MATO GROSSO
Polícia Comunitária debate a participação da população em combate à criminalidade
O 1º Encontro Regional dos Conselhos Comunitários de Segurança (Conseg), realizado nesta sexta-feira (13.05), em Campo Verde (135 km de Cuiabá), discutiu novas medidas de segurança na região leste de Mato Grosso. Durante o evento, foi discutida a importância da população contribuir com as ações de combate à criminalidade e se juntar com as forças de segurança.
O evento é organizado pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT), por meio da Coordenadoria Estadual de Polícia Comunitária (CEPC) com a Federal Estadual dos Conselhos de Segurança, e reuniu os representantes dos Consegs dos municípios de Campo Verde, Primavera do Leste, Santo Antônio do Leste, Poxoréo, Gaúcha do Norte e Dom Aquino.
O coordenador estadual de Polícia Comunitária (CEPC), tenente-coronel PM Sebastião Carlos Rodrigues da Silva, destacou que a população tem um papel fundamental no combate à criminalidade. “A segurança pública também é um espaço para que a comunidade contribua com ideias para fortalecer as ações de segurança”, explicou.
Carlos lembrou que o espaço para a participação popular está aberto, por meio dos conselhos de segurança, para contribuir com a redução dos índices criminais. “Segurança pública não se faz apenas com as forças policiais, mas também com a colaboração da população e a sociedade tem o espaço aberto para discutir políticas públicas e se envolver com as ações de segurança da sua comunidade”, pontuou.
O coronel também destacou a importância do envolvimento das prefeituras dos municípios participarem das ações de segurança. “As prefeituras estão começando a trabalhar juntos com as forças de segurança na busca pela polução dos conflitos de segurança pública para dar mais qualidade do serviço à população”, lembrou.
O presidente do Conseg de Campo Verde, Antônio Aparecido Toneto, agradeceu e lembrou que o diálogo com as forças de segurança é muito importante para atuação do conselho. “A Polícia Civil, Polícia Rodoviária Federal e a Polícia Militar têm nos dado atenção necessária quando solicitados, e isso é fundamental para oferecer melhor atenção a comunidade”, disse.
MATO GROSSO
Mato Grosso pratica menor alíquota de ICMS do país; preço dos combustíveis é resultado de fatores de mercado
Mato Grosso pratica a menor alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) do país sobre o etanol hidratado. No estado, a alíquota é de 10,5%, enquanto nos demais estados a carga tributária varia entre 12% e 22%.
O preço dos combustíveis pago pelo cidadão é influenciado por diversos fatores da cadeia produtiva, que vão desde o valor do petróleo no mercado internacional até os custos de distribuição, revenda e a incidência de tributos federais e estaduais, que variam conforme o produto.
Entre os benefícios concedidos na cadeia de combustíveis, destaca-se o setor de aviação, que conta com redução da base de cálculo do ICMS sobre o querosene de aviação (QAV), resultando em carga tributária entre 2,72% e 7%, com finalidade de fomentar a aviação regional, conforme critérios previstos na legislação.
Também recebem incentivos o gás natural (GNV), com carga reduzida de 2%, e o etanol anidro produzido no estado, que conta com abatimento de R$ 0,23 por litro no valor do ICMS devido.
Apesar de compor o preço final, o tributo estadual é apenas um dos elementos do valor pago pelo consumidor. Entre os principais fatores que influenciam o preço estão o custo de produção ou importação do combustível, a política de preços das refinarias, além das despesas com transporte, armazenamento e a margem de lucro de distribuidores e postos revendedores.
Além disso, também há incidência de tributos federais, como PIS/Cofins, que integram a composição do preço.
A forma de tributação também influencia essa composição. Para combustíveis como gasolina, etanol anidro, diesel, biodiesel e gás liquefeito de petróleo (GLP), o ICMS segue o modelo ad rem, definido pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), com valor fixo em reais por litro. Nesses casos, o imposto é recolhido uma única vez na cadeia, geralmente na etapa de produção ou importação.
Já para o querosene de aviação (QAV), o etanol hidratado e o gás natural (GNV e GNL), a tributação é sobre o valor do produto. Nesses casos, o cálculo do ICMS utiliza o Preço Médio Ponderado ao Consumidor Final (PMPF), apurado pela Secretaria de Fazenda (Sefaz), que reflete os preços efetivamente praticados no mercado.
Assim, quando há redução nos preços ao consumidor, o PMPF também diminui, resultando em menor base de cálculo do ICMS e, consequentemente, em menor valor de imposto a ser recolhido. Da mesma forma, aumentos nos preços praticados levam à elevação do indicador.
Fonte: Governo MT – MT
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