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Senar-MT lança oficina para produção de abafadores


Está disponível aos 93 Sindicatos Rurais, a Oficina de Produção de Abafadores formatada pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar-MT). Estão previstas seis oficinas para o primeiro semestre de 2022, a primeira ocorreu em Cáceres neste mês de abril. O objetivo é contribuir para o combate ao fogo durante o período da estiagem em Mato Grosso, fornecendo capacitação e ferramentas que podem ser utilizadas em princípios de incêndio.

Além de Cáceres, também estão programadas oficinas em Campo Novo do Parecis e Dom Aquino. O superintendente do Senar-MT, Francisco Olavo Pugliesi de Castro, mais conhecido como Chico da Pauliceia, destacou a importância da iniciativa para a população e os produtores rurais. “O período da seca pode ser muito prejudicial para quem mora e trabalha no campo, por isso, precisamos estar preparados para enfrentar o fogo”.

A oficina tem carga horária de quatro horas em que serão produzidos abafadores com madeira e borracha. De acordo com o instrutor credenciado ao Senar-MT, André Dionízio, cada participante deverá produzir ao menos um abafador. “No planejamento da oficina há uma apostila com o passo a passo sobre como construir cada abafador e orientações sobre como utilizá-lo”, afirma.

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A ideia é que os participantes fiquem com os abafadores produzidos para poderem utilizá-los em suas comunidades. Com isso, o Senar-MT visa contribuir com a iniciativa do Batalhão de Emergências Ambientais (BEA) do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso que também irá distribuir abafadores a comunidades tradicionais do estado antes do período proibitivo, que começa em junho.

Segundo a tenente-coronel Jusciery, além dos equipamentos, os moradores receberão capacitação. “O objetivo é que as comunidades tenham conhecimento e ferramentas para serem a primeira resposta diante de um incêndio, impedindo que ele atinja grandes proporções”.

O coordenador de polos tecnológicos do Senar-MT, Wlademiro Neto, destaca que além da contribuição, o Senar-MT conta com um Centro de Treinamento denominado CT do Fogo. “O foco é auxiliar na capacitação do Corpo de Bombeiros e nos próximos meses, ele abrigará uma estrutura específica para formação de combatentes de incêndios florestais”, destaca.

Combate ao fogo – O Senar-MT, em parceria com os Sindicatos Rurais, possui quatro cursos em seu portfólio relacionados ao combate ao fogo. Os interessados em participar devem entrar em contato com o Sindicato Rural de seu município para verificar datas e turmas disponíveis ou demandar o curso e oficina, caso não haja demanda prevista.

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Fonte: CNA Brasil

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Regularização ambiental vira fator determinante para viabilidade financeira

Com mais de 7 milhões de registros ativos no Cadastro Ambiental Rural (CAR), o Brasil enfrenta um desafio estrutural que impacta diretamente a competitividade do produtor rural: a incidência de pendências no sistema. Atualmente, a conformidade ambiental de uma propriedade não é mais apenas uma questão burocrática, mas um critério decisivo na análise de risco das instituições financeiras.

O rigor do crédito bancário Ao solicitar financiamento — seja para custeio, investimento ou linhas de crédito sustentável —, o histórico de pagamento do cliente deixou de ser o único indicador de risco. O setor financeiro, operando sob diretrizes rigorosas do Manual de Crédito Rural (MCR) e normas do Banco Central, utiliza o CAR como um filtro automático.

Sistemas bancários realizam consultas em tempo real para detectar inconformidades. Caso o CAR apresente sobreposição com terras indígenas, unidades de conservação ou indícios de desmatamento irregular, o crédito é negado automaticamente. Segundo especialistas, quando um órgão ambiental aponta uma pendência, a propriedade passa para o status de “análise” ou “pendente”, o que é interpretado pelas instituições financeiras como um risco inaceitável, gerando uma “trava” imediata na operação.

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Impacto financeiro e exclusão do crédito verde A ausência de regularidade ambiental impõe um custo financeiro direto e relevante. Produtores com o CAR validado acessam o chamado “Crédito Verde” ou linhas de crédito sustentáveis, que oferecem taxas de juros subsidiadas. A presença de divergências no cadastro exclui o produtor dessas condições vantajosas, forçando o acesso ao crédito convencional, cujas taxas de mercado são significativamente mais elevadas.

Além da restrição ao crédito, a falta de regularidade compromete o ciclo produtivo em três frentes críticas:

  • Acesso ao Plano Safra: Bloqueio de recursos oficiais essenciais para a safra.

  • Risco comercial: Tradings e indústrias, sob pressão de cadeias de custódia e auditorias internacionais, têm recusado produtos oriundos de áreas com passivos ambientais para evitar sanções e embargos.

  • Liquidez dos ativos: Imóveis com pendências jurídicas ou ambientais sofrem depreciação de valor, uma vez que o passivo desencoraja novos investimentos ou aquisições.

Estratégias para a conformidade Embora não haja um prazo fatal para o encerramento do sistema, a urgência da regularização é crescente. A recomendação técnica é que o produtor antecipe a análise de sua propriedade antes que ocorram negativas bancárias ou notificações de órgãos ambientais.

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O roteiro de regularização envolve:

  1. Diagnóstico Georreferenciado: Realização de levantamento técnico para cruzar a base do CAR com a realidade física da propriedade. Muitas pendências são decorrentes de erros de desenho (sobreposições digitais), passíveis de correção via retificação.

  2. Adesão ao PRA: Em casos de necessidade de recomposição de Reserva Legal ou Áreas de Preservação Permanente (APP), a formalização da adesão ao Programa de Regularização Ambiental (PRA) suspende sanções administrativas durante o período de recuperação.

  3. Certificação: A busca pela Certidão de Regularidade Ambiental atua, hoje, como a principal ferramenta para a negociação de taxas de juros competitivas.

Em um mercado global que exige rastreabilidade total, a conformidade ambiental consolidou-se como o principal pilar para a longevidade da exploração rural, garantindo que a propriedade permaneça como um ativo produtivo e comercializável a longo prazo.

Fonte: Pensar Agro

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