MATO GROSSO

Sesp promove debate para elaboração do plano estadual de enfrentamento à homofobia

A Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT), por meio do Grupo Estadual de Combate aos Crimes de Homofobia (GECCH-MT), realizou, na tarde desta quinta-feira (12.05), encontro para debater a elaboração do Plano Estadual de Enfrentamento ao Preconceito e à Discriminação contra a População LGBTQIA+. A reunião ocorreu no auditório da Escola Superior de Advocacia (ESA), na sede da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT).

De acordo com o presidente do GECCH, tenente-coronel PM Ricardo Bueno, Mato Grosso registrou 144 homicídios e outros crimes com mortes, sendo 1.050 ocorrências de homofobia de 2011 a 2021. Somente neste ano, foram registradas 27 ocorrências envolvendo LGBTs.

“Essa reunião tem o propósito de estabelecer o diálogo com as instituições públicas e privadas e toda sociedade. Estamos trabalhando com o plano estadual com o intuito de agregar o maior número de pessoas para somar a esse enfrentamento”, afirma Bueno.

“A população LGBT tem outras necessidades, como de assistência social, saúde, educação e cultura, que são outras políticas públicas, então a ideia é agregar as instituições para que possamos nos aliar, trazendo informações, esclarecimentos, incentivando o respeito às diferenças e assim colaborar com a paz social”, ressaltou.

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O presidente da Associação da Parada do Orgulho LGBTQIA+ em Mato Grosso e integrante do Grupo Livremente, Clóvis Arantes, destacou a necessidade de ampliar políticas públicas no Estado, fazendo prevenção a qualquer tipo de criminalidade, bem como dar amparo às famílias e às vítimas de violência.

“Esse encontro é fundamental para construirmos uma rede a nível estadual para defesa dos direitos humanos”, defendeu.

Representando a Delegacia Especializada em Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), vinculado à Polícia Judiciária Civil, o investigador Mário Santiago falou sobre a necessidade de capacitação dos servidores para atender de melhor forma esse público.

Fonte: GOV MT

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MATO GROSSO

Novo equipamento da Politec acelera análises de vestígios de crimes sexuais

Novo equipamento de alta tecnologia foi destinado à Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) para acelerar as análises periciais de DNA forense de crimes sexuais feitas pela instituição.

Denominado QIAcube Connect, o aparelho realiza a extração diferencial, que consiste na separação da mistura de DNA contido nas células espermáticas do DNA presente no corpo da vítima da qual foi realizada a coleta para exames.

Na prática, isso significa que mais amostras genéticas serão processadas em menos tempo, com menos ocorrência de erros humanos e menos chance de contaminações decorrentes de manipulação, agilizando assim a emissão de laudos periciais.

O investimento em tecnologias para o processamento de amostras de crimes sexuais é peça vital no enfrentamento à violência contra a mulher, através da obtenção de evidências forenses, as quais são essenciais para a investigação, condenando agressores e inocentando os não envolvidos.

A obtenção de um perfil genético a partir de vestígios criminais é o objetivo final do processamento laboratorial realizado pela Diretoria Metropolitana de Laboratório Forense, sendo que diversas etapas anteriores, técnicas e equipamentos são necessários.

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Conforme a coordenadora de perícias de Biologia Molecular, Rosângela Ventura, antes, o procedimento de lavagem diferencial era feito manualmente, o que restringia a capacidade de processamento de apenas de quatro a seis amostras por vez. “Este método demanda várias horas de trabalho e a supervisão constante de um perito forense com destreza e habilidade para a realização do método. A implementação do equipamento permite o processamento de 12 amostras em apenas 90 minutos, sem a necessidade de supervisão constante por um profissional. Essa automação não apenas reduz significativamente o tempo necessário para análise, mas também minimiza as chances de erros”, explicou a perita.

Rosângela pontua, ainda, que foram observados uma redução substancial no tempo de processamento das amostras de crimes sexuais, encurtando-o em até três horas, além de resultados de alta qualidade.

“Cerca de 300 amostras processadas no laboratório são de vestígios de crimes sexuais. Sendo assim, quando falamos de ganho de três horas com o suporte do equipamento, que antes era limitada pelo trabalho humano, nós estamos falando de ampliar essa tecnologia para toda a nossa demanda relacionada aos vestígios de crimes sexuais que possam conter material espermático, que representa a maioria das nossas buscas por DNA no setor”, analisou.

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O equipamento teve o custo de cerca de R$ 250 mil e foi adquirido com recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública.

Fonte: Governo MT – MT

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