TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Escola da Magistratura e Polícia Militar firmam cooperação para compartilhar conhecimentos

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso, por meio da Escola Superior da Magistratura (Esmagis-MT), e a Secretaria de Estado de Segurança Pública, por meio da Polícia Militar (PMMT), assinaram na segunda-feira (9 de maio) o Termo de Cooperação Técnica n. 07/2022. O principal objetivo é compartilhar conhecimentos teóricos, experiências didáticas, práticas docentes e, sobretudo, estimular e fomentar a publicação cientifica mútua dos seus servidores.
 
A iniciativa também visa fomentar o compartilhamento de práticas exitosas no que se refere à atuação nas atividades de ensino, qualificação, capacitação profissional e publicação científica, visando a qualificação, a capacitação e o aperfeiçoamento dos sistemas de Segurança Pública e Justiça Criminal no Estado.
 
De acordo com a vice-diretora da Esmagis-MT, desembargadora Helena Maria Bezerra Ramos, o termo vai agregar na qualidade da capacitação dos agentes públicos. “Nós da Esmagis poderemos contribuir por meio de cursos aos militares, assim como a recíproca é verdadeira. Os militares poderão fazer cursos voltados aos juízes, ou então fazer cursos em conjunto. Também poderemos fazer seminários, webinários, congressos, encontros, desde que a matéria seja ligada a ambas as escolas, como, por exemplo, a questão da segurança, a questão criminal. Vamos fornecer uma prestação jurisdicional muito ampla e sem conflito entre o Poder Judiciário e a Polícia Militar. Estaremos trabalhando em harmonia e isso é ótimo para a Esmagis, para a PMMT e, principalmente, para a sociedade.”
 
Para o juiz Marcos Faleiros da Silva, responsável pelo termo, por meio dessa parceria será possível compartilhar a visão dos juízes e tribunais aos policiais e, da mesma forma, receber uma visão dos militares que estão na linha de frente. “Vai haver melhora no trabalho da polícia e quando os magistrados forem julgar processos nos quais a PM atuou”, complementou o magistrado.
 
Já o diretor de Ensino, Instrução e Pesquisa da PMMP, coronel PM Januário Antonio Edwiges Batista, salienta que a parceria visa proporcionar conhecimento agregando valor ao principal ativo da Polícia Militar, que é o policial. “Capitaliza recursos pedagógicos ao policial militar para construir uma atuação robusta frente as demandas de urgência e emergência ao sistema de segurança pública, que são encaminhadas ao sistema de justiça. Preponderante destacar que a transmissão de conhecimento nesta parceria otimiza os meios processuais permitidos pela efetiva e eficiente robustez na atuação frente ao conflito com a lei, bem como na própria atuação nos conselhos especiais de justiça (na 11ª VEJM), como juiz militar, na compreensão do processo e aplicação da lei em face aos julgamentos”, pontuou.
 
Ainda de acordo com o coronel, a assinatura do termo representa ainda o estreitamento das relações institucionais da Polícia Militar com o Tribunal de Justiça, cuja proximidade permite que tanto o magistrado, os servidores da justiça e os policiais militares possam trocar experiências, vivenciar práticas exitosas, conhecer a realidade por trás do cargo na aplicação da lei e, sobretudo, ampliar a cosmovisão dos instrumentos e aparelhos de Estado na prestação de serviço à sociedade mato-grossense.
 
Segundo o novo Termo, que revoga o Termo de Cooperação Técnica n. 4/2021, a cooperação técnica consiste em: desenvolver atividades pedagógicas de ensino, qualificação, capacitação profissional e publicação cientifica; reciprocidade na mobilização do público-alvo nos cursos e eventos, entre os quais pesquisas, seminários, grupos de estudos, mesas de diálogos, palestras, debates; atender as programações definidas conjuntamente das atividades pedagógicas, em local, dia e horário, bem como na forma definida, virtual ou presencial; utilização de estruturas físicas existentes (sala de aula, auditórios, biblioteca física ou virtual, laboratórios de informática, entre outros); captação de artigos científicos para publicação no periódico da PMMT – “Homens do Mato – Revista Científica de Pesquisa em Segurança Pública”; dentre outros.
 
O prazo de vigência do Termo será de 24 meses, a contar da data de assinatura, podendo ser prorrogado mediante Termo Aditivo.
 
O documento foi assinado durante a solenidade em comemoração aos 49 anos da Escola Superior de Formação e Aperfeiçoamento de Praças (Esfap) da PMMT. O documento foi assinado pelo comandante-geral da PM, Alexandre Mendes, e pela vice-diretora da Esmagis, desembargadora Helena Maria Bezerra Ramos.
 
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Descrição das imagens: Foto1 – desembargadora vestida de preto está ao lado de policial militar fardado. Foto 2 – Desembargaddora veste preto e assina termo de compromisso. Ao fundo plateia assiste à assinatura.
 
 
Lígia Saito/Fotos: PMMT
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
 
 

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TJ mantém prisão domiciliar de policial penal acusada de tentar matar entregador em Cuiabá

Desembargador negou recurso da defesa e manteve prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica; vítima foi atingida por três disparos

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O desembargador Rui Ramos Ribeiro, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), negou recurso e manteve a prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica, da policial penal afastada Jorcenilma França Viegas, acusada de tentar matar o entregador Carlos Filipe, de 34 anos, no bairro CPA 4, em Cuiabá. A decisão foi publicada nesta sexta-feira (20).

O crime ocorreu no dia 22 de julho. Segundo as investigações, Carlos foi baleado quando foi até a residência da policial para devolver um celular que havia sido perdido pela filha dela. A devolução do aparelho havia sido previamente combinada, e o entregador receberia R$ 100 como recompensa.

Carlos foi atingido por três disparos, sendo um na perna direita e dois nas costas. Ele foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), onde chegou a permanecer internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

A policial penal foi presa no dia 5 de agosto e posteriormente afastada do cargo. Ela responde por tentativa de homicídio qualificado.

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A defesa alegou excesso de prazo para o oferecimento da denúncia pelo Ministério Público Estadual (MPE). Segundo os advogados, o inquérito policial foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário em 20 de agosto, mas a denúncia ainda não havia sido formalizada.

Os advogados também informaram que ingressaram, em 3 de setembro, com um pedido de relaxamento da prisão na 12ª Vara Criminal de Cuiabá. A solicitação, entretanto, ainda não havia sido analisada pelo magistrado de primeira instância.

Ao analisar o recurso, Rui Ramos afirmou que decidir sobre a questão antes de uma manifestação da 12ª Vara Criminal configuraria “supressão de instância”. O desembargador também destacou que a defesa não apresentou documentos capazes de demonstrar quais diligências eventualmente teriam sido solicitadas pelo Ministério Público após a conclusão do inquérito.

Diante disso, o magistrado entendeu que não era possível reconhecer, naquele momento, eventual demora injustificada do Estado e negou os pedidos apresentados pela defesa.

Rui Ramos determinou ainda que a 12ª Vara Criminal de Cuiabá seja oficiada para prestar informações sobre o andamento do processo e sobre a análise do pedido de relaxamento da prisão.

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A decisão mantém, portanto, a prisão domiciliar da policial penal, com monitoramento por tornozeleira eletrônica, enquanto o processo segue em tramitação.

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