordo com a coordenadora de competitividade e sustentabilidade da Fiemt, Ribenildes Souza, a parceria tem o intuito de mostrar para a sociedade a importância do descarte correto dos resíduos. “A importância é mostrar para as crianças a realidade. Um pouco que fazemos ao separar os recicláveis, descartar no lugar correto, já incentiva essa questão neles”.
 
#Paratodosverem
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Primeira imagem: Foto horizontal colorida. Em área externa arborizada, embaixo de uma tenda onde está escrito Ecoponto Lixo Zero, os alunos pegam mudas de árvores do Projeto Verde Novo.
Segunda imagem: Foto horizontal colorida da engenheira Rosiani e do aluno João Eduardo recebendo o prêmio. Rosiani segura um regador verde com a logomarca do projeto Verde Novo e João expõe uma camiseta verde escrito Verde Novo e uma sacola bege, onde há ferramentas de plantio.
Terceira imagem: Foto horizontal colorida do diretor Jean proferindo a palestra. Ele está no palco do auditório da Fiemt falando em um microfone, veste camiseta amarela e estende a mão direita em gesto explicativo. À direita dele há uma projeção de tela com o planeta Terra e o título meio ambiente. Atrás dele, letreiro escrito Sistema Fiemt.
Quarta imagem: Foto horizontal colorida da aluna Desireé. Ela está em área externa arborizada e com grama, veste uniforme escolar branco e verde e segura com as duas mãos a muda de árvore que ganhou. Ela tem cabelos curtos e olha diretamente para a câmera.
 
Mylena Petrucelli
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT

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42º Gemam reforça atualização da magistratura diante de desafios sociais complexos

Homem com cabelos grisalhos e barba, fala direcionando o olhar para baixo e para a esquerda. Ele usa paletó azul e camisa social cinza. Um microfone da A evolução constante da sociedade e o surgimento de novos desafios exigem do Poder Judiciário uma resposta igualmente dinâmica e qualificada. Com esse enfoque, o desembargador Márcio Vidal, diretor da Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), abriu o 42º Encontro do Grupo de Estudos da Magistratura de Mato Grosso (Gemam) ao destacar que a busca por conhecimento é contínua e essencial para enfrentar problemas sociais que acompanham o avanço do tempo.

A afirmação de Vidal sintetiza o espírito do encontro realizado na última sexta-feira (19 de junho), no Tribunal do Júri de Rondonópolis, que reuniu magistrados(as) em uma programação técnica voltada à discussão de temas atuais e sensíveis à prestação jurisdicional.

Na abertura do encontro, o desembargador ressaltou que o Judiciário precisa acompanhar as transformações sociais, que evoluem junto com o avanço tecnológico, mas também trazem novos problemas.

Ao comentar a temática da palestra inicial, intitulada “Juventude em risco: O desafio das drogas no portão da escola e a proteção da vida por meio da internação compulsória para todos”, Vidal chamou atenção para a complexidade da questão das drogas entre jovens, classificando-a como um tema bastante sensível para toda a sociedade. Segundo o desembargador, o papel do Judiciário é justamente se manter atento e buscar constantemente novos modelos de atuação.

Homem de cabelos escuros e curtos, vestindo paletó azul e camisa branca, concede entrevista olhando para o lado esquerdo. Um microfone preto aparece em primeiro plano e o fundo está desfocado.Representando a Corregedoria-Geral da Justiça, o juiz auxiliar Jorge Alexandre Martins Ferreira reforçou o apoio institucional ao evento e destacou o impacto da atualização contínua na qualidade das decisões. “É muito importante que o juiz se qualifique vendo coisas novas”, afirmou, ao comentar a relevância da palestra com o psiquiatra convidado, Diego de Souza Vacari.

Ferreira acrescentou que o contato com dados atuais permite compreender melhor a realidade social, citando como exemplo a evolução do potencial das drogas ao longo das décadas. “São fatos que a gente vê no dia a dia e que mostram que precisamos estar sempre reaprendendo”, completou.

