AGRONEGÓCIO
Comissão Nacional do Café discute ações para 2022
Brasília (26/04/2022) – A Comissão Nacional do Café da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) se reuniu na segunda (25) para discutir as ações para 2022 e o panorama do mercado cafeeiro.
O novo presidente da Comissão, José Edgard Pinto Paiva, e o vice-presidente, Thiago Luiz Orletti, falaram aos membros da Comissão sobre a importância da atuação do colegiado na construção de agendas estruturantes para o setor.
“A nossa intenção é realizar uma presidência efetiva e presente, que trabalhe projetos estruturais e estratégicos para a cafeicultura a serviço dos produtores brasileiros. Nosso objetivo será trabalhar pela cafeicultura e pelo cafeicultor”, afirmou Paiva.
As ações prioritárias da Comissão para este ano incluem projetos voltados para a agregação de valor e a venda direta de cafés diferenciados; a promoção do seguro rural para a cafeicultura; estatísticas do setor; e a orientação aos produtores quanto aos contratos de venda antecipada de café.
Também foi apresentado o panorama do mercado cafeeiro, em palestra do professor do Centro de Inteligência em Gestão e Mercado da Universidade Federal de Lavras (CIM/UFLA), Luiz Gonzaga de Castro Junior.
Gonzaga falou sobre os números da série histórica da safra brasileira, das cotações e das perspectivas quanto ao cenário global de oferta e demanda.
Ele ressaltou que o Brasil precisa avançar em setores chaves para reduzir o risco institucional – fertilizantes, defensivos, comercialização, gestão e demais tecnologias –, além de caracterizar, mensurar e analisar a mão de obra do setor.
Participaram do encontro a assessora da Comissão, Raquel Miranda, além de representantes das federações estaduais de agricultura e pecuária.
Assessoria de Comunicação CNA
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AGRONEGÓCIO
El Niño 2026: saiba detalhes sobre o monitoramento, previsões e os possíveis impactos do fenômeno no Brasil
O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (CEMADEN), o Serviço Geológico do Brasil (SGB) e a Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (SEDEC) divulgaram nesta segunda-feira (29), o Boletim nº 1 com o objetivo de apresentar o monitoramento, previsões e os possíveis impactos do El Niño no Brasil em 2026.
O documento é resultado do trabalho realizado em parceria pelos órgãos nacionais e oficiais sobre monitoramento, regulação do uso das águas, gestão de riscos e previsão do clima e tempo. Mensalmente, o conteúdo será atualizado para disponibilizar informações acerca do fenômeno e, assim, apoiar os órgãos federais e estaduais além de contribuir para a tomada de decisões governamentais referentes ao País.
De acordo com o boletim, em junho de 2026 as condições observadas de temperatura da superfície do mar mostram um padrão típico do fenômeno El Niño. Este padrão se apresenta na forma de uma faixa de águas quentes em grande parte do Oceano Pacífico Equatorial que, próximo à costa da América do Sul, são superiores a 2°C.
Previsão para os próximos meses
A previsão climática para o trimestre julho-agosto-setembro de 2026 indica, de forma geral, chuvas acima da média em áreas da Região Sul do Sul e, chuvas abaixo da média no centro-norte do País.
Ainda, as previsões indicam alta probabilidade de temperaturas acima de média no segundo semestre que, podem aumentar os eventos de onda de calor e a ocorrência de incêndios florestais.
Sobre a previsão da persistência do El Niño e sua intensidade, os modelos indicam probabilidade acima de 90% de permanência do fenômeno até, pelo menos o início de 2027, com alta probabilidade de ocorrência de um El Niño muito forte, quando as anomalias/desvios de temperatura da superfície do mar (TSM) no Oceano Pacífico Equatorial ficam acima de 2,0°C, entre a primavera e o verão de 2026.
Monitoramento contínuo e previsão de impactos
O boletim destaca a importância do acompanhamento das atualizações diárias e mensais dos órgãos para informações acerca de possíveis impactos na agricultura, níveis de rios e reservatórios prioritários além de riscos para inundações e deslizamentos.
Importante também as recomendações e orientações da Defesa Civil Nacional, especialmente sobre as medidas de autoproteção para a população.
A atuação antecipada e coordenada entre os diferentes níveis de governo e instituições parceiras é fundamental para reduzir os impactos do fenômeno El Niño sobre a população brasileira. O monitoramento contínuo, o planejamento integrado e a adoção tempestiva de medidas de preparação e resposta constituem elementos essenciais para o fortalecimento da gestão de riscos e desastres no país.
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