TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Corregedoria ajuda na entrega de quase mil títulos definitivos urbanos


A Corregedoria-Geral da Justiça (CGJ) do Poder Judiciário de Mato Grosso participou da entrega de quase mil títulos definitivos a moradores dos Bairros CPA, I, II, III e IV em Cuiabá na noite desta terça-feira (15/3). O senhor João Viana de Oliveira foi um dos primeiros moradores na região, chegou a organizar a associação local para cobrar os direitos e depois de 38 anos recebeu o título definitivo de sua casa. “Eu nunca perdi as esperanças, sabia que conseguiria um dia. Nem o câncer me matou. Eu consegui isso, sei que o Judiciário teve uma enorme responsabilidade nesta vitória de minha família, vou deixar segurança aos meus filhos e esposa”, disse emocionado o senhor de 71 anos, ao receber o título definitivo de seu imóvel diretamente do juiz auxiliar da CGJ, Eduardo Calmon de Almeida Cézar, em nome do corregedor, desembargador José Zuquim Nogueira. “É um Direito sagrado ter este documento em mãos. O Judiciário por meio da Corregedoria fica feliz em cumprir uma de suas missões, que também é a distribuição da cidadania”, ponderou o corregedor.  
 
Muitas histórias se encontraram na quadra esportiva da Escola Estadual Victorino Monteiro Silva no CPA IV, em Cuiabá. Em comum a agonia de não serem reconhecidos como s de suas casas. Foi a comemoração desta família que além da casa tem uma loja no bairro. “Aqui construímos nossa família, nossos filhos nasceram, começamos a investir e trabalhar na região. Tudo nosso foi aqui. Imaginem a importância deste ato. Moramos há 38 anos aqui e há 35 temos a loja, que nos alimenta e gera empregos”, disse a comerciante Dilamar Pereira Mendes Coutinho, acompanhada do marido Paulo e do filho.  
 
A iniciativa de parceria foi tomada pelo presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso. “A Assembleia participou em todos os sentidos, mas sem o apoio do Judiciário as escrituras estariam ainda travadas. Com a intervenção do corregedor Zuquim e atuação da Anoreg conseguimos em tempo recorde entregar estes documentos. É uma parceria entre Assembleia, Governo do Estado e Poder Judiciário de Mato Grosso em prol da Sociedade”, agradeceu o presidente da AL, Eduardo Botelho, que salientou que nos últimos 18 dias uteis mais de 2.300 títulos definitivos foram entregues. O presidente do Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat), Francisco Serafim de Barros, também ressaltou a importância do Judiciário como parceiro. “A espera de quase 40 anos chega ao fim com a celeridade na entrega. E vale ressaltar tudo gratuito, toda documentação feita no cartório e não precisa retornar ou levar em outro lugar. O documento está pronto. Devemos agradecer ao desembargador José Zuquim, aos juízes auxiliares e toda a equipe da Corregedoria o apoio e empenho. Foram excepcionais, e graças a eles hoje, estamos entregando títulos a dois bairros por semana”, considerou o presidente do Intermat. 
 
“Cerca de mil famílias receberam seus títulos, mas só aqui em Cuiabá e Várzea-Grande são quase 10 mil que terão este benefício ainda este ano e pensar que no primeiro momento tivemos muitas dificuldades, mas a partir do momento que a Corregedoria-Geral do TJ ingressou como parceira acelerou muito e entregamos em tempo recorde. Claro, temos que agradecer ao Judiciário e Associação dos Notários e Registradores (Anoreg-MT) também”, disse o presidente do MT Participações e Projetos S/A (MT Par), Werner Santos. Empresa responsável por auxiliar o Estado na realização das políticas de governo que envolvam investimentos públicos e privados em áreas prioritárias, tais como inclusão social e habitação.
 
“Foi um resultado de parceria. Os proprietários não vão ter que gastar com cartório. Já é tudo registrado. É uma grande vitória construída a várias mãos. Agradeço ao Judiciário, por meio da Corregedoria e aos cartórios pela Anoreg. Com esta desburocratização vamos conseguir entregar somente este ano mais de 20 mil títulos definitivos em Mato Grosso”, agradeceu e revelou o governador Mauro Mendes.  
 
