POLÍTICA MT

Deputado defende emancipação do Distrito de União do Norte


Foto: Karen Malagoli

O deputado estadual Valdir Barranco (PT) se reuniu na última segunda-feira (14), no Distrito de União do Norte (743 km de Cuiabá), com a Comissão Especial, formada por lideranças e moradores, para discutir a questão da emancipação do Distrito de União do Norte, pertencente ao município de Peixoto de Azevedo. A reunião fez parte de uma série de encontros que o parlamentar participou na região norte de Mato Grosso.

Na conversa, Barranco explicou que dentre os 23 distritos mato-grossenses que buscam a sua emancipação, União do Norte é o que mais se encaixa e atende todas as exigências. “Atualmente, eu sou o coordenador na Assembleia Legislativa da Câmara Temática que trata sobre o assunto e estou conversando, quase que semanalmente, com o deputado federal Carlos Henrique Gaguim (TO), que é o relator do projeto de lei complementar que trata da criação, fusão ou desmembramento de municípios. A proposta foi aprovada e está pronta para votação em Plenário em Brasília”, explicou o parlamentar.

O deputado já realizou em 2019 uma audiência pública sobre o tema, requerida pelo mesmo, que encaminhou que seria criado um grupo interdistrital para articulação dos distritos que pretendem se emancipar. O objetivo foi a articulação do grupo junto à bancada federal de Mato Grosso para acompanhar a tramitação do projeto de lei no Congresso Nacional.

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“Os distritos também devem seguir se articulando com a Associação Mato-grossense de Municípios (AMM), Governo, Câmaras Municipais, Associações de Moradores e com o IBGE. É importante ter claro que a expansão dos municípios desenvolveu o Brasil. Em 1977, na divisão do nosso Estado, ficamos com 38 municípios e o Mato Grosso do Sul com 55. Hoje, eles estão com 79 e nós com 141. Mato Grosso do Sul é o 15º e Mato Grosso o 13º no PIB do Brasil. A criação de municípios trouxe benefícios para os estados”, pontuou o parlamentar.

O presidente da Comissão Pró-emancipação do distrito de União do Norte, Oldair Dallazen, disse que a emancipação garantirá mais proximidade da população em relação ao poder público. “Temos 14 mil habitantes e estamos a 70 quilômetros da sede. Esse distanciamento prejudica o atendimento da população que recebe poucos benefícios. Com a emancipação, estaremos mais perto do poder público e dos recursos que necessitamos”, afirmou Dallazen.  

Barranco disse ainda que está encabeçando a organização de mais uma audiência pública com a participação do deputado Gaguin para debatermos ainda mais sobre a temática.

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Fonte: ALMT

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Pivetta sobe o tom contra adversários e questiona trajetória de Natasha e Wellington – veja o video

Governador critica aproximação de Natasha com Emanuel Pinheiro, questiona atuação de Wellington Fagundes no Congresso e apresenta continuidade de seu modelo de gestão como principal argumento para buscar a reeleição

A disputa pelo Governo de Mato Grosso ganhou novos contornos com o endurecimento do discurso do governador Otaviano Pivetta (Republicanos), candidato à reeleição. Ao comentar o cenário eleitoral, Pivetta direcionou críticas à médica Natasha Slhessarenko (PSD) e ao senador Wellington Fagundes (PL), dois de seus adversários na corrida pelo Palácio Paiaguás.

Em entrevista ao programa Notícia de Frente, da TV Vila Real, Pivetta questionou principalmente a aproximação política de Natasha com o ex-prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro (PSD). O governador ironizou o discurso de renovação apresentado pela candidata ao lembrar que ela participou da convenção partidária ao lado do ex-prefeito.

“A outra candidata, me perdoem, mas entrar na convenção de mão dada com Emanuel Pinheiro e se dizendo a nova da política? Você pode imaginar o novo que vem aí”, afirmou Pivetta.

O governador também voltou sua artilharia para Wellington Fagundes. Ao mencionar a longa trajetória política do senador, que já exerceu mandato de deputado federal e atualmente está em seu segundo mandato no Senado, Pivetta questionou quais seriam as principais entregas do parlamentar para Mato Grosso.

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“Um ficou quarenta anos no Congresso Nacional ou quase isso. Tem alguma lei ou projeto importante que tenha beneficiado o povo de Mato Grosso?”, questionou.

Na sequência, Pivetta ampliou as críticas e associou Wellington ao atual modelo de funcionamento do Congresso Nacional, citando emendas Pix e o chamado orçamento secreto.

“Ele ajudou a fazer esse Congresso Nacional que está sufocando o povo de uma maneira brutal com essa gastança de emenda Pix, orçamento secreto e tal. Ele é autor desse sistema”, declarou.

CONTINUIDADE DA GESTÃO

Ao mesmo tempo em que atacou os adversários, Pivetta procurou reforçar como principal ativo eleitoral a continuidade do modelo administrativo iniciado durante a gestão do ex-governador Mauro Mendes (União).

Segundo ele, Mato Grosso vive desde 2019 um período marcado por mudanças na administração estadual e avanço econômico. Pivetta sustenta que sua candidatura representa a continuidade desse projeto.

“Eu sou uma proposta e represento um modelo de gestão que desde 2019 vem trazendo Mato Grosso para um novo ciclo de prosperidade”, afirmou.

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O governador ainda declarou que pretende, caso seja reconduzido ao cargo, aprofundar as ações desenvolvidas nos últimos anos e voltou a provocar os concorrentes ao afirmar que eles não teriam uma trajetória administrativa para apresentar ao eleitor.

“Se o povo e Deus quiserem, eu vou tocar mais quatro anos e fazer melhor e mais que fizemos, contra outros candidatos que até hoje não têm uma historinha para contar a não ser a vida pessoal”, completou.

As declarações mostram que Pivetta começa a adotar um discurso eleitoral mais comparativo, buscando estabelecer diferenças entre sua experiência à frente do Executivo e a trajetória dos principais concorrentes.

Além de Pivetta, Natasha e Wellington, outros nomes também se apresentam na disputa pelo Palácio Paiaguás, entre eles Rafaell Milas (Missão), Sargento Laudicério (Agir) e o empresário Maurício Coelho (Mobiliza).

Com a campanha avançando, o embate entre os candidatos tende a ganhar espaço no debate eleitoral, especialmente em torno da experiência administrativa, das alianças partidárias e das entregas que cada grupo pretende apresentar ao eleitorado mato-grossense.

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