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LEITE/CEPEA: Custos em alta elevam preço ao produtor


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Cepea, 30/03/2022 – O preço do leite captado em fevereiro/22 e pago aos produtores em março/22 subiu 3,3% frente ao mês anterior, chegando a R$ 2,2104/litro na “Média Brasil” líquida do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP. Esse valor supera em 4,1% o registrado no mesmo período do ano passado e é o maior para um mês de março da série histórica do Cepea, iniciada em 2004, em termos reais (valores deflacionados pelo IPCA de fev/22).

A valorização do leite no campo ocorre sobretudo em função do aumento dos custos de produção, que têm limitado os investimentos na atividade e, com isso, o potencial de oferta. O Índice de Captação Leiteira (ICAP-L) do Cepea refletiu esse cenário de oferta limitada e registrou queda de 0,63% de janeiro para fevereiro. É importante frisar que, apesar do preço do leite avançar, isso não significa lucro para o produtor.

Durante fevereiro, as indústrias de laticínios enfrentaram competição acirrada para garantir o abastecimento de matéria-prima, fator que elevou os preços do leite ao produtor. Com estoques reduzidos, os laticínios intensificaram a compra de leite no mercado spot (entre indústrias), visando evitar capacidade ociosa de suas plantas processadoras. Em Minas Gerais, o preço médio saltou de R$ 2,13/litro na primeira quinzena para R$ 2,42/litro na segunda quinzena de fevereiro, alta de 13,9%, segundo pesquisa do Cepea.

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Com a matéria-prima mais cara, as indústrias se viram forçadas a fazer o repasse da alta no campo ao preço dos derivados durante todo o mês de fevereiro. A pesquisa do Cepea com o apoio financeiro da OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras) apontou que o valor médio do leite UHT recebido pelas indústrias de laticínios nas negociações com canais de distribuição do estado de São Paulo aumentou 5,8% de janeiro para fevereiro, em termos reais, chegando a R$ 3,40/litro. O valor é 8% maior que o registrado no mesmo período do ano passado. No caso da muçarela, a valorização de um mês para o outro ocorreu apenas na comparação nominal – quando considerados os dados deflacionados, observa-se que o valor médio de fevereiro, de R$ 24,29, ficou 0,3% abaixo do comercializado em janeiro. Comparando com fevereiro/22, a alta foi de apenas 1,3%.

MARÇO: Em março, tanto o leite spot quanto os derivados registraram consideráveis altas, indicando que o movimento de valorização no campo deve persistir e se intensificar no próximo mês (preço do leite captado em março a ser pago em abril). Em Minas Gerais, o preço médio do leite spot subiu 15,4% da primeira para a segunda quinzena de março, chegando a R$ 2,93/litro. No caso do UHT e da muçarela, os aumentos foram de 11% e de 16,6% em relação à média do mês anterior (considerando-se dados diários até 29/03/22).

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Tabela 1. Preços líquidos nominais pagos aos produtores em março/2022 referentes ao leite captado em fevereiro/22 nos estados que compõem a “Média Brasil”. Preços líquidos não contêm frete e impostos

Fonte: Cepea-Esalq/USP.

ASSESSORIA DE IMPRENSA: Outras informações sobre o mercado lácteo aqui, por meio da Comunicação do Cepea e com a pesquisadora Natália Grigol: [email protected].

Fonte: CEPEA

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Cachaça registrada no Mapa e produzida em Santa Catarina conquista prêmio nacional

O trabalho de registro e fiscalização de bebidas realizado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) segue contribuindo para o fortalecimento da cadeia produtiva da cachaça no país. Em Santa Catarina, estado que reúne um dos maiores números de rótulos registrados no Ministério, o município de Luiz Alves voltou a se destacar no cenário nacional pela tradição e qualidade na produção da bebida.

A cachaça Extra Premium, produzida pelo Alambique Bylaardt, conquistou o primeiro lugar no Ranking da Cúpula da Cachaça 2026, uma das principais premiações brasileiras do segmento. Produzida no Vale do Itajaí, a bebida vencedora passa por envelhecimento de 18 anos em barris de carvalho francês, processo que confere características sensoriais específicas ao produto.

Segundo o superintendente de Agricultura e Pecuária em Santa Catarina, Ivanor Boing, o reconhecimento demonstra a relevância da tradição produtiva e da conformidade dos produtos registrados junto ao Ministério. “Esse prêmio reconhece não apenas a qualidade e a conformidade da bebida, mas também uma história construída ao longo de 83 anos de tradição”, disse. 

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O Ranking da Cúpula da Cachaça reuniu mais de 150 rótulos de diferentes regiões do país em um processo de avaliação dividido em três etapas: votação popular, análise técnica de especialistas independentes e degustação às cegas das 50 cachaças finalistas.

Na etapa final, as amostras foram adquiridas diretamente no mercado e avaliadas sem identificação dos rótulos. A Extra Premium Bylaardt obteve a maior pontuação geral e conquistou o título de melhor cachaça do Brasil em 2026.

O município de Luiz Alves possui Indicação Geográfica (IG) reconhecida pela tradição e qualidade na produção de cachaças, fator que agrega valor aos produtos locais e fortalece a competitividade da cadeia produtiva regional.

O registro de bebidas no Mapa assegura controle de qualidade, rastreabilidade e conformidade aos produtos comercializados no país. A atuação do Ministério também contribui para a valorização de produtos tradicionais e para o fortalecimento das regiões produtoras.

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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