“A Corregedoria agiu rapidamente descobriu o entrave e padronizou os serviços, acelerando a emissão dos títulos. Padronizamos os tipos de documentos solicitados para emissão dos títulos via ofício circular, comunicando todos os cartório e serventias, o que acarretou na celeridade. Agora, Mato Grosso terá uma enxurrada de títulos emitidos. Por exemplo, identificamos no cartório do Primeiro Oficio Imobiliário de Várzea Grande a solicitação de documentos que pela lei não eram necessários, o que acabava ocasionando entraves entre o cartório e o Intermat. Com a intervenção da Corregedoria essa sintonia foi afinada e a população ganha com isso”, concluiu o juiz auxiliar da CGJ, Eduardo Calmon.
 
Ranniery Queiroz Fotos: Adilson Cunha
Assessor de imprensa CGJ/TJMT
(65) 3617-3069

Leia Também:  20/11 - Dia da Consciência Negra - Sem Equidade Racial não há justiça social
Propaganda

TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

42º Gemam reforça atualização da magistratura diante de desafios sociais complexos

Homem com cabelos grisalhos e barba, fala direcionando o olhar para baixo e para a esquerda. Ele usa paletó azul e camisa social cinza. Um microfone da A evolução constante da sociedade e o surgimento de novos desafios exigem do Poder Judiciário uma resposta igualmente dinâmica e qualificada. Com esse enfoque, o desembargador Márcio Vidal, diretor da Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), abriu o 42º Encontro do Grupo de Estudos da Magistratura de Mato Grosso (Gemam) ao destacar que a busca por conhecimento é contínua e essencial para enfrentar problemas sociais que acompanham o avanço do tempo.

A afirmação de Vidal sintetiza o espírito do encontro realizado na última sexta-feira (19 de junho), no Tribunal do Júri de Rondonópolis, que reuniu magistrados(as) em uma programação técnica voltada à discussão de temas atuais e sensíveis à prestação jurisdicional.

Na abertura do encontro, o desembargador ressaltou que o Judiciário precisa acompanhar as transformações sociais, que evoluem junto com o avanço tecnológico, mas também trazem novos problemas.

Ao comentar a temática da palestra inicial, intitulada “Juventude em risco: O desafio das drogas no portão da escola e a proteção da vida por meio da internação compulsória para todos”, Vidal chamou atenção para a complexidade da questão das drogas entre jovens, classificando-a como um tema bastante sensível para toda a sociedade. Segundo o desembargador, o papel do Judiciário é justamente se manter atento e buscar constantemente novos modelos de atuação.

Homem de cabelos escuros e curtos, vestindo paletó azul e camisa branca, concede entrevista olhando para o lado esquerdo. Um microfone preto aparece em primeiro plano e o fundo está desfocado.Representando a Corregedoria-Geral da Justiça, o juiz auxiliar Jorge Alexandre Martins Ferreira reforçou o apoio institucional ao evento e destacou o impacto da atualização contínua na qualidade das decisões. “É muito importante que o juiz se qualifique vendo coisas novas”, afirmou, ao comentar a relevância da palestra com o psiquiatra convidado, Diego de Souza Vacari.

Ferreira acrescentou que o contato com dados atuais permite compreender melhor a realidade social, citando como exemplo a evolução do potencial das drogas ao longo das décadas. “São fatos que a gente vê no dia a dia e que mostram que precisamos estar sempre reaprendendo”, completou.

Leia Também:  Tribunal de Justiça suspende leis municipais que facilitam circulação e o porte de armas de fogo

Construção coletiva fortalece a magistratura

Mulher de cabelos longos e escuros fala ao microfone. Ela veste blazer off-white e brincos de argola. Ao fundo, um painel verde exibe a imagem da estátua da Justiça com a balança.A proposta do Gemam como espaço de construção coletiva foi enfatizada pela coordenadora do grupo, juíza Alethea Assunção Santos. Segundo ela, o diferencial está na produção acadêmica conduzida pelos próprios magistrados(as). “A construção é feita pelos próprios juízes e, a partir das discussões, são elaborados enunciados orientativos para a prestação jurisdicional. Isso é muito importante porque enriquece o nosso trabalho, enriquece a prestação jurisdicional e serve como capacitação profissional e também pessoal para os magistrados de Mato Grosso”, explicou.

