TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Justiça condena 8 pessoas envolvidas no roubo e assassinato de servidor público aposentado

A Justiça condenou seis acusados pelo roubo, sequestro, morte do servidor público aposentado, Nicomedes Francisco Pinto Lopes, de 69 anos, em março de 2021. Além deles, duas pessoas foram condenadas pelo crime de receptação. A ação penal foi sentenciada pela juíza da 6ª Vara Criminal de Cuiabá, Suzana Guimarães Ribeiro. Somadas as penas chegam a quase 140 anos de prisão.
 
Os réus Daniel Batista de Souza e Luís Victor Carvalho dos Santos foram condenados à pena de 36 anos e 4 meses de reclusão. Já Leanderson de Souza Oliveira, foi sentenciado a 41 anos, Jair da Silva a 32 anos de reclusão e Ronei Gomes Barata e Waldineia Oliveira da Silva a 28 anos de prisão. Todos os seis réus foram condenados pelos crimes de roubo majorado, extorsão mediante sequestro.
 
No caso do delito receptação, o réu Pedro Henrique Lopes Correa foi sentenciado a um ano e dois meses de reclusão e Victor Wuilfredo Aponte Carreno a três anos e quatro meses. Já as acusadas Débora Milena Barão Ribeiro e Jessica Maia Araújo da Silva foram absolvidas, pois não foram produzidas provas suficientes para comprovar a participação das acusadas nos crimes de receptação.
 
Os sentenciados Daniel Batista de Souza, Luís Victor Carvalho dos Santos, Leanderson de Souza Oliveira, Jair da Silva, Ronei Gomes Barata e Waldineia Oliveira da Silva, cumprirão a pena no regime fechado. Já os réus Pedro Henrique e Victor Wuilfredo cumprirão a pena em regime aberto.
 
O crime – Conforme os autos, no dia 21 de março, dois homens invadiram a casa da vítima no Bairro Por do Sol, em Chapada dos Guimarães, e roubaram duas televisões, um celular, duas espingardas, um tablete, um cartão de banco e um carro. Na ação, além de ameaças, eles agrediram a vítima e a sequestraram.
 
Os objetos roubados foram colocados em um veículo que dava apoio ao assalto, enquanto a vítima foi sequestrada e levada em seu próprio carro para uma casa no Bairro Jardim Vitória, em Cuiabá. Local onde estavam outros três comparsas dos assaltantes.
 
Nicomedes foi mantido vivo enquanto o grupo cometia outros crimes, até que, no dia 22 de março, em horário e local imprecisos, foi morto a tiros. O corpo foi encontrado no dia 25, às margens da Rodovia Arquiteto Helder Cândia (MT-010).
 
Larissa Klein  
Assessoria de imprensa CGJ
 

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Operação conjunta com Juizado Ambiental apreende quase uma tonelada de pescado irregular em Cuiabá

Peixes de diferentes tamanhos armazenados em um freezer durante fiscalização ambiental. Uma mão aparece sobre os exemplares, indicando a comparação de tamanho dos pescados apreendidos.Uma operação conjunta entre o Juizado Volante Ambiental (Juvam), do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), a Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema) e a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), realizada na manhã de terça-feira (2 de junho), resultou na apreensão de 991 quilos de pescado irregular em Cuiabá.

A fiscalização ocorreu em uma residência e em uma feira livre localizada na Avenida Beira Rio, no bairro Praeirinho. Durante a ação, as equipes encontraram exemplares de espécies cuja captura, transporte, armazenamento e comercialização são proibidos pela legislação estadual, além de peixes com tamanho inferior ao permitido pelas normas ambientais.

Entre os peixes apreendidos estavam exemplares de pintado, dourado e piraputanga, espécies protegidas pela Lei Estadual nº 12.434/2024, conhecida como Lei do Transporte Zero, além de pacus abaixo da medida mínima (45cm) exigida para captura. A legislação vigente em Mato Grosso proíbe, até 2029, a captura, o transporte, o armazenamento e a comercialização de 12 espécies nativas consideradas estratégicas para a preservação dos estoques pesqueiros do Estado.

O 1º sargento da Polícia Militar Ambiental e integrante do Juvam, Marcello Amui, aparece em primeiro plano durante entrevista. Ele veste farda camuflada e está em ambiente interno.De acordo com o 1º sargento da Polícia Militar Ambiental que atua no Juvam, Marcello Amui, também foram apreendidos exemplares de tambaqui. “Embora a espécie tenha captura permitida, os peixes estavam armazenados juntamente com espécies de posse irregular e, por isso, foram apreendidos”.

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O militar informou que todo o pescado recolhido será destinado a instituições sociais cadastradas, garantindo o aproveitamento adequado dos alimentos e beneficiando famílias em situação de vulnerabilidade.

Fiscalização permanente

A operação integra o conjunto de ações desenvolvidas pelo Juvam em parceria com órgãos ambientais e de segurança pública para combater crimes contra a fauna, a pesca predatória e outras infrações ambientais em Mato Grosso.

“A união das instituições é fundamental para o êxito dessas operações. O Juvam está sempre à disposição para apoiar as fiscalizações e o combate aos crimes e ilícitos ambientais”, destacou o sargento.

Além da atuação fiscalizatória, a unidade desenvolve atividades de educação ambiental, conciliação e orientação à população.

Regras da pesca em Mato Grosso

Três agentes de fiscalização ambiental posam em uma sala ao lado de freezers com peixes apreendidos. Eles seguram exemplares de diferentes espécies durante operação conjunta de combate à pesca irregular realizada em Cuiabá. Ao fundo, os freezers abertos exibem parte do pescado apreendido.Desde o encerramento da Piracema, em 31 de janeiro, a pesca voltou a ser permitida nas bacias hidrográficas do Estado. Entretanto, permanecem em vigor as restrições previstas na Lei do Transporte Zero.

Continuam proibidas a captura, o transporte, o armazenamento e a comercialização das espécies cachara, caparari, dourado, jaú, matrinchã, pintado (surubim), piraíba, piraputanga, pirarara, pirarucu, trairão e tucunaré. Para as demais espécies, a atividade pesqueira deve respeitar tamanhos mínimos, cotas e demais exigências legais.

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O sargento reforçou que o descumprimento das normas ambientais pode resultar em multas, apreensão do pescado, embarcações e equipamentos utilizados na infração, além da responsabilização criminal dos envolvidos.

Denúncias

Casos de pesca ilegal e outros crimes ambientais em Cuiabá, Várzea Grande e Santo Antônio de Leverger podem ser denunciados ao Juvam pelo telefone e WhatsApp (65) 3648-6880 ou pelo e-mail [email protected]. Ocorrências em outras regiões do Estado também podem ser comunicadas à Sema, pelo WhatsApp (65) 99321-9997 e (65) 98153-0255, ou à Polícia Militar, por meio do telefone 190.

Autor: Marcia Marafon

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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