AGRONEGÓCIO
Educação, formação e emprego são demandas permanentes e legítimas da população, diz presidente da CNA
Brasília (26/04/2022) – O presidente do Sistema CNA/Senar, João Martins, disse na terça (26), na abertura da segunda edição do Jornada CNA, que educação, formação e emprego são demandas permanentes e legítimas da população.
Esse é o segundo encontro de uma série de debates sobre temas fundamentais para o Brasil, promovidos pela CNA, com a participação de especialistas, políticos, lideranças e autoridades. A primeira Jornada discutiu as reformas tributária, administrativa e política.
A partir do que for debatido nesses eventos, a CNA irá formular as propostas do setor produtivo para apresentar aos candidatos à Presidência da República e aos parlamentares.
Em seu discurso, Martins falou sobre a importância da geração de empregos como base do sustento, do amparo e da fonte de renda da maioria da população. “Conduzir um país ao desenvolvimento, gerando empregos, e empregos especializados, exige que se estabeleçam as condições necessárias, mantendo o país atualizado nos campos tributário, administrativo e político. Bem como ter uma legislação garantidora que regule adequadamente as relações de trabalho e o funcionamento dos sistemas educacional e de formação profissional”, disse.

“Além de uma pavimentação normativa bem modulada, é necessário ter um objetivo político genuíno e factível para incentivar a geração de emprego e promover a educação e a formação profissional, bem como uma alocação orçamentária suficiente, que não sofra descontinuidade. Um objetivo político claro, uma estrutura normativa adequada e uma alocação orçamentária realista e consistente são itens fundamentais para a boa execução de políticas públicas”, destacou o presidente da CNA.
Martins alertou também para a necessidade dos trabalhadores se adequarem à evolução de tecnologias e a digitalização em razão da concorrência cada vez mais acirrada. Caso contrário, diante de uma acirrada e permanente competição entre talentos, terão dificuldades para assumir novos empregos, ressaltou.
“O que podemos fazer hoje, no campo da regulamentação das relações de trabalho e da reestruturação da educação e da formação para evitar um cenário futuro de, ao mesmo tempo, muito desemprego e falta de trabalhadores qualificados? Decididamente, precisamos atualizar nossos sistemas de educação e formação, para que sejam à prova de futuro”, disse o presidente.
Desta forma, avaliou, educadores e formadores só poderão levar a educação e a formação para um modelo ideal no futuro se estiverem preparados para o desafio. “Precisamos investir muito nos educadores e nos formadores, pois para executar a educação e a formação precisamos reunir um grupo grande de pessoas preparadas”.
“Não é exagero afirmar que a grande riqueza de um estado é o contingente de recurso humano preparado, que habita suas fronteiras. Construir um ambiente assim é um desafio para a nossa democracia”, concluiu João Martins.
Veja o discurso completo do presidente da CNA:
Assessoria de Comunicação CNA
Telefone: (61) 2109-1419
flickr.com/photos/canaldoprodutor
twitter.com/SistemaCNA
facebook.com/SistemaCNA
instagram.com/SistemaCNA
facebook.com/SENARBrasil
youtube.com/agrofortebrasilforte
AGRONEGÓCIO
Regularização ambiental vira fator determinante para viabilidade financeira
Com mais de 7 milhões de registros ativos no Cadastro Ambiental Rural (CAR), o Brasil enfrenta um desafio estrutural que impacta diretamente a competitividade do produtor rural: a incidência de pendências no sistema. Atualmente, a conformidade ambiental de uma propriedade não é mais apenas uma questão burocrática, mas um critério decisivo na análise de risco das instituições financeiras.
O rigor do crédito bancário Ao solicitar financiamento — seja para custeio, investimento ou linhas de crédito sustentável —, o histórico de pagamento do cliente deixou de ser o único indicador de risco. O setor financeiro, operando sob diretrizes rigorosas do Manual de Crédito Rural (MCR) e normas do Banco Central, utiliza o CAR como um filtro automático.
