AGRONEGÓCIO

PraValer permitirá recuperação ambiental e produtiva de propriedades em Boca do Acre (AM)

Boca do Acre/AM (10/05/2022) – No segundo dia da programação em Boca do Acre (AM), a equipe do PraValer visitou a propriedade do pecuarista Elias dos Santos, um dos atendidos pelo projeto. 

Ele recebeu as primeiras orientações sobre a recuperação produtiva da área de 80 hectares.

O coordenador da Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) do Amazonas, Rodrigo Guimarães, explicou que o atendimento técnico na propriedade é feito em consonância com a parte ambiental.

“Em Boca do Acre atendemos 30 produtores com assistência técnica e 14 são do PraValer. Essa consonância busca a regularização e a licença ambiental para o produtor conseguir avançar a produtividade no município e no estado, além de acesso a financiamentos e demais benefícios que acompanham a regularização ambiental”.

A propriedade de Santos trabalha com o sistema de cria com 120 cabeças de gado e a intenção do produtor é recuperar o passivo ambiental e aumentar a taxa de lotação por hectare.

“Tudo isso é muito bom porque sempre foi meu sonho produzir mais sem desmatar ou abrir novas áreas. Agradeço as instituições pela oportunidade porque sozinho eu não conseguiria”, afirmou.

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Segundo o médico veterinário do Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas (Idam), Roger Vieira Maciel, que atende Santos, a propriedade tem um potencial que não está sendo aproveitado nos 75 hectares de pastagem.

“Ele poderia ter em torno de 400 cabeças por hectare fazendo uma pecuária mais intensiva. Mas com a parceria entre as instituições, por meio do PraValer, vai trazer consultoria e informação para resolver a questão ambiental e melhorar o aproveitamento da propriedade dele”.

Boca do Acre é o principal produtor de gado do Amazonas, com mais de 400 mil cabeças. A produção é comercializada principalmente para a capital Manaus, mas com a mudança do status sanitário do estado em 2021 para livre de febre aftosa sem vacinação, os produtores iniciaram as exportações, começando pelo vizinho Peru.

As ações do PraValer seguem até sexta (13) com a realização da análise do Cadastro Ambiental Rural (CAR) dos produtores que precisam de retificação para cumprirem a legislação ambiental.

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Fonte: CNA Brasil

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AGRONEGÓCIO

Comissão aprova proteção a crédito rural em áreas sob demarcação indígena

A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que impede a imposição de restrições administrativas, técnicas ou cadastrais a produtores rurais que ocupam áreas em processo de demarcação de terras indígenas.

A proposta busca evitar que a simples inclusão de um imóvel em procedimentos demarcatórios impeça o acesso a crédito rural, seguro agrícola e outras políticas públicas antes da conclusão definitiva do processo.

O texto aprovado altera a Lei do Marco Temporal e estabelece que as restrições somente poderão ser aplicadas após a conclusão da demarcação e o pagamento das indenizações devidas aos ocupantes. Na avaliação dos parlamentares que defendem a proposta, a medida busca garantir segurança jurídica aos produtores enquanto o processo administrativo ainda estiver em andamento.

O projeto original é de autoria do deputado Rodolfo Nogueira, mas foi aprovado na forma de um substitutivo apresentado pelo relator, deputado Pedro Lupion, presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA).

Além de manter a proteção ao acesso dos produtores às políticas públicas, Lupion ampliou o alcance da proposta ao incluir, de forma expressa, o direito à indenização pela terra nua. Atualmente, a legislação assegura o pagamento apenas pelas benfeitorias realizadas de boa-fé em áreas posteriormente reconhecidas como terras indígenas.

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Segundo o relator, a proposta não interfere nos processos de demarcação conduzidos pelo poder público nem altera os direitos dos povos indígenas previstos na Constituição. O objetivo, afirmou, é impedir que produtores sofram restrições antes da conclusão do procedimento administrativo e da definição sobre eventual desocupação da área.

“A simples inserção de imóvel rural em cadastro vinculado a procedimento demarcatório, sem decisão final e sem indenização, não pode resultar, por via reflexa, na inviabilização da atividade produtiva”, afirmou Pedro Lupion durante a votação.

Na justificativa do projeto, os parlamentares argumentam que produtores incluídos em áreas sob estudo para demarcação têm enfrentado dificuldades para contratar financiamentos, renovar operações de crédito, acessar seguros rurais e participar de programas oficiais, mesmo quando continuam exercendo regularmente a posse da propriedade.

Se a proposta avançar nas próximas etapas da tramitação, bancos, cooperativas de crédito, seguradoras e demais órgãos públicos não poderão impor restrições apenas em razão da existência de um processo de demarcação ainda não concluído.

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O texto seguirá agora para análise das comissões da Amazônia e dos Povos Originários e Tradicionais e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Como tramita em caráter conclusivo, o projeto poderá seguir diretamente para o Senado caso seja aprovado nas comissões e não haja recurso para votação no plenário da Câmara dos Deputados.

A iniciativa integra um conjunto de propostas defendidas pela bancada do agronegócio para ampliar a segurança jurídica no campo e reduzir os impactos administrativos enfrentados por produtores rurais durante processos de regularização fundiária envolvendo terras indígenas.

Fonte: Pensar Agro

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