AGRONEGÓCIO
Trailer leva capacitação para produtores rurais e mostra viabilidade de uma queijaria móvel artesanal
Sabia para é possível produzir queijo em pouco mais que 12 metros quadrados e sobre rodas? Estamos falando de uma queijaria móvel, que vai da entrada do leite até a embalagem do queijo, com capacidade diária de processamento de 200 litros. A viabilidade deste negócio é o tema da editoria #EducaçãonoCampo desta quarta-feira (04).
Todos os equipamentos necessários para a fabricação artesanal estão dentro de um container que precisa somente ter acesso a água, energia e escoamento de resíduos em um terreno nivelado para funcionar.
“A estrutura é composta por um tanque de salga, uma desnatadeira, a prensa, a lira, mesa de manipulação, um freezer de armazenamento e de secagem, além da pia do ‘lava pé’ utilizado para higienização dos pés”, explica a coordenadora do projeto no estado, Bruna Bastos.
A versatilidade também é uma característica. É possível fabricar queijo padrão, frescal, nozinho, provolone, cotage, meia cura, muçarela, entre outros. O tipo frescal, por exemplo, fica pronto em apenas duas horas.
A capacitação faz parte do Circuito Rural, ação itinerante idealizada pelo Instituto Biosistêmico (IBS), o Senar/MS e o Sebrae/MS, que percorre os municípios do estado ofertando cursos gratuitos para pequenos produtores rurais. A ideia é agregar valor à produção dos pequenos produtores, gerar renda e qualificar mão-de-obra, mostrando a viabilidade de produzir queijos e outros produtos artesanalmente.
Ficou interessado no assunto? Acesse senarms.org.br e conheça os cursos gratuitos do portfólio.
AGRONEGÓCIO
Entidade diz que o campo preserva, mas há excesso de regras travando os produtores
A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) decidiu reagir às críticas sobre o impacto ambiental do agronegócio e levou ao debate público um conjunto de dados para sustentar que a produção agrícola no Brasil ocorre com preservação relevante dentro das propriedades rurais.
A iniciativa ocorre em um momento de maior pressão sobre o setor, especialmente em mercados internacionais, e busca reposicionar a narrativa com base em números do próprio campo.
Entre os dados apresentados, levantamento da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) indica que 65,6% do território brasileiro permanece coberto por vegetação nativa, enquanto a agricultura ocupa cerca de 10,8% da área total. A entidade usa o dado para reforçar que a produção ocorre em uma parcela limitada do território.
No recorte estadual, a Aprosoja-MT destaca um levantamento próprio que identificou mais de 105 mil nascentes em 56 municípios de Mato Grosso, com 95% delas preservadas dentro das propriedades rurais . O dado é usado como exemplo prático de conservação dentro da atividade produtiva.
A entidade também aponta que o avanço tecnológico tem permitido aumento de produção sem expansão proporcional de área. O Brasil deve colher mais de 150 milhões de toneladas de soja na safra 2025/26, mantendo a liderança global, com Mato Grosso respondendo por cerca de 40 milhões de toneladas.
Segundo a Aprosoja-MT, práticas como plantio direto, rotação de culturas e uso de insumos biológicos têm contribuído para esse ganho de produtividade, reduzindo a pressão por abertura de novas áreas.
Isan Rezende, presidente do IA
A associação também cita investimentos em prevenção de incêndios dentro das propriedades e manejo de solo como parte da rotina produtiva, argumentando que a preservação é uma necessidade econômica, e não apenas uma exigência legal.
Na avaliação de Isan Rezende, presidente do Instituto do Agronegócio (IA) a preservação ambiental no campo deixou de ser uma pauta teórica e passou a ser parte direta da gestão da propriedade rural. Segundo ele, o produtor brasileiro já incorporou práticas que garantem produtividade com conservação, muitas vezes acima do que é exigido.
“Quem está na lida sabe que sem água, sem solo bem cuidado e sem equilíbrio ambiental não existe produção. O produtor preserva porque precisa produzir amanhã. Isso não é discurso, é sobrevivência da atividade”, afirma.
Rezende aponta, no entanto, que o ambiente institucional ainda cria distorções que dificultam o reconhecimento desse esforço. Para ele, há excesso de exigências, insegurança jurídica e regras que mudam com frequência, o que acaba penalizando quem já produz dentro da lei.
“O produtor cumpre, investe, preserva, mas continua sendo tratado como problema. Falta coerência. Quem está regular não pode continuar pagando a conta de um sistema que não diferencia quem faz certo de quem está fora da regra”, diz.
Na avaliação do dirigente, o debate sobre sustentabilidade no Brasil precisa avançar com base em dados e realidade de campo, e não em generalizações. Ele defende que o país já possui uma das legislações ambientais mais rígidas do mundo, mas enfrenta falhas na aplicação e na comunicação dessas informações.
“O Brasil tem uma das produções mais eficientes e sustentáveis do planeta. O que falta é organização e clareza nas regras, além de uma comunicação mais firme para mostrar o que já é feito dentro da porteira”, conclui.
Fonte: Pensar Agro
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