Sistemas bancários realizam consultas em tempo real para detectar inconformidades. Caso o CAR apresente sobreposição com terras indígenas, unidades de conservação ou indícios de desmatamento irregular, o crédito é negado automaticamente. Segundo especialistas, quando um órgão ambiental aponta uma pendência, a propriedade passa para o status de “análise” ou “pendente”, o que é interpretado pelas instituições financeiras como um risco inaceitável, gerando uma “trava” imediata na operação.
Impacto financeiro e exclusão do crédito verde A ausência de regularidade ambiental impõe um custo financeiro direto e relevante. Produtores com o CAR validado acessam o chamado “Crédito Verde” ou linhas de crédito sustentáveis, que oferecem taxas de juros subsidiadas. A presença de divergências no cadastro exclui o produtor dessas condições vantajosas, forçando o acesso ao crédito convencional, cujas taxas de mercado são significativamente mais elevadas.
Além da restrição ao crédito, a falta de regularidade compromete o ciclo produtivo em três frentes críticas:
-
Acesso ao Plano Safra: Bloqueio de recursos oficiais essenciais para a safra.
-
Risco comercial: Tradings e indústrias, sob pressão de cadeias de custódia e auditorias internacionais, têm recusado produtos oriundos de áreas com passivos ambientais para evitar sanções e embargos.
-
Liquidez dos ativos: Imóveis com pendências jurídicas ou ambientais sofrem depreciação de valor, uma vez que o passivo desencoraja novos investimentos ou aquisições.
Estratégias para a conformidade Embora não haja um prazo fatal para o encerramento do sistema, a urgência da regularização é crescente. A recomendação técnica é que o produtor antecipe a análise de sua propriedade antes que ocorram negativas bancárias ou notificações de órgãos ambientais.
O roteiro de regularização envolve:
-
Diagnóstico Georreferenciado: Realização de levantamento técnico para cruzar a base do CAR com a realidade física da propriedade. Muitas pendências são decorrentes de erros de desenho (sobreposições digitais), passíveis de correção via retificação.
-
Adesão ao PRA: Em casos de necessidade de recomposição de Reserva Legal ou Áreas de Preservação Permanente (APP), a formalização da adesão ao Programa de Regularização Ambiental (PRA) suspende sanções administrativas durante o período de recuperação.
-
Certificação: A busca pela Certidão de Regularidade Ambiental atua, hoje, como a principal ferramenta para a negociação de taxas de juros competitivas.
Em um mercado global que exige rastreabilidade total, a conformidade ambiental consolidou-se como o principal pilar para a longevidade da exploração rural, garantindo que a propriedade permaneça como um ativo produtivo e comercializável a longo prazo.
Fonte: Pensar Agro
-
POLÍTICA MT7 dias atrásData Index mostra Mauro Mendes isolado na liderança ao Senado; Janaina Riva consolida segunda colocação
-
POLÍTICA MT7 dias atrásData index aponta Pivetta e Wellington tecnicamente empatados; Jayme mantém disputa aberta pelo Governo de MT
-
POLÍTICA MT5 dias atrásAPÓS DEFESA EM PLENÁRIO, WELLINGTON CELEBRA APROVAÇÃO DE PROJETO QUE FORTALECE A PROTEÇÃO ÀS MULHERES
-
POLÍTICA MT6 dias atrásConvenção do União Brasil é antecipada para o dia 30; Jayme Campos reafirma diálogo aberto com Mauro Mendes e demais lideranças
-
POLÍTICA MT6 dias atrásProposta antirracista tem parecer favorável da Comissão de Direitos Humanos
-
NACIONAL6 dias atrás‘Melhores Vilas Turísticas do Mundo’: Conceição de Ibitipoca (MG) é um dos destinos brasileiros na disputa
-
SAÚDE7 dias atrásNota técnica orienta gestores sobre aquisição, credenciamento e recursos para as Unidades Odontológicas Móveis
-
POLICIAL3 dias atrásPM prende três faccionados e apreende drogas e R$ 16,7 mil da venda de entorpecentes

