AGRONEGÓCIO
Sistema CNA/Senar E Sebrae lançam cooperação para apoiar o agro brasileiro
Brasília (29/03/2022) – O Sistema CNA/Senar e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) assinarão um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) para a realização de ações conjuntas em apoio ao agronegócio brasileiro.
A assinatura do convênio ocorrerá durante o evento “Juntos pelo Agro”, que será realizado no dia 30 de março, às 15h, na sede do Sebrae, em Brasília.
A cerimônia contará com a presença do presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), João Martins; do presidente do Sebrae, Carlos Melles; do vice-presidente da CNA e integrante do Conselho Deliberativo Nacional (CDN) do Sebrae, José Zeferino Pedrozo; do diretor-geral do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), Daniel Carrara; e do diretor técnico do Sebrae, Bruno Quick.
O objetivo do Acordo é fomentar o desenvolvimento de empreendedores e de micro e pequenas empresas e a melhoria do ambiente de negócios do setor e da imagem do agronegócio brasileiro junto à sociedade.
Os planos de trabalho iniciais terão cinco temas principais: programa Negócio Certo Rural, cadeias produtivas estratégicas, ampliação do Empretec Rural, implantação do bolsista ALI Rural integrado a ATEG e alimentos brasileiros diferenciados – artesanais, tradicionais, típicos e com Indicação Geográfica – IG e Selo ARTE.
Entre as ações previstas estão a realização de articulações conjuntas em prol do segmento, alinhamento estratégico das instituições, estudos técnicos e setoriais nas cadeias produtivas priorizadas, fomento de inovações tecnológicas no campo e apoio a gestão dos pequenos negócios rurais, além do fortalecimento da governança territorial.
O público-alvo são pequenos negócios rurais, empreendedores, produtores rurais e micro e pequenas empresas do agronegócio existentes ou potenciais.
SERVIÇO
O que: “Juntos pelo Agro”
Quando: 30 de março, às 15h
Onde: Sede do Sebrae, em Brasília
Assessoria de Comunicação CNA
Telefone: (61) 2109-1419
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AGRONEGÓCIO
Enquanto EUA anunciam tarifas, China abre mercado para a carne brasileira
No mesmo momento em que os Estados Unidos ampliam as ameaças tarifárias contra produtos brasileiros, a China enviou um sinal na direção oposta. O governo chinês anunciou nesta terça-feira (02.05) o reconhecimento de todo o território brasileiro como livre de febre aftosa sem vacinação, decisão que elimina as últimas restrições sanitárias sobre estados do Norte do país e abre caminho para ampliar as exportações de carne bovina e suína ao principal mercado consumidor do mundo.
A medida tem peso estratégico para o agronegócio brasileiro. A China é o maior comprador mundial de carne bovina e absorve mais da metade de toda a carne bovina exportada pelo Brasil. Apenas no primeiro trimestre deste ano, os chineses importaram quase R$ 16,5 bilhões em carnes brasileiras, demonstrando a dimensão do mercado para a pecuária nacional.
O reconhecimento encerra uma negociação que se arrastava há mais de duas décadas e uniformiza o status sanitário brasileiro perante as autoridades chinesas. Na prática, produtos que enfrentavam limitações em razão das restrições aplicadas a determinadas regiões do país passam a ter acesso ampliado ao mercado asiático. Entre os principais beneficiados estão carnes com osso, miúdos e outros produtos de maior valor agregado, segmentos que tradicionalmente encontram forte demanda na China.
A decisão ocorre em um momento particularmente relevante para a pecuária nacional. Nos últimos meses, frigoríficos e exportadores brasileiros vinham buscando ampliar sua participação no mercado chinês, inclusive com pedidos de habilitação de novas plantas exportadoras e negociações para aumento de volumes embarcados.
A importância da China para o campo brasileiro vai muito além da pecuária. No ano passado, o país asiático comprou mais de R$ 275 bilhões em produtos do agronegócio brasileiro, mantendo-se com ampla folga como o principal destino das exportações do setor.
Para a pecuária, o anúncio representa uma vitória ainda mais significativa porque reforça a credibilidade sanitária brasileira justamente quando diversos países endurecem exigências para importação de proteínas animais. O reconhecimento chinês funciona como um aval à estrutura de vigilância sanitária e defesa agropecuária construída pelo Brasil ao longo dos últimos anos.
A sinalização também ganha relevância diante do cenário internacional. Enquanto Washington discute novas sobretaxas que podem atingir parte das exportações brasileiras, Pequim amplia o acesso para um mercado de mais de 1,4 bilhão de consumidores e reforça sua posição como principal destino da proteína animal produzida no Brasil. Para o setor pecuário, a mensagem é clara: se de um lado surgem barreiras comerciais, do outro o maior comprador de carne do planeta está abrindo ainda mais espaço para o produto brasileiro.
Fonte: Pensar Agro
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