Ela destacou ainda que os temas debatidos refletem diretamente os desafios enfrentados nas unidades judiciais. “São dificuldades que encontramos no dia a dia da prestação jurisdicional e, a partir desses debates, conseguimos levar mais segurança para as decisões”, pontuou, ressaltando que o resultado é um serviço mais qualificado à população.

Mulher de cabelos escuros e batom vermelho sorri ao conceder entrevista. Ela veste blusa verde-escura sem mangas. Um microfone da A realização do encontro em Rondonópolis foi celebrada pela juíza diretora do Foro, Aline Bissoni, que destacou a importância institucional do evento. “É uma honra receber o Gemam, um grupo que realmente traz temas muito relevantes para o nosso desenvolvimento”, afirmou. Para ela, a abordagem interdisciplinar amplia a visão dos magistrados sobre questões complexas.

Atuando na área criminal, a magistrada destacou o impacto prático do conteúdo apresentado. “Ouvir o psiquiatra falar de forma técnica sobre os malefícios das drogas e como elas se tornaram mais nocivas faz toda a diferença para que possamos julgar melhor”, disse.

Homem de óculos fala ao microfone, gesticulando com a mão esquerda. Ele veste terno escuro, camisa clara e gravata amarela listrada. Ao fundo, uma parede verde e um banner com a deusa da justiça.No campo interdisciplinar, o psiquiatra Diego Vacari, responsável pela palestra de abertura, enfatizou a importância do diálogo entre diferentes áreas. Ele destacou como positiva a aproximação da magistratura com o tema. “A magistratura está cada vez mais interessada nessa situação, e isso é fundamental para desmitificar e aproximar saúde mental e justiça”, afirmou.

Leia Também:  Nova Monte Verde: inscrições para seletivo de Serviço Social e Psicologia podem ser feitas até 29/08

Vacari alertou ainda para o aumento do consumo de drogas entre crianças e adolescentes, fenômeno que, segundo ele, ocorre em escala global. “Os jovens estão usando drogas cada vez mais cedo, muitas vezes dentro da escola ou nas proximidades”, disse. Para o especialista, o enfrentamento do problema depende de atuação conjunta. “Se não houver união entre saúde, justiça, segurança pública e educação, não vamos conseguir diminuir esses índices”.

Mulher de cabelos longos e ondulados fala ao microfone, com a mão direita fechada. Veste camisa estampada verde e branca e saia escura. Ao fundo, parede verde e pontas de mastros de bandeiras.Outro destaque foi o painel sobre litigância abusiva, no qual a juíza Cristiane Padim da Silva apresentou proposta para aprimorar o monitoramento de demandas predatórias. “A ideia é registrar a Recomendação 159 do CNJ nas decisões em que houver abuso do direito de ação, para que possamos traçar estratégias mais eficientes”, explicou. Segundo ela, a medida busca garantir que o sistema de justiça seja mais acessível a quem realmente precisa. A magistrada também ressaltou a importância do encontro como espaço de troca. “A gente sai daqui cheio de ideias, de motivação, com mais preparo para a atuação diária”, afirmou.

Além das discussões sobre saúde mental, drogas e litigância abusiva, o 42º Gemam contou ainda com painéis voltados a outros temas relevantes para a atuação jurisdicional. Foram abordados o controle judicial do orçamento público e a aplicação de emendas parlamentares frente à discricionariedade e abuso de poder, o tratamento ambulatorial e as medidas de segurança aplicáveis a réus com doença mental, bem como o conceito e as implicações da chamada “purga da mancha probatória”.

Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.

Autor: Lígia Saito

Fotografo: Rodrigo Moura

Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

Continue lendo

política mt

mato grosso

policial

PICANTES

MAIS LIDAS DA SEMANA