AGRONEGÓCIO
Prefeitura de Campo Novo cede área para implantação de horta comunitária
Mais um passo na caminhada da implantação de um grande projeto: uma horta comunitária, em Campo Novo do Parecis. Este projeto é uma parceria entre Sindicato Rural, Prefeitura e Senar-MT e tem o apoio da Câmara de vereadores e lideranças locais.

Esta semana foi aprovado o projeto de lei 014-2022 que concede o direito de uso pelos próximos 20 anos da área onde será implantada a horta comunitária. O projeto foi aprovado por unanimidade em plenário, acompanhado de regime de urgência especial. Foram cedidas duas áreas sendo uma de 1800 m2 e 1940 m2, localizadas no residencial Flor do Cerrado, no bairro Jardim das Palmeiras.
A proposta é ampla. A ideia é realizar, neste espaço, as aulas práticas dos cursos do Senar-MT relacionados com a cadeia de olericultura. Mais que o cultivo das plantas e disseminação de conhecimento, o sonho inclui a implantação de um ambiente para as crianças. Um dos objetivos é mostrar como funciona uma horta e ensiná-las a cultivar as plantas.
A ideia é promover o uso de terrenos ociosos em “áreas verdes”. É envolver a comunidade no projeto e promover a saúde através da produção agroecológica de verduras, legumes e frutas que devem compor a dieta alimentar das famílias de baixa renda.

Além do Sindicato Rural de Campo Novo do Parecis, a prefeitura também é parceira. O coordenador de polos tecnológicos, Wlademiro Neto, diz que aqueles que quiserem se tornar parceiros deste projeto devem procurar o Sindicato Rural de Campo Novo do Parecis ou o Senar-MT.

AGRONEGÓCIO
Setor produtivo e bancos vão travar batalha de R$ 130 bilhões semana que vem no Senado
A votação do projeto de lei que autoriza a renegociação de dívidas rurais, prevista para a próxima quarta-feira (10.06), tornou-se o ponto central das articulações do setor produtivo em Brasília. Enquanto entidades que representam o campo — como a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e associações de produtores como a Aprosoja — intensificam o trabalho junto ao parlamento para assegurar a aprovação do texto com condições viáveis de pagamento, o sistema bancário iniciou uma ofensiva para limitar o alcance da medida.
O setor produtivo argumenta que a renegociação é uma necessidade estratégica para a manutenção da atividade agropecuária no País, diante de um cenário de custos elevados e margens apertadas. A proposta defendida pelos produtores busca um fôlego financeiro essencial para o setor, com prazos de pagamento mais longos e taxas de juros controladas, garantindo que o ciclo produtivo não seja interrompido por desequilíbrios financeiros conjunturais. A mobilização, organizada pelas redes sociais, reflete o peso do setor na economia nacional e o temor de que o crédito rural sofra uma contração ainda maior sem a reestruturação dos passivos.
Do outro lado, as instituições financeiras, representadas pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e pela Confederação Nacional das Instituições Financeiras (Fin), buscam apresentar um substitutivo. O sistema bancário argumenta que a amplitude do projeto original, aprovado em comissão na semana passada, poderia gerar riscos à segurança jurídica e à previsibilidade do crédito. A proposta dos bancos para “calibrar” o projeto inclui travar o benefício a um teto de R$ 10 milhões por CPF, restringir o escopo a dívidas de 2024 em diante e reduzir drasticamente o período de suspensão de vencimentos.
A disputa técnica centra-se no impacto financeiro e na governança dos contratos. Enquanto os bancos alegam complexidade operacional e riscos de “estímulos indevidos à inadimplência” com os prazos de até 13 anos e juros de 7,5%, os representantes do campo defendem que as regras de enquadramento devem ser amplas o suficiente para atender quem realmente precisa, excluindo apenas situações sem relação direta com a atividade econômica financiada.
A articulação política no Senado segue intensa. O setor produtivo aguarda a definição da pauta para esta semana, ciente de que o texto final poderá sofrer ajustes para acomodar as pressões do sistema bancário, mas mantendo a defesa de que a funcionalidade do sistema de crédito rural não deve ser usada como pretexto para impedir o socorro necessário ao produtor que movimenta a economia brasileira.
Fonte: Pensar Agro
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