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CNA divulga os finalistas da primeira etapa do Concurso de Queijo Artesanal

Brasília (19/05/2022) – O Prêmio CNA Brasil Artesanal Queijos divulgou, na quarta (18), os 15 finalistas da primeira etapa do concurso que passaram pela avaliação técnica da comissão julgadora.

Doze dos 15 selecionados são de Minas Gerais, dos municípios de Airuoca, Alagoa, São Roque de Minas, Andrelândia, Virgínia, Formiga, São Brás do Suaçuí, Itanhandu e Tapira. Os outros dois são de Arapoti (PR) e Iraceminha (SC).

A etapa foi realizada pela Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), que reuniu 12 especialistas para selecionar as amostras por meio de avaliação sensorial, em caráter eliminatório e classificatório.

Produtores de 13 estados cadastrados no Programa de Alimentos Artesanais e Tradicionais da CNA enviaram mais de 60 queijos que foram classificados quanto ao aspecto global, cor, textura, odor, aroma, consistência e sabor, sensorialmente de acordo com as premissas da ciência de Análise Sensorial.

De acordo com Paulo Henrique Costa Paiva, engenheiro de alimentos e pesquisador da EPAMIG/Instituto de Laticínios de Cândido Tostes, que foi um dos coordenadores da avaliação sensorial dos queijos:

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“Mesmo com diversas inciativas semelhantes ocorrendo nesse primeiro semestre em todo o Brasil, houve uma boa participação de amostras em todas as categorias. Os jurados elogiaram bastante a qualidade dos produtos de forma geral.”

Ao todo, a iniciativa visa premiar os produtos artesanais inscritos em três categorias: queijos artesanais com tratamento térmico; queijos artesanais com 30 a 180 dias de maturação; e queijos artesanais com adições/aromatizados/condimentados.

A degustação classificou 15 queijos artesanais para as etapas seguintes, cinco por categoria. Essa etapa tem peso de 40% na nota final geral.

Os 15 queijos classificados serão avaliados por júri popular que irá selecionar os produtos conforme análise sensorial, por meio de uma escala hedônica, metodologia científica que tem a função de analisar a aceitação dos consumidores por determinados produtos por meio de uma avaliação que contém uma escala de respostas previamente estabelecida.

Essa etapa será realizada no dia 8 de junho, em Brasília, e terá peso de 50% na nota final geral do concurso.

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A Comissão Organizadora do prêmio também avaliará a história do produto, item com peso de 10% na nota final geral das amostras participantes. Os resultados e a premiação serão divulgados posteriormente. Além da Epamig, o Sebrae também é parceiro do Sistema CNA no prêmio.

Para conhecer quem são os finalistas, acesse: https://www.cnabrasil.org.br/e…

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Fonte: CNA Brasil

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Pecuária brasileira ainda depende de vacinas importadas para evitar morte súbita

O mercado de sanidade animal no Brasil vive um desafio silencioso, mas de impacto direto no bolso do pecuarista. Dados divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) mostram que, em julho, foram disponibilizadas 5,44 milhões de doses de vacinas contra clostridioses — grupo de doenças responsáveis pela “morte súbita” no gado. O que chama a atenção, porém, é a alta dependência de insumos vindos de fora: das doses ofertadas, 4,03 milhões (74,09%) são importadas, enquanto apenas 1,41 milhão (25,91%) possui fabricação nacional.

Para o produtor rural, o termo técnico “clostridiose” passa longe do vocabulário da lida, mas os sintomas são velhos conhecidos. No campo, essas doenças são temidas pela rapidez com que derrubam o rebanho, como a “manqueira” (ou mal do carvão), que causa inchaço muscular e morte em poucas horas, e o botulismo, associado à ingestão de toxinas em pastos ou rações contaminadas. Por serem fatais e não darem tempo para tratamento, a vacina é o único “seguro” eficiente para evitar o prejuízo total de um animal.

O “ladrão silencioso” no pasto

Embora o governo não consolide um censo de mortalidade animal por causa específica, estudos de sanidade animal apontam que as doenças clostridiais figuram entre as maiores causas de morte evitável no rebanho brasileiro. Em surtos não controlados, a mortalidade pode atingir de 5% a 10% de um lote em poucos dias.

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O prejuízo é um “ladrão silencioso”. O pecuarista raramente contabiliza a perda em estatísticas oficiais — o animal morre, é enterrado e o cálculo fica apenas na planilha da fazenda. Mas o rombo é severo: com um bovino de corte de qualidade valendo facilmente entre R$ 2,5 mil e R$ 4 mil, a morte de poucos animais em um surto elimina a margem de lucro de todo o lote. Soma-se a isso a perda do potencial genético, o investimento em nutrição e o custo operacional.

A alta dependência de importações, que hoje supre quase três quartos da necessidade do mercado, coloca o setor em posição de alerta. Qualquer entrave logístico ou burocrático na entrada desses insumos pode deixar o curral desprotegido no momento crítico da vacinação.

Ciente dessa vulnerabilidade, o Ministério da Agricultura tem intensificado a atuação junto aos laboratórios de insumos veterinários. A estratégia da pasta é dupla: estimular a ampliação das linhas de produção dentro do Brasil para reduzir a dependência externa e, simultaneamente, agilizar os procedimentos de fiscalização e liberação das vacinas importadas para evitar desabastecimento nas revendas.

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A meta de aumentar a produção nacional não é apenas uma questão de industrialização, mas de blindagem econômica. Com a pecuária brasileira sob constante pressão para elevar índices de produtividade e atender exigências globais de sanidade, a disponibilidade constante dessas vacinas é o que separa um ciclo produtivo rentável de um prejuízo incalculável pela perda súbita de matrizes e bezerros. Enquanto o setor tenta equilibrar essa balança, o mercado segue monitorando a oferta mensal, ciente de que, no campo, a prevenção é o único investimento que não admite atrasos.

Fonte: Pensar Agro

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