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Construção coletiva fortalece a magistratura

Mulher de cabelos longos e escuros fala ao microfone. Ela veste blazer off-white e brincos de argola. Ao fundo, um painel verde exibe a imagem da estátua da Justiça com a balança.A proposta do Gemam como espaço de construção coletiva foi enfatizada pela coordenadora do grupo, juíza Alethea Assunção Santos. Segundo ela, o diferencial está na produção acadêmica conduzida pelos próprios magistrados(as). “A construção é feita pelos próprios juízes e, a partir das discussões, são elaborados enunciados orientativos para a prestação jurisdicional. Isso é muito importante porque enriquece o nosso trabalho, enriquece a prestação jurisdicional e serve como capacitação profissional e também pessoal para os magistrados de Mato Grosso”, explicou.

Ela destacou ainda que os temas debatidos refletem diretamente os desafios enfrentados nas unidades judiciais. “São dificuldades que encontramos no dia a dia da prestação jurisdicional e, a partir desses debates, conseguimos levar mais segurança para as decisões”, pontuou, ressaltando que o resultado é um serviço mais qualificado à população.

Mulher de cabelos escuros e batom vermelho sorri ao conceder entrevista. Ela veste blusa verde-escura sem mangas. Um microfone da A realização do encontro em Rondonópolis foi celebrada pela juíza diretora do Foro, Aline Bissoni, que destacou a importância institucional do evento. “É uma honra receber o Gemam, um grupo que realmente traz temas muito relevantes para o nosso desenvolvimento”, afirmou. Para ela, a abordagem interdisciplinar amplia a visão dos magistrados sobre questões complexas.

Atuando na área criminal, a magistrada destacou o impacto prático do conteúdo apresentado. “Ouvir o psiquiatra falar de forma técnica sobre os malefícios das drogas e como elas se tornaram mais nocivas faz toda a diferença para que possamos julgar melhor”, disse.

Homem de óculos fala ao microfone, gesticulando com a mão esquerda. Ele veste terno escuro, camisa clara e gravata amarela listrada. Ao fundo, uma parede verde e um banner com a deusa da justiça.No campo interdisciplinar, o psiquiatra Diego Vacari, responsável pela palestra de abertura, enfatizou a importância do diálogo entre diferentes áreas. Ele destacou como positiva a aproximação da magistratura com o tema. “A magistratura está cada vez mais interessada nessa situação, e isso é fundamental para desmitificar e aproximar saúde mental e justiça”, afirmou.

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Vacari alertou ainda para o aumento do consumo de drogas entre crianças e adolescentes, fenômeno que, segundo ele, ocorre em escala global. “Os jovens estão usando drogas cada vez mais cedo, muitas vezes dentro da escola ou nas proximidades”, disse. Para o especialista, o enfrentamento do problema depende de atuação conjunta. “Se não houver união entre saúde, justiça, segurança pública e educação, não vamos conseguir diminuir esses índices”.

Mulher de cabelos longos e ondulados fala ao microfone, com a mão direita fechada. Veste camisa estampada verde e branca e saia escura. Ao fundo, parede verde e pontas de mastros de bandeiras.Outro destaque foi o painel sobre litigância abusiva, no qual a juíza Cristiane Padim da Silva apresentou proposta para aprimorar o monitoramento de demandas predatórias. “A ideia é registrar a Recomendação 159 do CNJ nas decisões em que houver abuso do direito de ação, para que possamos traçar estratégias mais eficientes”, explicou. Segundo ela, a medida busca garantir que o sistema de justiça seja mais acessível a quem realmente precisa. A magistrada também ressaltou a importância do encontro como espaço de troca. “A gente sai daqui cheio de ideias, de motivação, com mais preparo para a atuação diária”, afirmou.

Além das discussões sobre saúde mental, drogas e litigância abusiva, o 42º Gemam contou ainda com painéis voltados a outros temas relevantes para a atuação jurisdicional. Foram abordados o controle judicial do orçamento público e a aplicação de emendas parlamentares frente à discricionariedade e abuso de poder, o tratamento ambulatorial e as medidas de segurança aplicáveis a réus com doença mental, bem como o conceito e as implicações da chamada “purga da mancha probatória”.

Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.

Autor: Lígia Saito

Fotografo: Rodrigo Moura

Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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